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Tecnologia permite customizar itens com rapidez e baixo custo – 3D

Plastico Moderno
14 de janeiro de 2019
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    Plástico Moderno, Próteses e órteses feitas sob medida aceleram a recuperação

    Próteses e órteses feitas sob medida aceleram a recuperação

    A ascensão da impressão 3D em meio a interface da automação com a internet vem motivando alguns fornecedores a disponibilizarem soluções que incorporam novas tendências sobre infraestrutura de produção. Dentre as inovações desenvolvidas e ofertadas ao mercado, destacam-se equipamentos de medição, softwares, protótipos para a impressão de cerâmicas entre outros. Paralelamente à expansão, abrem-se oportunidades para a diversificação de portfólios, estimulando as empresas a atenderem novas demandas.

    A Duracer, uma das empresas brasileiras pioneiras no desenvolvimento e comercialização de impressoras 3D para massas cerâmicas extrudáveis, planeja expandir seus negócios nesse mesmo segmento. Sua aposta se baseia na possibilidade de que o setor cresça dezenas de vezes em relação aos 0,3% atuais da produção mundial com potencial para serem processados através de tecnologias aditivas, conforme justificou Jamil Duailibi, diretor da companhia.

    “Na verdade, estamos abrindo uma nova frente de produtos motivados pelas oportunidades de mercado. Até o momento, nosso portfólio se restringia aos moldes de extrusão para a produção de blocos, telhas e peças cerâmicas especiais. Esses produtos eram voltados à utilização nos próprios moldes de extrusão e aplicações em componentes sujeitos a intensos desgastes”, complementou seu sócio Rogerio Wieck.

    Para Sebastião Santos, key account manager de metrologia industrial da Zeiss, “a manufatura aditiva está a poucos passos de se tornar uma realidade no Brasil como já é em países mais desenvolvidos”. A empresa considera a cadeia automotiva como maior consumidora de produtos 3D e tende a crescer, em face do seu dinamismo. “Podemos citar a renovação dos designs de modelos, feita a cada 2 anos e, muitas vezes, anualmente. Isso impulsiona o investimento em equipamentos de medição sem contato, a exemplo do Zeiss comet. Essa ferramenta viabiliza respostas rápidas na elaboração de protótipos das peças remodeladas”, afirmou.

    Outro produto também desenvolvido pela empresa permite digitalizar as superfícies de uma peça produzida por impressão 3D e comparar com o modelo CAD que lhe deu origem, visando melhorar seu desempenho. Todos os erros e inconsistências geométricas da peça podem ser reenviados à impressora para serem retrabalhados. Desta forma, evita-se que as inconformidades sejam reproduzidas em novos lotes. “Isso reduz drasticamente o tempo de produção e aprovação de um protótipo, por exemplo”, explica Santos, acrescentando que seu sistema integrado de robô possibilita a medição de 100% da produção.

    A afiliada da Renishaw, multinacional especializada em engenharia e tecnologia cientifica, vem sendo demandada no Brasil por segmentos voltados à produção de próteses e implantes médicos, aeroespacial, moldes plásticos e automotivo informa o diretor Fernando Tachikawa. Com 70 escritórios distribuídos em 35 países, a empresa fabrica principalmente sistemas e impressoras 3D de metais pelo processo de fusão a laser, e aposta no desempenho de seus produtos para ganhar mais espaço no Brasil.

    “Uma prótese customizada, reduz o tempo de cirurgia, facilita a recuperação do paciente e pode apresentar melhor resultado estético. Na indústria de moldes, um postiço com refrigeração conformal diminui o tempo de resfriamento do molde, tornando-o mais produtivo”, justifica Tachikawa. Além dessa contribuição, o fato de a tecnologia ser incipiente no Brasil acaba sendo um estímulo a mais para o seu crescimento, segundo ele.

    “Ainda estamos nos primeiros momentos e o potencial é muito grande, já que todos os segmentos mencionados acima são significativos no Brasil. Na indústria aeroespacial, é possível produzir peças mais leves, de forma mais rápida que na manufatura subtrativa e desperdiçando menos material. Tudo isso contribuindo para a rentabilidade de uma aeronave, redução do seu custo operacional e melhora a sustentabilidade”, afirmou.

    Texto: Maroni J. Silva



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