Máquinas e Equipamentos

Transformação: Óleo hidráulico – parte 1

Plastico Moderno
29 de dezembro de 2017
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    Plástico Moderno, Alexandre Farhan é técnico em plásticos pelo Senai-SP

    Alexandre Farhan é técnico em plásticos pelo Senai-SP

    Texto: Alexandre Farhan

    Alexandre Farhan é técnico em plásticos pelo Senai-SP, com 30 anos de atuação no setor. Atualmente, é diretor da Escola LF, especializada na formação de profissionais para a indústria de transformação plástica pelos processos de injeção, sopro e extrusão. (www.escolalf.com.br e/ou alexandre@escolalf.com.br)

    Óleo hidráulico

    A maioria das máquinas que transformam plásticos são hidráulicas, ou seja, precisam do óleo hidráulico para gerar movimentos e força, com exceção das máquinas elétricas, nas quais os movimentos são gerados por servomotores acoplados a fusos mecânicos.

    Nas injetoras hidráulicas, o óleo é responsável por avançar e recuar o canhão, extração, injeção, dosagem (motor hidráulico), abrir e fechar o molde, além de gerar a força de fechamento, seja por ação direta da pressão do óleo ou por transmitir energia para o travamento das tesouras ou joelhos mecânicos.

    Nas sopradoras, é ele que gera os movimentos da mesa que recebe o molde, ou seja, subida e descida, abertura e fechamento, além de gerar força para manter o molde fechado durante o sopro. Sem contar os programadores de parison que na sua unidade hidráulica necessita de um óleo especial, com um grau de pureza maior e controlado pelo NAS 1638, pois estes programadores já possuem servoválvulas na sua concepção.

    No caso das extrusoras, que possuem uma caixa de redução, o óleo não é considerado hidráulico, porque suas funções são diferentes. O objetivo é reduzir o atrito e o desgaste nos dentes das engrenagens e não transmitir força, como no caso do óleo hidráulico.

    Nota-se, portanto, que este assunto é bastante amplo e importante para a vida útil dos equipamentos nas indústrias de plásticos, seja para as máquinas injetoras, sopradoras, extrusoras, prensas e qualquer equipamento hidráulico aplicados nas metalúrgicas, empresas de usinagem, área agrícola, têxtil, etc.

    Devido à grande importância que deve ser dada aos lubrificantes e componentes de um sistema hidráulico, visitei a empresa Promax Bardahl, parceira da Escola LF, que possui um laboratório (de última geração), e junto com o engenheiro Arley Barbosa da Silva, responsável pelo Departamento Técnico de Engenharia e Lubrificação, decidimos explanar os assuntos relevantes desta área, dividindo o tema em duas partes. A primeira mostra um pouco do sistema hidráulico, seus componentes e algumas propriedades que deve possuir o óleo hidráulico; a segunda – que será apresentada na próxima edição de Plástico Moderno – explicará as análises realizadas no óleo hidráulico e também trará algumas considerações sobre como coletá-lo no local de operação.

    O que é um sistema hidráulico?

    A hidráulica permite ao operador realizar trabalhos significativos (levantar cargas pesadas, girar um eixo, perfurar furos de precisão, etc) com um investimento mínimo em ligação mecânica, por meio do emprego da lei de Pascal (a pressão aplicada a um fluido confinado – em qualquer ponto – é transmitida integralmente a todos os pontos deste fluido e às paredes do recipiente que o contêm).

    “O princípio da lei de Pascal é realizado em um sistema hidráulico pelo fluido hidráulico, que é usado para transmitir a energia de um ponto para outro. Como o fluido hidráulico é quase incompressível, ele é capaz de transmitir a energia instantaneamente”, explica o engenheiro Arley Barbosa da Silva, responsável pelo Departamento Técnico de Engenharia e Lubrificação da Promax Bardahl.

    O sistema hidráulico é composto por: reservatório, bomba, válvula(s) e atuador(es) de motor, cilindro, etc.

    O reservatório tem como objetivo manter um volume de fluido, transferir calor do sistema, permitir que os contaminantes sólidos se assentem e liberar o ar e a umidade do lubrificante. “É o componente mais sensível à contaminação e pode também ter impacto significante na lubrificação. Também é o mais importante em relação à manutenção do lubrificante. Ele pode ser limpo periodicamente e, acumulando água, deve ser drenado regularmente, para impedir a formação de borra e verniz, o que impede a capacidade de trocar calor adequadamente”, enfatiza Arley.

    Por sua vez, a bomba é o “coração” do sistema hidráulico. Ela converte energia mecânica em energia hidráulica (força), através do movimento do fluido, que é o meio de transmissão. Existem vários tipos de bombas hidráulicas: engrenagens, palhetas e pistões. Todas essas bombas possuem diferentes subtipos, destinados a aplicações específicas, e funcionam com o mesmo princípio: deslocar o volume do fluido contra uma carga ou pressão resistente.

    Plástico Moderno, Eng. Arley Barbosa da Silva (esq.) levou o colunista ao laboratório

    Eng. Arley Barbosa da Silva (esq.) levou o colunista ao laboratório

    Entretanto, a vida útil de uma bomba pode ser drasticamente reduzida por contaminantes como poeira, água, componentes abrasivos, vernizes, entre outros materiais insolúveis. “Esses materiais podem agir no óleo como abrasivo e causarão desgaste prematuro, resultando em perda de eficiência da bomba, bem como excesso de temperatura no sistema”, comenta o engenheiro da Promax Bardahl.



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