Transformação – Clientes projetam demanda em alta

Plástico Moderno - Plásticos - Clientes da transformação projetam demanda em alta - Perspectivas 2020

Plásticos – Clientes da transformação projetam demanda em alta – Perspectivas 2020

O desempenho da indústria do plástico está bastante ligado aos resultados obtidos junto a alguns clientes importantes, representantes de diferentes setores da economia. De maneira geral, os principais compradores de transformados plásticos se mostram otimistas em relação ao ano que se inicia. Entre eles, se encontram as montadoras, a indústria de construção civil, de eletroeletrônicos e de embalagens.

“As expectativas são de mais um bom ano para o setor de autopeças. Nossas projeções indicam faturamento de R$ 148,5 bilhões, cerca de 3% a mais que em 2019”, informa Dan Ioschpe, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

O dirigente acredita no aumento das vendas para montadoras, para o mercado de reposição, intrassetoriais (entre fabricantes de autopeças) e também para o mercado externo. “Na economia como um todo esperamos aceleração do crescimento do PIB, o que será muito importante para toda a nossa atividade”.

Plástico Moderno - Ioschpe prevê 3% de avanço nas vendas de autopeças
Ioschpe prevê 3% de avanço nas vendas de autopeças

Em 2019, pelo terceiro ano consecutivo, foi registrado avanço do faturamento em relação ao ano anterior. “Segundo nossas estimativas, a indústria brasileira de autopeças obteve faturamento nominal de R$ 144,1 bilhões, 5,1% maior que o de 2018”. Os investimentos somaram R$ 2 bilhões, valor semelhante ao do ano anterior. As exportações representaram o lado negativo. Elas atingiram US$ 7,2 bilhões, com recuo de 9% em relação a 2018. O desempenho ruim deve-se em grande parte aos problemas que atingiram a Argentina, principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo.

As montadoras respondem por parcela significativa dos negócios das indústrias de autopeças e o andamento das vendas de veículos é muito importante para o planejamento do setor. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê aumento de 9,4% no licenciamento de autoveículos em 2020.

A previsão é considerada relevante, ainda mais depois dos bons resultados obtidos em 2019, quando foram licenciados 2,57 milhões de unidades. Estima-se que a produção de veículos deva ter crescido em torno de 7,3%. Os bons resultados aconteceram em especial por conta da recuperação do mercado interno, uma vez que houve retração de 11% nas exportações. “Os números ainda estão longe dos verificados antes do início da crise”, ressalta Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. Um exemplo: em dezembro de 2014 foram licenciados 370 mil veículos, contra 262,2 mil no mesmo mês do ano passado.

Com o resultado obtido no ano passado o país saltou da 8ª para a 6ª posição no ranking global dos fabricantes veículos, superando França e Reino Unido. “Os números de fechamento dos outros países ainda são provisórios, mas tudo indica que o Brasil só ficará atrás da China, EUA, Japão, Alemanha e Índia”. Para Moraes, todos os indicadores da economia brasileira apontam para um ano de recuperação mais robusta. “Espera-se alta de 2,5% do PIB, inflação controlada, emprego em leve recuperação, juros mais baixos e maior confiança do consumidor”.

Construção Civil – O PIB da construção US$ 7,2 bilhões, com recuo de 9% brasileira deve crescer em torno de em relação a 2018. O desempenho 3% em 2020, informa o Sindicato ruim deve-se em grande parte aos da Indústria da Construção Civil do problemas que atingiram a Argentina, Estado de São Paulo (SindusCon/SP) . principal parceiro comercial do Brasil No ano passado, o setor apresentou no setor automotivo. evolução de 2% em relação ao período As montadoras respondem por paranterior, primeiro resultado positivo cela significativa dos negócios das depois de cinco anos consecutivos de indústrias de autopeças e o andamento queda. O crescimento foi impulsionado principalmente peça autoconstrução e reformas (+3%), serviços especializados (+2,5%) e infraestrutura (+1%). Os números ainda não estão fechados, mas setor de edificações não deve ter apresentar variação na comparação com 2018, uma vez que o crescimento das vendas no mercado imobiliário somente começou a se traduzir nos indicadores de atividade nos últimos meses do ano.

Para 2020, a projeção indica que o segmento de autoconstrução e reformas seguirá liderando a recuperação. O setor de edificações residenciais aumentará o ritmo de crescimento, impulsionando o segmento de serviços especializados, enquanto as obras de infraestrutura devem seguir mantendo um ritmo lento de recuperação. “A percepção é de que a crise do setor ficou para trás e as perspectivas são de um crescimento mais expressivo das edificações residenciais e dos demais segmentos ”, analisa Odair Senra, presidente do sindicato.

Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia da entidade, se mostra preocupado com a indefinição do governo federal em relação à continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida. “O programa se mostrou eficaz na diminuição do déficit habitacional e na crise acabou sendo responsável pela construção da maioria dos empreendimentos imobiliários, gerando habitação e emprego ”, lembrou.

Embalagens – A Associação Brasileira de Embalagens (Abre) apresentará os dados completos de 2019 relativos ao setor somente no mês de março. Até agora, a associação ofereceu informações apenas sobre o desempenho do primeiro semestre. Enquanto não contar com os resultados concretos, a entidade prefere não se manifestar sobre as perspectivas que tem para o mercado em 2020.

