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Transformação – Clientes projetam demanda em alta

Jose Paulo Sant Anna
28 de março de 2020
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    Plástico Moderno - Plásticos - Clientes da transformação projetam demanda em alta - Perspectivas 2020

    Plásticos – Clientes da transformação projetam demanda em alta – Perspectivas 2020

    O desempenho da indústria do plástico está bastante ligado aos resultados obtidos junto a alguns clientes importantes, representantes de diferentes setores da economia. De maneira geral, os principais compradores de transformados plásticos se mostram otimistas em relação ao ano que se inicia. Entre eles, se encontram as montadoras, a indústria de construção civil, de eletroeletrônicos e de embalagens.

    “As expectativas são de mais um bom ano para o setor de autopeças. Nossas projeções indicam faturamento de R$ 148,5 bilhões, cerca de 3% a mais que em 2019”, informa Dan Ioschpe, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

    O dirigente acredita no aumento das vendas para montadoras, para o mercado de reposição, intrassetoriais (entre fabricantes de autopeças) e também para o mercado externo. “Na economia como um todo esperamos aceleração do crescimento do PIB, o que será muito importante para toda a nossa atividade”.

    Plástico Moderno - Ioschpe prevê 3% de avanço nas vendas de autopeças

    Ioschpe prevê 3% de avanço nas vendas de autopeças

    Em 2019, pelo terceiro ano consecutivo, foi registrado avanço do faturamento em relação ao ano anterior. “Segundo nossas estimativas, a indústria brasileira de autopeças obteve faturamento nominal de R$ 144,1 bilhões, 5,1% maior que o de 2018”. Os investimentos somaram R$ 2 bilhões, valor semelhante ao do ano anterior. As exportações representaram o lado negativo. Elas atingiram US$ 7,2 bilhões, com recuo de 9% em relação a 2018. O desempenho ruim deve-se em grande parte aos problemas que atingiram a Argentina, principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo.

    As montadoras respondem por parcela significativa dos negócios das indústrias de autopeças e o andamento das vendas de veículos é muito importante para o planejamento do setor. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) prevê aumento de 9,4% no licenciamento de autoveículos em 2020.

    A previsão é considerada relevante, ainda mais depois dos bons resultados obtidos em 2019, quando foram licenciados 2,57 milhões de unidades. Estima-se que a produção de veículos deva ter crescido em torno de 7,3%. Os bons resultados aconteceram em especial por conta da recuperação do mercado interno, uma vez que houve retração de 11% nas exportações. “Os números ainda estão longe dos verificados antes do início da crise”, ressalta Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. Um exemplo: em dezembro de 2014 foram licenciados 370 mil veículos, contra 262,2 mil no mesmo mês do ano passado.

    Com o resultado obtido no ano passado o país saltou da 8ª para a 6ª posição no ranking global dos fabricantes veículos, superando França e Reino Unido. “Os números de fechamento dos outros países ainda são provisórios, mas tudo indica que o Brasil só ficará atrás da China, EUA, Japão, Alemanha e Índia”. Para Moraes, todos os indicadores da economia brasileira apontam para um ano de recuperação mais robusta. “Espera-se alta de 2,5% do PIB, inflação controlada, emprego em leve recuperação, juros mais baixos e maior confiança do consumidor”.

    Construção Civil – O PIB da construção US$ 7,2 bilhões, com recuo de 9% brasileira deve crescer em torno de em relação a 2018. O desempenho 3% em 2020, informa o Sindicato ruim deve-se em grande parte aos da Indústria da Construção Civil do problemas que atingiram a Argentina, Estado de São Paulo (SindusCon/SP) . principal parceiro comercial do Brasil No ano passado, o setor apresentou no setor automotivo. evolução de 2% em relação ao período As montadoras respondem por paranterior, primeiro resultado positivo cela significativa dos negócios das depois de cinco anos consecutivos de indústrias de autopeças e o andamento queda. O crescimento foi impulsionado principalmente peça autoconstrução e reformas (+3%), serviços especializados (+2,5%) e infraestrutura (+1%). Os números ainda não estão fechados, mas setor de edificações não deve ter apresentar variação na comparação com 2018, uma vez que o crescimento das vendas no mercado imobiliário somente começou a se traduzir nos indicadores de atividade nos últimos meses do ano.

    Para 2020, a projeção indica que o segmento de autoconstrução e reformas seguirá liderando a recuperação. O setor de edificações residenciais aumentará o ritmo de crescimento, impulsionando o segmento de serviços especializados, enquanto as obras de infraestrutura devem seguir mantendo um ritmo lento de recuperação. “A percepção é de que a crise do setor ficou para trás e as perspectivas são de um crescimento mais expressivo das edificações residenciais e dos demais segmentos ”, analisa Odair Senra, presidente do sindicato.

    Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia da entidade, se mostra preocupado com a indefinição do governo federal em relação à continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida. “O programa se mostrou eficaz na diminuição do déficit habitacional e na crise acabou sendo responsável pela construção da maioria dos empreendimentos imobiliários, gerando habitação e emprego ”, lembrou.



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