Aditivos e Masterbatches

Transformação – PET: A injeção das pré-formas

Plastico Moderno
20 de janeiro de 2017
    -(reset)+

    Muitos são os problemas encontrados na transformação e injeção do PET. Entre os principais, podemos citar:

    Plástico Moderno, Tubete usado como exemplo de cristalização do PET nas aulas do curso de Materiais Plásticos da Escola LF

    Tubete usado como exemplo de cristalização do PET nas aulas do curso de Materiais Plásticos da Escola LF

    • Peso da pré-forma: o peso da pré-forma é pré-definido de acordo com a cavidade do molde (espessura entre o macho e a fêmea), porém, isso varia e existem tolerâncias. Por isso, ele deverá ser definido no processo através da pressão de injeção e recalque, exigindo acompanhamento rigoroso e criterioso, pois as pré-formas são comercializadas pelo seu peso em grama e qualquer alteração, por menor que seja, prejudicará o sopro subsequente e, caso seja maior, provocará prejuízos pelo aumento no custo do produto.

    • Empenamento: esse efeito está relacionado diretamente com a refrigeração do molde, tempo de ciclo, resfriamento, tempo e pressão de injeção e até mesmo com deslocamento de machos do molde.

    • Cristalização: O PET, ao ser injetado no molde, é um material que no estado fundido se encontra amorfo, porém, ao ser introduzido na cavidade, cuja temperatura está em torno de 10°C, deverá permanecer transparente. No caso de haver problemas de refrigeração, a pré-forma iniciará o processo de cristalização em algumas de suas partes, prejudicando o processo posterior de sopro, finalidade para a qual não são comercializadas.

    As temperaturas do molde e da resina durante a transformação, são determinadas com pouca tolerância para alterá-las.

    Muitas vezes se imagina que reduzindo a temperatura do molde o fator transparência será mais predominante, mas não é essa a realidade, pois o produto poderá aumentar o seu grau de tensionamento, devido à dificuldade de fluxo, exigindo aumento da pressão de injeção.

    Plástico Moderno, Equipamento da Escola LF utilizado nos cursos de Materiais Plásticos, Sopro e Injeção para demonstrar tensionamento nas pré-formas

    Equipamento da Escola LF utilizado nos cursos de Materiais Plásticos, Sopro e Injeção para demonstrar tensionamento nas pré-formas

    Aumentando-se a temperatura do material, acredita-se que seria possível diminuir esse problema, porém, também ocorrerá cristalização, pois a transparência decorre da velocidade com que a sua estrutura para de se movimentar, mantendo-o no estado amorfo. O ideal, portanto, é um controle rígido na temperatura do molde, do cilindro, câmara quente e nos parâmetros referentes à pressão e recalque.

    Dependendo do processo aplicado, caso seja um de dois estágios (tema da próxima coluna), a cristalização poderá ocorrer no forno.

    Plástico Moderno, Alexandre Farhan

    Alexandre Farhan

    Quando nos referimos à injeção de pré-formas, podemos considerar o recalque como outro recurso existente nas injetoras e como um item muito importante para a regulagem da máquina.

    As pré-formas devem ter compactação ideal para não gerar tensões residuais que prejudicam a qualidade e a formação das mesma durante a injeção.

    Algumas empresas utilizam um equipamento chamado Polariscópio que serve para analisar o grau de tensionamento de um produto amorfo.

    Equipamento da Escola LF utilizado nos cursos de Materiais Plásticos, Sopro e Injeção para demonstrar tensionamento nas pré-formas.

    Com isso, podemos concluir que o PET é uma resina um pouco mais complexa que os outros materiais de engenharia, tendo em vista que cada um possui suas particularidades, mas ao se processar esse polímero, os equipamentos periféricos devem ser dedicados, específicos, de alta performance e de qualidade, porque serão exigidos com relação à transformação da resina (desumidificadores, chillers, dosadores, etc) e também para averiguação da qualidade do produto.

    Para o processamento e injeção de PET, os tipos de máquinas mais indicados são as máquinas injetoras convencionais e as que injetam e sopram garrafas ou frascos no mesmo equipamento.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *