Uso do grafeno: resina reciclada ganha desempenho com grafeno

Economia circular: Resina reciclada ganha desempenho superior com adição de grafeno

O uso de grafeno para melhorar a qualidade de resinas recicladas é um dos focos das pesquisas do MackGraphe – Instituto Mackenzie de Pesquisa em Grafeno e Nanotecnologias da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Inicialmente, foi pesquisado esse uso em ABS.

“Obtivemos resultados muito bons, inclusive um reciclado que adquiriu características superiores às do ABS virgem, que pode ser utilizado em outras aplicações, além das já usuais carcaças de eletrônicos, como outros injetados e impressão 3D. Depositamos a patente relacionada a essa tecnologia”, relata Guilhermino Fechine, professor do Mackenzie e pesquisador do MackGaphe.

Segundo ele, além de melhorar as características mecânicas das resinas, o grafeno consegue até dotá-las de outras que elas naturalmente não possuem, como propriedades antiestáticas e antichamas.

“Já começamos a pesquisar o uso de grafeno em outros plásticos, como poliolefinas e poliéster. E creio que ele é aplicável a quaisquer resinas, como já acontece no caso das resinas virgens”, diz.

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Economia circular: Resina ganha desempenho com grafeno ©QD Foto: iStockPhoto
Guilhermino Fechine, professor do Mackenzie e pesquisador do MackGaphe

“Por enquanto, o único empecilho que vejo para esse uso é o preço, que faz com que ainda trabalhemos com teores muito baixos de grafeno, inferiores a 0,1%. Mas ao longo dos anos vem caindo esse preço.”

As pesquisas, relata Fechine, abrangem diversas vertentes, entre elas, a melhor rota para a integração do grafeno aos polímeros, cujas características são muito distintas das de outros insumos usuais no setor, como negro de fumo e argilas; entre elas, uma área superficial muito grande: estima-se que com 1 grama de grafeno pode-se cobrir todo um campo de futebol. Devido a isso, ele tende a se reaglomerar.

“Também é preciso ver se é melhor adicionar o próprio grafeno ou o óxido de grafeno; e, nesse segundo caso, é necessário ter informação sobre seu grau de oxidação”, destaca Fechine.

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