Algumas pistas, no entanto, foram dadas no último mês de dezembro na reunião realizada do Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Fiesp. De acordo com informativos da federação das indústrias paulistas, durante o encontro foi explicado que o setor registrou crescimento na ordem de 1,1% ao ano entre 2014 e 2018. Esse índice deve avançar para 1,6% ao ano até 2024.

No evento, a diretora executiva da Abre, Luciana Pellegrino, explicou que o crescimento esperado é baseado em um mercado amparado na inovação. “Cada vez mais a sociedade busca produtos em porções, quando o assunto é alimentação, o que estimula mais lançamentos da indústria de embalagens. Outro comportamento que tem alavancado o setor é o aumento da procura pelos itens de nicho, como os sem glúten, lactose, menos açúcar. São segmentos menores, mas que vão crescendo e gerando um volume significativo de encomendas ”.

Uma novidade para o setor em 2020 será a realização da primeira edição da PPW – Packaging Process Week, Feira Internacional de Tecnologias e Processos para a Indústria de Embalagens. O evento, que acontecerá entre 15 e 18 de dezembro no São Paulo Expo, é uma realização da Abimaq, com promoção e organização da Reed Exhibitions Alcântara Machado.

O plástico ocupa grande espaço entre os produtos oferecidos pelo setor de embalagens. De acordo com levantamentos anteriores aos de 2019, em faturamento, responde por em torno de 41% do total das empresas fabricantes. É seguido por papel e papelão (em torno de 33%), metais (17%), vidro (4%) e outros materiais (5%). Destaque para o nicho de embalagens plásticas flexíveis, que respondem pelo maior número de unidades fabricadas, seguidas por embalagens de plástico rígido e cartonadas assépticas. No total de empregos gerados, o plástico responde por em torno de 53% do total. Entre os grandes usuários destaque para as empresas de alimentos, bebidas, farmacêutico, cosméticos, fumo e eletrodomésticos, entre outras.

Eletroeletrônicos – A Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) estima para 2020 um crescimento entre 5% e 10% na produção do setor. “No ano passado reconhecemos uma série de medidas positivas na condução da economia, além da aprovação da reforma da previdência. Para 2020, o setor espera maior consistência na melhora dos indicadores macroeconômicos, refletindo em uma retomada mais forte do consumo ”, explica José Jorge do Nascimento, presidente da associação. A Eletros representa as 33 maiores empresas do setor.

“Se este cenário se confirmar, devemos assistir uma sensível melhora na oferta de empregos, impactando positivamente na melhora da renda da população ”, emenda o dirigente. Para ele, duas pautas são prioritárias esse ano, a reforma tributária e a abertura comercial. “Temos nos mantido permanentemente abertos ao diálogo com o governo e dispostos a ajudar na formulação de propostas que contribuam para melhora no ambiente de negócios ”, ressalta.

No início do ano passado, a estimativa da Eletros para o ano foi exatamente igual à de 2020. A produção de eletroeletrônicos registou alta de 5%, mesmo desempenho verificado em 2018. Ao todo, foram produzidas 104,8 milhões de unidades no ano passado.

“Os números indicam que atingimos o piso de nossa previsão, uma recuperação do consumo mais lenta do que seria a ideal. Projetávamos evolução com margem de crescimento mais robusta ”, afirma Nascimento.

O setor de linha branca, que representa principalmente a produção de máquinas de lavar, refrigeradores e fogões, apresentou crescimento de 7,8% em 2019. No ano anterior a evolução havia sido de apenas 1%. Os números absolutos indicam a produção de 15,8 milhões de unidades destes produtos em 2019, contra 14,6 milhões em 2018. “Ao analisarmos isoladamente os dados de linha branca verificamos uma evolução importante. Este viés positivo, porém, deve ser interpretado com moderação, este segmento sentiu os efeitos da crise dos últimos anos com desempenhos que variaram entre estagnação e encolhimento da produção ”.

Na linha marrom, de equipamentos de áudio e vídeo, entre os quais os televisores aparecem como principal produto da categoria, os indicadores demonstram evolução de 3%. Foram produzidos 12,4 milhões de televisores em 2019, contra 12 milhões em 2018. “Se considerarmos que em 2018 tivemos um ano de Copa do Mundo, período em que tradicionalmente as vendas de televisores disparam e crescem acima da média histórica, em 2019 registramos uma evolução moderadamente positiva ”.

A linha de eletroportáteis, formada por uma grande variedade de produtos, incluindo secadores de cabelo, sanduicheiras, ventiladores, entre outros, apresentou crescimento de 17,8% em 2019. Foram produzidos 76,6 milhões de unidades de produtos em comparação aos 65 milhões produzidos em 2018. Em torno de 25% destes produtos são ventiladores. No comparativo entre 2018 e 2017, a evolução foi de 14%. “Estamos falando de uma categoria de produtos mais acessíveis e presente na vida dos brasileiros de todos os níveis de renda. Os indicadores neste segmento mostram uma evolução moderada, mas consistente ”.

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