TiO2 – Tratamento de superfície gera desempenho superior

PM – Há diferenças de pigmento quanto ao processo de transformação ou quanto à aplicação desejada?

Plástico Moderno, Luciana Panza, consultora de desenvolvimento de negócios da Chemours
Luciana Panza, consultora de desenvolvimento de negócios da Chemours

Luciana Panza – Há diferenças de produto de acordo com a aplicação. Por exemplo, para filmes finos processados a altas temperaturas a recomendação é um produto com baixo teor de voláteis, como o Ti-Pure™ R-104 ou o Ti-Pure™ R350. Para produtos brancos que serão expostos às intempéries o ideal é o Ti-Pure™ R-105 ou Ti-Pure™ R-960 para coloridos. O Ti-Pure™ R-103 e o Ti-Pure™ R-350 são recomendados para polímeros de engenharia, por exemplo, o ABS.

Podemos exemplificar da seguinte maneira: Ti-Pure™ R-104 é destinado para embalagens de alimentos, produtos de higiene pessoal e outros produtos de baixo tempo de prateleira; Ti-Pure™ R-105 pode ser utilizado em filmes agrícolas e perfis de PVC; Ti-Pure™ R-103 ou Ti-Pure™ R-350 são utilizados em eletrodomésticos. Para indicação do melhor grau é necessário compreender os requisitos do produto acabado.

PM – A indústria do plástico usa muito os masterbatches para aplicar o TiO2? Os produtores de master são os clientes-chave, ou o titânio também pode ser aplicado diretamente no equipamento de processo?

Luciana Panza – Os maiores volumes de TiO2 para plásticos são obtidos por meio do uso de masterbatch, sendo este um importante elo da cadeia de valor do plástico.

Como as concentrações deste pigmento podem variar de 0,5 a 25% no produto final, o masterbatch é fundamental para dispersão eficiente do pigmento, aumentando a opacidade e assegurando as propriedades mecânicas do produto acabado.

Pensando no segmento de masterbatches, a Chemours desenvolveu tratamentos de superfície específicos para facilitar o processamento do TiO2, com foco em possibilitar produtividade equivalente ou igual à capacidade nominal da extrusora, mesmo em concentrações de TiO2 superiores a 70%. Com exceção de algumas aplicações no segmento de PVC, atualmente é pouco provável a utilização de TiO2 sem passar pelo masterbatch.

PM – Existe uma dosagem típica de incorporação de titânio em plásticos? A presença do titânio interfere de alguma forma nas operações subsequentes de reciclagem do material?

Luciana Panza – A dosagem varia muito conforme as necessidades do produto final. Para algumas aplicações, como a tonalização de resinas, por vezes 0,5% pode ser suficiente. Já em casos em que a participação do TiO2 é essencial para conferir propriedades específicas ao produto, como no caso de filmes para feno de gado leiteiro, os teores de TiO2 chegam a 20-25%.

Toda a linha Ti-Pure™ de dióxido de titânio é inerte, livre de metais pesados e não tóxica. Por este motivo, a reciclagem é altíssima, não compromete as etapas subsequentes do ciclo de vida dos materiais.

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