Aditivos e Masterbatches

Transformação de resinas revela otimismo para investir

Jose Paulo Sant Anna
5 de março de 2019
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    Máquinas e equipamentos importados – O mercado interno não ajudou os fabricantes nacionais, mas foi mais generoso para os importadores. As encomendas de janeiro a outubro movimentaram US$ 12,36 milhões, valor que representa acréscimo de 23% em relação ao mesmo período de 2017. O resultado tem um lado positivo. Reforça a percepção de recuperação dos investimentos por parte dos transformadores nacionais. No segmento de máquinas para a indústria da transformação, o aumento foi menor, ficou em 14,9%.

    A China permaneceu como a principal origem das importações, tanto em valores como em quantidade. As máquinas vindas de lá representaram 18,5% do total das importações, com aumento na participação de 9,1 pontos percentuais em 10 anos. Na indústria do plástico, os chineses marcam forte presença, em especial no campo das injetoras. Os Estados Unidos, no passado o principal exportador para o mercado nacional, hoje ocupam a segunda colocação, com 17,0% do total. A Alemanha ficou na terceira posição, com 15,8%. Itália e Japão que ocupam a 4ª e 7ª posição, respectivamente, vêm ampliando gradativamente sua presença no mercado doméstico.

    Plástico Moderno, Mendes: transformação aquecida deve importar mais máquinas

    Mendes: transformação aquecida deve importar mais máquinas

    Christopher Mendes, diretor responsável pelos equipamentos para a indústria de plástico da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos (Abimei), que relaciona em torno de 70 associados, mostra-se otimista para 2019. “A perspectiva é boa, os empresários brasileiros se apresentam mais confiantes em adquirir novas máquinas”, explica. Para ele, a resolução do clima político com a vitória nas eleições do candidato preferido do meio empresarial deve colaborar com a retomada econômica. “Nos final do ano passado e mesmo no início de 2019 passamos a receber um número de consultas maior”.

    Apesar da melhora do ambiente nos últimos meses, Mendes admite que 2018 foi um ano difícil para os importadores. “Houve greve dos caminhoneiros, um grande número de feriados, a realização da Copa do Mundo e a paralisação no trabalho das indústrias em dias de jogos da seleção brasileira, além da inconstância dos rumos tomados pela economia”. A elevação do dólar, que em determinado período superou a casa dos R$ 4,00, não ajudou.

    Para o dirigente, um dos motivos dos resultados mais favoráveis se encontra na estratégia adotada pela indústria da transformação, que está trabalhando com margens menores de lucro para tentar reduzir os níveis de capacidade ociosa. A iniciativa alcançou algum sucesso. “Essa tática não é fácil de ser posta em prática, pois há aumento dos preços das matérias-primas e da energia, entre outros”, reconhece.

    Por motivos óbvios, Mendes se mostra totalmente favorável à iniciativa que prevê a redução dos impostos de importação de máquinas e equipamentos, em fase de estudos no governo federal. “Essa não é uma medida que vai apenas beneficiar os importadores, vai ajudar a indústria nacional como um todo”. Ele também se mostra otimista com a realização da Feiplastic, feira onde os importadores de máquinas marcam presença com destaque. Em tempo: a Abimaq é organizadora da Plástico Brasil, o outro grande evento previsto para o setor este ano.



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