Máquinas e Equipamentos

Transformação: Óleo hidráulico – parte 1

Plastico Moderno
29 de dezembro de 2017
    -(reset)+

    Ainda detalhando os componentes do sistema hidráulico, as válvulas são usadas para iniciar, parar e direcionar o fluxo. Elas controlam a pressão do sistema para sequenciar as operações, direção do movimento e a velocidade.

    Enquanto isso, os atuadores hidráulicos são o resultado final da lei de Pascal. “É aqui que a energia hidráulica é convertida novamente em energia mecânica. Isso pode ser feito mediante o uso de um cilindro hidráulico, que converte energia hidráulica em movimento linear e trabalho, ou de um motor hidráulico, que converte energia hidráulica em movimento rotativo e trabalho. Tal como acontece com as bombas hidráulicas, cilindros hidráulicos e motores hidráulicos têm vários subtipos diferentes, cada um destinado a aplicações específicas”, completa o engenheiro.

    Óleo hidráulico: sua função e importância no sistema hidráulico

    Atualmente, os óleos hidráulicos são considerados multifuncionais. Sua principal função é transmitir energia através do sistema, que permite trabalho e movimento. Também são responsáveis pela lubrificação, transferência de calor e controle de contaminação.

    Ao selecionar um lubrificante, devemos considerar a viscosidade, a base do lubrificante, os tipos de aditivos para o atendimento das normas e especificações (DIN, ISO, ASTM, OEM), bem como a compatibilidade com selos e retentores.

    Existem três tipos de lubrificantes hidráulicos encontrados no mercado atualmente, mas devido ao custo elevado os de base sintética e base água são empregados em aplicações específicas, nas quais temperatura e biodegradabilidade, entre outros fatores, os tornam necessários.

    Os lubrificantes de base de mineral são os fluidos mais utilizados na atualidade. Suas propriedades dependem da qualidade dos óleos básicos (processo de refino) e dos aditivos utilizados. Além disso, os aditivos em um óleo hidráulico de base mineral oferecem uma gama de características de desempenho específicas.

    Por sua vez, os aditivos comuns para fluidos hidráulicos incluem inibidores de corrosão e oxidação (R&O), demulsificantes, antidesgaste (AW), melhoradores de IV (índice de viscosidade) e antiespumantes. Os óleos de base de mineral ainda oferecem uma seleção de baixo custo, boa qualidade e são prontamente disponíveis.

    Propriedades do fluido

    Ao escolher um óleo hidráulico, deve-se considerar as seguintes características: viscosidade, índice de viscosidade, estabilidade à oxidação e resistência ao desgaste. Essas características determinarão como o fluido opera dentro do sistema.

    O teste de propriedades de fluidos é feito conforme as normas da American Society of Testing and Materials (ASTM) ou de outras organizações de padrões reconhecidos, como a norma alemã DIN, além dos próprios fabricantes de componentes dos sistemas (OEM).

    Podemos detalhar mais sobre essas características:

    1. Viscosidade (ASTM D445) é a medida da resistência do fluido ao escoamento. Um óleo de maior viscosidade fluirá com maior resistência em comparação com um óleo com baixa viscosidade. Além disso, uma viscosidade excessivamente alta pode contribuir para uma alta temperatura do fluido e maior consumo de energia. A viscosidade, quando é muito alta ou muito baixa, pode danificar o sistema e, consequentemente, é o fator chave quando se considera um fluido hidráulico.

    2. Índice de viscosidade (ASTM D2270) é como a viscosidade de um óleo varia de acordo com a alteração da temperatura. Um óleo com elevado IV manterá sua viscosidade em uma faixa de temperatura mais larga do que um óleo de baixo IV. Os óleos de alto IV são utilizados quando se esperam temperaturas elevadas. Para a maioria das aplicações hidráulicas, não são necessários óleos com alto IV, porém quando a temperatura for maior que 70°C, dependendo da aplicação e do processo, eles se tornam necessários.

    3. Estabilidade à oxidação (ASTM D2272) é a resistência do óleo à degradação provocada pelo calor, causada por uma reação química com oxigênio. A oxidação reduz muito a vida de um fluido, deixando subprodutos como borra e verniz. O verniz interfere no funcionamento da válvula e pode restringir as passagens de fluxo.

    4. Resistência ao desgaste (AW, ASTM D2266) é a capacidade do lubrificante de reduzir o desgaste na superfície em contato. Isto acontece quando o óleo forma uma película protetora sobre superfícies metálicas, para evitar abrasão, desgaste e fadiga entre as superfícies dos componentes.

    5. Estabilidade à espuma (ASTM D892) é a quantidade de espuma gerada imediatamente após o fluido ser agitado e aerado (presença de ar). A consequência da espuma no óleo hidráulico resultará em cavitação na bomba, bem como em falhas nos acionamentos.

    “A análise no laboratório é realizada avaliando o tempo de quebra da espuma, bem como a liberação total de bolhas de ar presente no lubrificante, como demonstrado na segunda figura”, enfatiza o engenheiro da Promax Bardahl.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *