Máquinas e Equipamentos

Transformação – Proteção de molde: como regular

Plastico Moderno
7 de junho de 2016
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    3º Passo: Regular a velocidade de proteção de molde. Nem todas as máquinas possuem esse recurso, como é o caso das mais antigas. Nas mais modernas, muitas vezes podemos encontrar duas ou três velocidades. Logicamente, quando há mais de uma velocidade disponível, será necessária a regulagem das posições para que ocorram as variações convenientes dessas velocidades durante a operação. Ao se regular esse recurso, ao contrário da pressão de proteção de molde, deve-se aplicar as maiores velocidades possíveis, no limite do bom senso e de acordo com a complexidade, delicadeza e detalhes do molde.

    Também deve ser observado que, se a pressão estiver zerada, muitas vezes não conseguiremos fechar o molde quando ele entrar na posição de início de proteção do molde. É o caso da maioria das máquinas, sendo necessário nesse caso o aumento gradativo da pressão de proteção de molde até que haja um balanceamento entre as duas variáveis: velocidade e pressão. A ideia é que, no início da proteção do molde, ele deve se fechar com a máxima velocidade e com o mínimo de pressão.

    4º Passo: Regulagem do final de proteção de molde. Esse é o ponto crucial e de maior dificuldade para os preparadores de máquinas e técnicos. Geralmente, eles conseguem boas regulagens nos três primeiros passos, mas pecam ao topar com esse item. Essa regulagem deve ser feita de forma manual, zerando a posição de fim de fechamento ou travamento (cada fabricante define uma nomenclatura para esse item, complicando ainda mais a boa regulagem do parâmetro) e fechando o molde até que se encostem as duas faces (placa móvel e placa fixa). Uma vez encostadas, o painel mostra a posição na qual o molde deverá ser travado.

    Uma vez gravado esse valor, o travamento do molde sempre ocorrerá naquele ponto, impedindo que o molde trave até mesmo com uma folha de papel entre as duas faces. Para isso, deve-se dedicar muito tempo com os try-outs, em inúmeras tentativas, até que se consiga uma proteção de molde segura, sem causar perdas de tempo que afetarão diretamente o tempo de ciclo de moldagem e, consequentemente, a produtividade.

    Devemos também levar em conta nessa regulagem a dilatação térmica do aço, afetando diretamente o diâmetro dos pinos guias e buchas guias, inclusive das gavetas. Quando há refrigeração de um lado e aquecimento do outro, ou ainda, quando a proteção do molde é regulada no try-out, acredita-se que a essa regulagem seria a ideal, levando a aplicá-la quando o molde entrar em produção efetiva. Porém, dificilmente a regulagem realizada no try-out será a mesma que a da produção, devido ao aquecimento e consequentemente à dilatação do molde, gerando inúmeras paradas e o disparo de alarmes de segurança de molde, até o ponto de o técnico ou o preparador de máquinas achar que a solução seria aumentar a pressão, provocando assim a ineficiência desse recurso.

    Plástico Moderno, Imagem do painel didático da máquina Sandretto da Escola LF, utilizada para ensinar a regulagem de proteção de molde.

    Imagem do painel didático da máquina Sandretto da Escola LF, utilizada para ensinar a regulagem de proteção de molde.

    5º Passo: Regulagem do tempo de proteção de molde. Esse recurso está disponível na maioria das máquinas injetoras e normalmente deve ser regulado no automático. O molde parte para fechar com pressões e velocidades elevadas e, ao entrar na posição de início de proteção de molde, a pressão e a velocidade são reduzidas até a posição de final de proteção do molde, que é aquela na qual as duas faces do molde se encontram, dando início à fase de alta pressão, isso é, a pressão se eleva novamente a ponto de travar o molde e mantê-lo fechado durante a injeção.

    Esse tempo é definido do início ao final da proteção de molde e, se mal regulado, a máquina entrará em alarme quando esse tempo for curto, pois dependendo da velocidade com que o molde fechar, estoura o tempo.

    Se o tempo for muito alto, o molde poderá fechar ainda com a peça ou canal de injeção, travando e amassando o molde, caso a pressão e final de proteção de molde estejam mal regulados.



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    3 Comentários


    1. VICENTE GUIMARAES

      No caso da Prática 80, quando ocorre o travamento do molde e ele não abre nem por decreto, como proceder para abrir o molde e continuar o trabalho?
      Porque, afinal, ocorre o travamento do molde?


    2. Daniel

      Perfeito! Material repleto de informações,me sanou muitas dúvidas, obrigado


    3. Roberto

      Obrigado pelas informações, muito bom.



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