Economia

Tempos difíceis ou custos mais justos? – Gestão Transformadores

Plastico Moderno
8 de setembro de 2018
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    Plástico Moderno, Tempos difíceis ou custos mais justos? - Gestão

    A grande maioria dos transformadores que visito tem a necessidade de melhorar seus processos a cada dia, no intuito de reduzir os custos de produção para manter ou melhorar suas margens, pois em momentos como este que estamos vivendo atualmente é o cliente quem acaba determinando o preço do item transformado.

    Dessa forma, os transformadores acabam ficando nas mãos dos clientes e precisam realizar suas “mágicas” para trazer os preços dos seus produtos a níveis aos quais os clientes estão dispostos a pagar. É neste momento que muitos transformadores acabam cometendo grandes erros e tem início o processo que vai gerar grandes prejuízos para eles.

    Se o transformador conhecer muito bem os custos dos seus produtos ou tiver um sistema para cálculos e souber como valorizar todas as etapas de seu processo, aqui começa a caça ao tesouro, ou seja, encontrar onde cortar custos para chegar ao valor imposto pelo cliente.

    Mas, e se ele desconhece esses custos, o que ele poderá fazer?

    Para orientá-lo nesta caça aos cortes de custos, o segredo está em elaborar o custo reverso de seus produtos. Se já é difícil avaliar custos de peças pelo processo de transformação, inverter essa cadeia pode ser ainda mais complexo, mas não desista: o importante é manter o foco e analisar onde podemos ganhar e o que podemos cortar em tudo isto.

    Este artigo pretende ajudar o transformador a organizar esse trabalho de avaliar os custos reversos, montando um passo a passo para dar sentido e orientar as etapas de análise determinadas na composição do seu custo com base em alguns pontos da cadeia produtiva.

    E quais são estes pontos?

    1) Matéria Prima;

    2) Máquina;

    3) Meio ambiente (que no caso é a infraestrutura da sua fábrica).

    Se conhecermos os custos envolvidos em cada um desses “M´s”, poderemos saber o que reduzir para alcançar o sucesso nesta árdua tarefa: atender às necessidades dos clientes!

    Agora que você conhece cada um desses “M´s”, vamos falar do que você pode analisar em custos de cada parte do seu processo produtivo e identificar possíveis pontos de redução.

    1) Análise da matéria-prima: é o primeiro passo para saber se o processo de transformação está gerando saldo positivo ou negativo. Saber se o preço que se está pagando pela matéria-prima é realmente o melhor valor, tenha sempre o peso certo da matéria-prima aplicado ao seu produto, essa é uma das maneiras de justificar os valores de entrada e saída da empresa. Sendo assim, comece conhecendo o quanto você gasta de material em peso médio dentro do seu processo. Este é o primeiro passo, depois faça uma avaliação do peso semanal do produto, assim você determina a amplitude e se há flutuações nesse peso, pois, ao contrário do que imaginamos, elas existem, sim e desconhecer isso pode afetar diretamente o custo da sua produção.

    a) Nunca tenha apenas um fornecedor de matéria prima: tenha sempre homologados 2 ou 3 fornecedores para que você possa negociar valores. Infelizmente, se houver apenas um e este resolver impor aumentos, você ficará refém dessa situação e, caso não consiga repassar esses aumentos, suas margens ficarão menores.

    b) Tenha opções de matérias primas alternativas: mesmo tendo fornecimentos de mais de um fabricante, é importante ter alternativas. Nesse caso, desenvolver materiais que possam substituir uma única opção pode dar a você a chance de driblar mais facilmente os custos e balizá-los.

    c) Agregar um percentual de reciclado ou recuperado a seus produtos: o reaproveitamento é de extrema importância e pode trazer uma redução significativa nos custos de produção. Agregar os canais e peças com problemas moídas em um percentual adequado em seu produto pode ser uma opção atrativa para a redução dos custos e gerar ganhos importantes para reduzir alguns centavos no seu custo final. Mas fique atento para calcular os retrabalhos para que eles não se tornem um inconveniente e aumentem ainda mais os custos de produção. Uma boa dica é aproveitar as operações dentro do próprio processo, os operadores e funcionários já envolvidos e não agregar muitos retrabalhos a esta operação. Se você tem um moinho e um alimentador com válvula proporcional (para mistura de virgem e moído), pode usar o próprio operador da máquina nessas operações e já realimentar o processo, agregando pequenos custos, porém reduzindo o custo direto da matéria-prima. Faça testes com seu produto, avalie até que percentuais de material reciclado você pode alcançar sem alterar as suas propriedades.

    d) Pese com frequência as peças que produz e avalie diariamente esta amplitude, e da próxima vez que considerar o peso médio de seu produto leve em conta esta flutuação. O peso é algo muito importante, dele você pode avaliar não só o custo direto, mas qual a amplitude de variações da sua máquina. Determine o peso mínimo e busque regular seu processo para se manter o mais próximo dele, avalie quais os principais parâmetros que podem impactar no peso e os monitore com frequência, pois tentar manter esse controle durante a produção é, no mínimo, racional, pois até variações na viscosidade e fluidez da resina podem influenciar essa flutuação.



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    2 Comentários


    1. Roberto Carlos p do santo

      Boa tarde vcs tem interesse na compra de PBT polibutileno tereftalato (máquinas de vidro elétrico altomotivos)
      (19) 982256167



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