Tubos, chapas e perfis: Segmento de tubos de PE mantém ritmo de crescimento, apesar de cenário incerto

Visando à inclinação do mercado para a aquisição de extrusoras consideradas mais sofisticadas, a Amut-Wortex inova abastecendo o setor com máquinas de perfis que proporcionam a coextrusão e a impressão diretamente, eliminando assim as operações de acabamento. Para De Filippis, aliás, a demanda por perfis aumentou no país, com destaque para a indústria moveleira. Para este segmento, a fabricante oferece uma linha para a fabricação de “fita de bordas”; ela embute acessórios completos para impressão e gravação.

A empresa também traz como diferencial as máquinas para produção de perfis de Wood Plastics Composites (WPC). A saber, a italiana Amut é conhecida pelo fornecimento de soluções para a produção do WPC. No entanto, a demanda ainda não deslanchou no Brasil. O produto é feito com materiais recicláveis provenientes do consumo pós-industrial e da coleta seletiva, um dos principais gargalos da indústria de reciclagem no país.

Chapas – O clima de incertezas ronda o mercado de chapas. O ano de 2014 começou trazendo perspectivas de que seria melhor do que o anterior, mas ainda não empolga os fabricantes de máquinas extrusoras. Esse é o caso da Rulli Standard. Na opinião de Paulo Leal, engenheiro da empresa, os projetos até são cogitados, porém não saíram do papel. “Estão aguardando a aprovação de seus diretores”, analisa.

Apesar de ainda não ser possível prever como será o seu desempenho neste ano, as expectativas são de que após a realização da Copa do Mundo de futebol, os transformadores voltem a investir. “Espero que após o encerramento desse evento esportivo, o mercado retome o seu trilho”, diz. A base de comparação é positiva. Em 2013 houve aumento de 30% nos pedidos da Rulli Standard, em relação ao ano anterior.

As apostas recaem nas vedetes da marca, as extrusoras EC-130 e a EC-100. Na avaliação de Leal, as máquinas se destacam porque são versáteis quanto à aplicação. Aliás, amplo, o mercado de chapas se caracteriza, justamente, por sua flexibilidade. Bom, ao menos em teoria. No país, essa tecnologia não é tão explorada quanto poderia. Nos EUA as chapas de PVC tanto compactas como espumadas são amplamente utilizadas na construção civil, na indústria de forma geral, e no segmento de comunicação visual, enquanto no Brasil, este último mercado é praticamente o único para o qual se usa chapas de PVC, com mais força. “Chapas compactadas e espumadas ainda não são de muito conhecimento dos nossos industriais”, aponta Leal.

Desde a primeira máquina de chapa fabricada em 1978, a Rulli Standard vem se aperfeiçoando no mercado. Até 1985, a norte-americana Davis Standard tinha sociedade com a Rulli, da qual herdou o sobrenome mantido até hoje, e mais do que isso: a tecnologia.

Telhas dão fôlego – O mercado de telhas de PVC traz um alento aos fabricantes de extrusoras. Consciente desse aquecimento do setor, a KraussMaffei Berstorff no Brasil desenvolveu sistemas para chapas de PVC onduladas para aplicação na indústria de telhas. O foco inicial eram as linhas de telhas onduladas translúcidas (opacas), mas no portfólio há também combinações de extrusoras e cabeçote plano para as telhas coloniais.

Segundo Sommer, a companhia possui longa experiência em sistemas de extrusão e coextrusão de chapas de PVC, incluindo recursos para processar com alta quantidade de carga de carbonato de cálcio. A tecnologia empregada no design dos cabeçotes planos e também nos blocos de alimentação da coextrusão (feedblock) habilitam a fabricante alemã a oferecer sistemas com alto rendimento e tolerâncias precisas nas camadas da chapa.

Recentemente também passou a abastecer o mercado com sistemas para a fabricação de chapas resistentes a intempéries, feitas a partir de um composto feito com matérias-primas renováveis (cascas de arroz). Denominadas chapas-Resysta, elas são utilizadas em aplicações exteriores (fachadas) devido ao seu design similar ao da madeira.

É certo: a indústria de telhas traz uma brecha para a expansão da extrusão de chapas também para os produtores nacionais. Por este motivo, a fabricante de máquinas Extrusão Brasil lançou um conjunto completo para fabricação de telhas de PVC. Trata-se de uma exclusividade para o mercado latinoamericano: uma dupla rosca cônica de 80/156 e 92/188. Aliás, para Leonardo Borges, gerente comercial da empresa, o país se inseriu na rota internacional e assumiu a produção de telhas de PVC como um novo negócio. “A tendência é a instalação de fábricas para telhas de PVC no Brasil. É um processo inovador e desconhecido até então por aqui”, diz.

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