Máquinas e Equipamentos

Transformação: Termoformagem a vácuo une versatilidade e baixo custo

Plastico Moderno
9 de junho de 2017
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    O processo de termoformagem pode ser dividido em alguns tipos

    • Vacuum forming industrial (moldagem por vácuo)

    • Press molding (moldagem por compressão de ar)

    • Vacuum casting (molde com macho e fêmea)

    Detalharemos cada uma dessas variações na nossa próxima coluna, na edição de maio.

    Existem também os produtos constituídos por peças de processos diferentes (injeção, sopro e extrusão) que podem ser soldadas ou encaixadas em outra peça produzida por vacuum forming, denominados Mult Process.

    Por exemplo: dispensers de vending machines (máquinas de venda automática de itens como lanches, bebidas, etc), cujas partes mais delicadas, como as engrenagens, que têm características próprias inerentes ao projeto, são provenientes do processo de injeção, enquanto as carenagens e contentores são fabricados por vacuum forming, sendo essas partes mais costumizáveis ao cliente, de forma a reduzir os custos de produção e manter a qualidade do produto final.

    Plástico Moderno, Infravermelho torna forno mais eficiente

    Infravermelho torna forno mais eficiente

    Em relação ao custo dos equipamentos, as máquinas de vacuum forming possuem valores bem mais atrativos do que as máquinas injetoras e de rotomoldagem.

    Um dos componentes mais importantes da máquina de termoformagem é o forno, que tem a função de amolecer a chapa ou o laminado plástico do qual será obtido o produto final. A questão central reside em transformar cada centavo gasto em eletricidade em energia térmica para o material a ser moldado.

    Existem, basicamente, três tipos de aquecimento utilizado nos fornos:

    • resistências elétricas de cerâmica

    • resistências de quartzo

    • resistências cartucho

    As resistências de quartzo, que também são conhecidas como resistência infra-vermelho, possuem melhor eficiência térmica em relação às de cerâmica, todavia a produção de fornos de quartzo é um desafio e poucas empresas no Brasil dominam essa tecnologia. Por sua vez, as resistências de cerâmica são mais fáceis para se fabricar fornos com custos reduzidos, apesar de não apresentarem a melhor propriedade de transferência de calor. Já as resistências cartuchos estão presentes em máquinas antigas, porém possuem baixo rendimento, tornando inviável sua utilização.

    O infravermelho é usado na indústria de diversas formas, por exemplo, em televisores, controles remotos, sensores de movimento, iluminação passiva para câmeras noturnas, câmeras térmicas, e em aquecedores domésticos e industriais. Na medicina, também encontramos o uso do infravermelho nos tratamentos para fisioterapia, acne, complicações pulmonares, tratamentos capilares, em controles biológicos, entre outras centenas de aplicações.

    De forma geral, todo corpo pode emitir e receber infravermelho, porém, somente o notamos quando se encontra próximo da faixa visível, entre o quase branco, passando pelo rosado e finalmente vermelho.

    Para melhor entendimento devemos definir temperatura como a grandeza física que nos possibilita entender as sensações de quente e frio. Temperatura está associada ao estado de agitação das moléculas de um corpo. O fluxo desta energia térmica se denomina calor.

    O infravermelho tem a vantagem de penetrar com mais facilidade no material plástico e, assim, agitar suas moléculas, além de contar com o “benefício indireto” de aproveitar a própria massa térmica de ar do forno para aquecer o material.

    Plástico Moderno, Espectro eletromagnético

    Por se tratar o forno de máquina que converte energia elétrica em térmica, é presumível que, para que o usuário do equipamento tenha competitividade no mercado, seja de suma importância que ele opere com o melhor rendimento possível.

    Dentre as três maneiras de se controlar a temperatura dos fornos, a mais eficiente é por infravermelho. Considerando o fato de que é o transformador quem paga a conta de luz, os fabricantes de máquinas não se preocupam em passar essas informações aos clientes e, por isso, muitos preferem trabalhar com resistências bem menos eficientes do que as de quartzo, para gerar custos bem menores.

    Além disso, para se utilizar fornos com essa tecnologia, os mesmos devem ser refletivos e inoxidáveis, características que os tornam menos competitivos em relação ao preço dos equipamentos, mas essas características devem ser observadas na compra da máquina.

    Nos EUA, quase todas as empresas que fabricam máquinas de vacuum forming usam a tecnologia de quartzo por infravermelho. Culturalmente assimilados até mesmo em fogões elétricos e aquecedores, sob intensa pressão comercial para obter redução de custos no consumo energético, neste segmento o consumo de energia por lá é determinante até para a implantação das empresas, pois cada estado possui legislação e características próprias quanto ao uso de energia.

    Outro fator interessante é o uso de alumínio nas estruturas das máquinas. Às vezes, são utilizadas volumosas vigas com geometrias diferenciadas que concedem resistência e peso reduzido em até 70% aos equipamentos. No Brasil, isso requer uma análise mais profunda, mesmo porque não se encontra esse tipo de perfil no mercado nacional.



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    2 Comentários


    1. Olá, estou entrando agora nesta área , é muito confuso para quem esta gatinhando neste ramo de produção, estava pronto para negociar uma maquina de vacuum forming , em valor bem atrativo R$ 19.000.00 área de trabalho 600mm x 500mm mais depois desta matéria vou perguntar como é processo de aquecimento , cheguei a ver outros modelos de outras empresa mais além de caro , não é compatível para o micro empreendedor , para uma.maquina que faz 1 ou 2 moldes nas medidas 60×60 no máximo produzindo peças de 2 a 3 minutos de cada vez custando R$ 42.000.00 ! Como o micro empreendedor vai conseguir ter competitividade com empresas que tem uma larga escala de produção ? Só compra uma maquina destas que não faz uma pesquisa aprofundada , a coisa é tão ilusório , que através de uma matéria falando de tal produto , se o comprador não ficar em alerta ele não vai notar que esta sendo a induzido a comprar o produto do esclarecedor de qual maquina é a melhor , quem esta engatinhando é for compulsivo compra a maquina de olhos fechados , no final que acaba trabalhando para maquina é o investidor, agora eu estou pensado para quem vou ter que trabalhar para uma maquina que produz 2 formas de 2 a 5 minutos que não tem o infra vermelho que no final do ano vou entender que trabalho para empresa que fabrica a maquina e para o conta de luz ou para uma maquina que produz no mesmo tempo que a primeira mais gasta pouco a luz mais que no final das contas o valor da maquina vai da o mesmo valor de luz que vou pagar no final do ano ? Eu quero alertar o micro empreendedor, pesquisem bem , antes de sair comprando maquinas de produção fictícia ,Pôr que no final das contas os únicos que vão ganhar dinheiro são os fabricantes das maquinas , você paga um valor alto para produzir 2 pecas a cada 2a3 minutos para vender um peças R$ 18.80 para consumidor final sendo que R$ 8.00 da matéria prima , e R$ 00.50 do conta de luz , para no final final você empreendedor perceber que a mesma empresa que te vende a matéria prima produz o mesmo produto que você , e vende a R$ 4.00 com um custo bem.mais baixo que o seu , porque as maquinas de produção produzem em alta escala , Brasil continua sendo o Brasil .


    2. marcos

      Boa noite. Interessante a matéria porém discordo de muitos pontos com relação ao conhecimento dessa tecnologia no Brasil. Infelizmente dou certo credito a essa opinião pois aqui tudo é fruto de exploração, o conhecimento tem um preço que, no Brasil, é utópico e acaba por limitar o conhecimento. Por outro lado, seja por estudos ou tentativas e erros práticos que muitos profissionais acabam pó deter fontes únicas de conhecimentos. Obrigado. Fabrico peças artesanais em vacum forminh e por muitos anos fui processista em industrias aeronáuticas.



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