Reciclagem

Transformação: Diferentes processos podem ser aplicados na termoformagem

Plastico Moderno
7 de setembro de 2017
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    Termoformagem

    A termoformagem é geralmente utilizada para produtos com espessuras abaixo de 1 mm, casos em que normalmente os equipamentos são alimentados por bobinas de plástico. Bobinas com espessuras acima de 1 mm têm dificuldades de manuseio e algumas termoformadoras tradicionais de correntes com pontas penetrantes “Prong” não permitem a entrada fácil dessas chapas mais espessas.

    Existem máquinas com tecnologia de fixação da bobina plástica por molas em lugar de correntes com pontas penetrantes. Essas molas são conhecidas como springs e permitem a utilização de bobinas mais espessas, porém não são usuais.

    Em um processo clássico de termoformagem, a chapa entra por uma das extremidades e no final do processo obtêm-se peças prontas e muitas vezes já acabadas.

    Para receber o aquecimento necessário, a bobina passa pelo forno que se divide em 3 zonas:

    – na primeira, denominada zona de entrada, a bobina recebe uma quantidade de calor necessária para dar um choque térmico no material.

    – a segunda zona é a responsável por distribuir a temperatura de forma homogênea, sendo de suma importância que a bobina tenha a mesma temperatura em todos os pontos, seja na sua face superior como na inferior.

    – a terceira zona, denominada saída ou espera, também conhecida como área de correção, é a responsável por possibilitar um ajuste rápido caso ocorra qualquer variação no processo de aquecimento.

    O forno ainda possui subzonas que são necessárias para melhorar o rendimento da dispersão e homogeneização térmica na chapa.

    Alguns equipamentos já possuem o sistema de corte automático e individualizado das cavidades, gerando produtos prontos e acabados. Caso o equipamento não possua esse sistema, será necessário realizar o corte e acabamento posteriormente.

    Com relação aos materiais plásticos, podemos citar os mais utilizados para esses processos:

    – PS Cristal e PSAI (alto impacto)

    – ABS

    – PET e PET G

    – PVC

    – PEAD , PEBD e PP

    PS cristal – Material de excelente transparência, muitas vezes confundido com o acrílico, mas com um custo de 50% a 60% menor, porém, possui o inconveniente de ser quebradiço. Usado para fazer luminárias, artigos para organização de estoque e escritório, apresenta fácil moldagem e relativa estabilidade a aplicações em que há aquecimento brando.

    Plástico Moderno, Transformação: Diferentes processos podem ser aplicados na termoformagem

    Luminária de Cristal – Foto: Divulgação/Brawel

    PSAI – é o poliestireno, porém, com a adição de borracha para que fique mais maleável e menos quebradiço, admitindo o ajuste dessas características antes da extrusão das chapas para se obter propriedades desejadas conforme o projeto. É o material mais utilizado no segmento de vacum forming, com maior facilidade de ajustes no processo. Aplicado em comunicação visual, bebedouros, geladeiras, freezers, lixeiras, utensílios hospitalares entre outros.

    ABS – possui características semelhantes ao PSAI, porém, com resistência mecânica superior, sendo que seu uso está em grande crescimento, principalmente em peças para tratores, aplicações automobilísticas, como caçambas de pick ups, entre outras.

    PET e PET G – A resina PET é usada em praticamente todas as embalagens descartáveis, exigindo-se como característica principal a transparência, muito comum em blisters e afins. Geralmente são utilizadas resinas recicladas, enquanto o PET virgem é usado principalmente pela indústria alimentícia, onde não pode de maneira alguma ocorrer contaminações.

    Chapas espessas de PET ainda não são utilizadas em termoformadoras pela dificuldade em extrudá-las, mas para o uso industrial se utiliza o PET G, que possui maior facilidade no processamento, permitindo repuxos mais profundos no processo de vacuum forming ou termoformagem.

    PVC – Foi o primeiro material a ser usado para a fabricação de blister, mas hoje está em desuso no Brasil devido ao seu custo ter ficado superior ao do PET. Todavia, é um excelente material e pode ser usado nos dois processos, cujas características podem ser modificadas conforme a necessidade do projeto.

    PMMA – O acrílico, de modo geral, pode ser moldado a vácuo, porém deve-se ter o cuidado de optar pelas chapas fabricadas pelo processo de extrusão, pois as chapas fabricadas pelo processo casting não possuem características favoráveis ao vacuum forming. Banheiras de hidromassagem são exemplos de produtos feitos de acrílico.

    PEAD – todos os polietilenos são moldados bem nos dois processos e são resistentes à fadiga.

    PP – é uma resina que possui maior dificuldade para ser processada, porque a energia térmica gasta com esse material é bem maior em relação aos outros, não sendo a melhor escolha para vacum forming, embora possa ser usada.



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