Plástico

Termofixos nos veículos – Termofixo resiste nos veícos pesados em busca de reciclabilidade

Marcio Azevedo
24 de setembro de 2009
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    O consumo dos compósitos termoestáveis, desse modo, acaba crescendo por obra dos outros segmentos consumidores, como a aviação e a geração de energia eólica. “O emprego de compósitos termofixos na indústria automobilística vem diminuindo, e continuará a diminuir se nada for feito em relação à reciclagem”, crê Lima. Na MVC, empresa que comanda como diretor-geral, ele presenciou os negócios se deslocarem de um volume de 100% de aplicações em termofixos para 50 a 50 com termoplásticos, chegando em 60 a 40 nos tempos atuais. Até existe uma perspectiva de reversão da predominância dos termoplásticos na empresa, mas puxada por aplicações fora da área automotiva. A tendência da MVC, se a foto do cenário de mercado não sofrer grandes alterações, é concentrar-se nos termoplásticos reforçados, no caso dos veículos leves e peças internas, e trabalhar os termofixos em peças externas de grandes dimensões para veículos pesados, como caminhões e implementos rodoviários. Baixas produções com muitas mudanças de design, mesmo em veículos leves, também permaneceriam voltadas para os termofixos. Aliás, a MVC desenvolve, sem revelar maiores detalhes, uma caçamba toda confeccionada em compósito termoestável, que desbancará o aço na futura aplicação.

    Mercado de reforço também cresce – Puxado por segmentos como construção civil, infraestrutura, saneamento e automobilística, o consumo de fibras de vidro no Brasil vem crescendo, ao longo dos anos, em taxas mínimas de até duas vezes o crescimento do PIB, apesar do ataque dos termoplásticos aos termofixos. “Não há uma perda de vendas altamente significativa, porém a tendência de substituição dos termofixos está cada vez mais forte”, diz Sérgio N. M.

    Plástico, Sérgio N. M. Falcão, líder de vendas, na América do Sul, da OCV Reinforcements, Termofixos nos veículos - Termofixo resiste nos veículos pesados em busca de reciclabilidade

    Fibra natural completa a de vidro, crê Falcão

    Falcão, líder de vendas, na América do Sul, da OCV Reinforcements. No Brasil, a OCV fornece reforço de fibra de vidro para aplicações em SMC, BMC, RTM, laminação manual, spray-up e infusão, incluindo peças como capôs de caminhões e tratores, carrocerias e tetos de ônibus, tetos internos de automóveis, headliners e tampas traseiras de peruas. Assim como as resinas, as fibras também têm passado por evoluções tecnológicas, como a criação de novos tratamentos superficiais, normalmente feitos com silanos, para melhorar a compatibilidade entre a matriz e a fase descontínua. Outro ponto que já foi atacado para melhorar os produtos foi a composição do próprio vidro, com a criação de versões isentas de boro e flúor, considerados prejudiciais ao meio ambiente.

    Sendo um vendedor de fibra de vidro, Falcão não se sente ameaçado pelos concorrentes “verdes”. Pelo contrário: vê o interesse pelas fibras naturais com bons olhos, pois acredita que a fibra natural  completa a fibra de vidro. “A resistência mecânica do vidro é maior e os materiais poderiam ser utilizados em combinação”, diz o líder de vendas. “A fibra natural não substitui completamente a fibra de vidro, mas seu uso deve crescer”, prevê.

    A OCV conta com fábricas no Brasil e na América Latina, e fabrica localmente a maioria dos produtos que vende ao mercado nacional. Importação, “só de alguma coisa ou outra”, nas palavras de Falcão, o que inclui materiais mais recentes, como as fibras de alto desempenho com tratamentos superficiais diferenciados e uma formulação de vidro diferente, que oferece melhor módulo de elasticidade, para aplicações em energia eólica e industriais e no segmento de blindagem de veículos. Esta última aplicação, por sinal, é atendida também nos Estados Unidos, mas no nicho de veículos militares. No Brasil, graças à oportunidade de mercado criada pela explosiva violência urbana, as novas fibras da OCV deverão acabar nos carros de passeio dos civis.



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