Tubos, chapas e perfis: Segmento de tubos de PE mantém ritmo de crescimento, apesar de cenário incerto

O potencial desse mercado é enorme. A FGS Brasil, sabendo disso, anuncia que pode produzir até cinco mil toneladas por mês de tubos de PEAD. A planta conta com nove linhas de extrusoras, capazes de fabricar sistemas de tubulações de 20 mm até 1.600 mm. “A empresa possui laboratório com capacidade para testes PHI (1000 hs a 80ºC), para tubos de até 2.000 mm, além disso, somos os únicos no Brasil com condições de fazer tubos de até 1.600 mm”, ressalta Gadotti. A fabricante atende todo o mercado nacional e internacional, sendo 6% da sua produção para exportação.

Grande parte da população brasileira não possui saneamento básico. “Existem estados nos quais o índice chega a 90%”, aponta Gadotti. Só por isso é possível entender por que a companhia alcançou recordes de produção em 2013. Houve um aumento na fabricação de tubos de grandes diâmetros da ordem de 70% em relação a 2012.

Os tubos de PE propiciam significativa redução no custo final da obra e economia na manutenção por conta da possibilidade de vazamento zero. Entre as suas características estão a leveza (0,96 g/cm3), alta resistência química, baixo coeficiente de rugosidade, ou seja, reduzida perda de carga e ausência de incrustação, além de ser atóxico e com vida útil acima de 50 anos, entre outras.

Plástico Moderno, Fabricante alemã investe em eficientes sistemas de motorização
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Mais tubos – O mercado de tubulações poliolefínicas como um todo traz em si a promessa de um grande potencial de expansão. Segundo Bruno Sommer, gerente de extrusão na América Latina da KraussMaffei Group do Brasil, nos últimos anos, houve um aumento no consumo de tubos poliolefínicos, principalmente de PEAD. ”Os mercados de tubos de gás, conduítes elétricos e dutos de água têm demandado cada vez mais tubos de PEAD”, afirma. As apostas se voltam para os tubos corrugados de grande diâmetro para drenagem. “Definitivamente são uma tendência em crescimento no Brasil. Com a definição da norma para este tipo de tubos, acredito que novos players aparecerão neste mercado”, diz o gerente.

Outro segmento em ascensão, obviamente, é o de tubos de PVC. Para ele, há espaço e disposição do transformador em investir em linhas de extrusão de alto rendimento. O caminho para a sua expansão está projetado, e o seu percurso já foi desenhado pela indústria de PVC. A demanda das máquinas monorroscas (KME) para polipropileno (PP) e para PEAD ainda é muito menor do que a dos modelos para processar o PVC. Não por acaso, a dupla rosca contrarrotante para PVC da série 36L/D continua sendo o carro-chefe da KraussMaffei Berstorff no Brasil e na América do Sul. A linha conta com uma proteção especial nas roscas para reduzir o desgaste causado pela abrasividade dos compostos de PVC e, além disso, segundo Sommer,  apresenta excelente poder de homogeneização e mistura. “Também possui os mais eficientes sistemas de motorização”, completa.

Mas, em certa medida, o sucesso mundial nas vendas das extrusoras monorroscas da linha KME se aplica também no Brasil. De acordo com Sommer, houve um aumento da quantidade de máquinas desta série vendidas a novos clientes. Ele destaca como atributos o conceito de acionamento com baixa manutenção, o rendimento específico estável em toda a faixa de rotação, e a baixa temperatura de massa, entre outros. Foram comercializadas até o momento mais de 1.200 extrusoras deste tipo em todo o mundo.

Plástico Moderno, Com amplo portfólio, Amut-Wortex aposta em perfis com mais tecnologia
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Recém-chegada – Apesar de ainda não ter completado um ano de atividades, a joint-venture Amut-Wortex apresentada oficialmente em maio de 2013, já tem condições de avaliar o mercado brasileiro. Com um amplo portfólio de máquinas para a transformação e a reciclagem dos plásticos, a empresa diagnosticou aquecimento no segmento de extrusão de tubos. As linhas para a fabricação de tubulação plástica tiveram maior procura, tanto dos modelos monorrosca quanto dos dupla rosca. Não por acaso, um dos destaques de sua linha de produtos é justamente a série para processar tubulações de PEX para transporte de água quente – são  extrusoras mono e multicamadas. Outra família com boa aceitação tem sido a de máquinas para produção de tubos automotivos coextrudados.

“O mercado consumidor vem procurando produtos com mais tecnologia, com destaque para a coextrusão e acabamento estético, como, por exemplo, os perfis com impressão”, aponta o diretor da Wortex, Paolo De Filippis. Segundo o executivo, os clientes buscam automação dos processos e maior produtividade. Até por isso o país abriu espaço para a demanda de projetos especiais. A própria Amut-Wortex aposta nas vendas de modelos para produção de pratos descartáveis (de baixo peso), fabricados em linha com a extrusora de chapas e a termoformadora.

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