Chapas e Perfis

Tubos, chapas e perfis: Segmento de tubos de PE mantém ritmo de crescimento, apesar de cenário incerto

Renata Pachione
6 de junho de 2014
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    Plástico Moderno, Tubos, chapas e perfis: Segmento de tubos de PE mantém ritmo de crescimento, apesar de cenário incerto
    Indefinição. De alguma maneira, o mercado de máquinas extrusoras para tubos, chapas e perfis está com o freio puxado. Com os projetos engavetados, os transformadores colocaram os fabricantes em compasso de espera. Se no início de 2014 as expectativas eram de que este ano atípico – com Copa do mundo de futebol e eleições – seria efusivo, agora ao fim do primeiro trimestre já é possível constatar frustração.

    Sim, ainda existe um grande potencial de expansão do mercado de tubulações plásticas. A demanda dos tubos poliolefínicos está aquecida, não é de hoje. Sabe-se que o polietileno (PE) vem sendo cada vez mais utilizado em redes e adutoras de água bruta e tratada e esgoto sob pressão, em diâmetros nos quais tradicionalmente se utiliza policloreto de vinila (PVC) e mesmo o FoFo/Ferro Fundido.

    Plástico Moderno, Teruel: mercado de tubulações poliolefínicas segue em ascensão

    Teruel: mercado de tubulações poliolefínicas segue em ascensão

    Este potencial se confirma em um lançamento da Tigre. A companhia trouxe ao mercado brasileiro um sistema composto por tubos PEX (polietileno reticulado) multicamada, conexões metálicas e ferramentas específicas para a sua instalação. O projeto contou com a parceria de empresas europeias e se trata de um desenvolvimento indicado para a condução do gás de residências e de estabelecimentos comerciais de grande e pequeno porte. “Esta solução já é uma realidade na Europa”, comenta Carlos Teruel, gerente de produtos da Tigre.

    Hoje a companhia possui uma vasta gama de tubulações em polietileno de alta densidade (PEAD) para o segmento de infraestrutura. A joint-venture Tigre-ADS, aliás, fabrica produtos destinados para drenagem e saneamento. No segmento predial, o polietileno está presente com a linha PEX. “O mercado de tubulações poliolefínicas deverá seguir convivendo juntamente com outros materiais, como é o caso do PVC e do metal”, comenta o gerente.

    As apostas do grupo Tigre no avanço das tubulações de polietileno reticulado são de longa data. Para a empresa, o material vem galgando espaço de destaque no mercado, mas ainda tem campo a ser explorado. “O PEX trouxe um novo conceito de instalação hidráulica para o Brasil na condução de água fria e quente”, aponta Teruel. O material é indicado para a construção vertical e sobretudo para grandes centros, ou seja, locais onde a mão de obra é mais cara, e, às vezes, escassa. “Os kits pré-fabricados para as construtoras tornam a instalação mais fácil, reduz o tempo da obra e geram menos resíduos”, acrescenta.

    O mercado brasileiro de tubos, no entanto, se concentra no uso do PVC. Não por acaso, o carro-chefe da Tigre continua sendo a linha de tubos e conexões feitos desse material. No entanto, nos últimos anos, a fabricante se dedica também a outros produtos. Segundo Teruel, a companhia está focada em prover soluções, seja qual for a matéria-prima.

    Mas um dos pilares dos novos investimentos são as conexões especiais, feitas a partir de tubos e chapas de PVC. A empresa está investindo em uma nova planta para fabricação do produto, localizada na unidade de Rio Claro-SP. “A Tigre buscou o que há de mais moderno para tornar o processo o mais automatizado e padronizado possível, fugindo um pouco do conceito original de conexão especial (ou conexão conformada)”, explica o executivo. Segundo ele, os equipamentos (curvadoras, bolsadeiras, rosqueadeiras, cortadores e tornos CNC, entre outros) são de alta produtividade e atendem às mais exigentes normas de segurança. Historicamente, era um processo manual, pois demandava cortes, soldas feitas através de varetas de PVC, curvas moldadas dentro de tanques de glicerina, por exemplo.

    As conexões especiais atendem tanto o segmento predial quanto o de infraestrutura e o de irrigação. A empresa produzia essas conexões no passado (décadas de 1980 e 1990), mas terceirizou o processo. Com o objetivo de tornar o produto mais competitivo, decidiu voltar a fabricar.

    Plástico Moderno, Em nova planta, fábrica produz tubos de PEAD de até 1.600 mm

    Em nova planta, fábrica produz tubos de PEAD de até 1.600 mm

    PE em alta – A FGS Brasil, empresa fundada em 1997 pela Sóllita Grupo, investiu alto no mercado de tubos lisos de PEAD. Em 2013, iniciou as operações em sua nova planta, localizada em Cajamar-SP, e desde então abastece o mercado com novos desenvolvimentos, como o sistema de tubulação multicamada flexível para gás – Gasflex – e água (quente e fria) – H2flex.

    O Gasflex se trata de um tubo com uma estrutura de polietileno, alumínio e polietileno desenhada para substituir cobre e aço em redes de gás. Enquanto o H2flex utiliza a composição sanduíche com polietileno, alumínio, polietileno reticulado para o transporte de água quente e fria. “O sistema multicamada tanto para água quente quanto para gás é uma realidade no Brasil”, diz Roberto Gadotti, diretor e presidente da FGS Brasil. A norma técnica para tubos de água já existe e a de gás está para ser publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).


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    1. MIGUEL LARA PACHECO

      OLA BOA TARDE GOSTARIA DE SABER SE VOCES TRABALHA COM TUBOS 3 METROS SEGEMNTO RETO 75 MM E 80 MM E 100 MM



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