Máquinas e Equipamentos

Tecnologia de limpeza acelera trocas de cores – Agentes de Purga

Antonio Carlos Santomauro
29 de março de 2019
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    É o caso da Procolor, que disponibiliza três deles: CPD 0010, para resinas ABS, poliamidas, PET, PSGP e PSHI (as duas últimas, respectivamente, poliestireno cristal e alto impacto); CPD 0036 e CPD 0155, ambos para PEBD, PEAD e PP. “As indicações para resinas diferentes têm a ver com as temperaturas dos processos, mas também com a possibilidade de posterior reaproveitamento dos resíduos”, ressalta Elisangela Melo, gerente nacional de vendas da Procolor.

    Plástico Moderno, Fardo: clientes devem fazer testes para avaliar resultados

    Fardo: clientes devem fazer testes para avaliar resultados

    Produzidos por extrusão e fornecidos em grãos, os agentes da Procolor combinam resina com uma carga mineral que arrasta os resíduos. “O CPD 0155 tem ainda um aditivo – uma espécie de óleo – que permite seu acesso a paredes nas quais os outros não chegam, agindo não apenas no canhão e no cilindro, mas também na matriz”, diz Elisangela. Segundo ela, os agentes de purga da Procolor podem reduzir os tempos de troca em algo entre duas e quatro vezes. “Os maiores ganhos ocorrem nas trocas de cores escuras”, ressalta Elisangela.

    Embora alguns casos talvez não justifiquem seu emprego – entre eles, a troca de um processo com plástico transparente para outro no qual esse insumo é preto –, na grande maioria das ocasiões os agentes de purga geram benefícios palpáveis, referenda Francielo Fardo, diretor-superintendente da Colorfix, fabricante de masterbatches que também produz agentes de purga comercializados com a marca Purgfix. “Podemos produzir agentes mais específicos, por exemplo, com resinas que suportem processos com temperaturas mais elevadas, como aqueles que trabalham com poliamidas. Mas em 98% dos casos o produto é o mesmo”, destaca Fardo.

    Também fornecido em graus e produzido por extrusão, o Purgfix integra o portfólio da Colorfix há mais de quinze anos e é composto basicamente por uma resina e um aditivo que promove o arrasto. “Existem diversos gêneros de agentes de purga, cada um deles com seu próprio procedimento de uso e sua atuação. Cabe ao transformador testar em seu processo as diferentes opções, e avaliar qual lhe trará melhor resultado”, recomenda Fardo.

    Demanda em alta – No Japão, afirma Cualhete, da Pigatto, quase 100% dos transformadores já usam agentes de purga, e nos Estados Unidos eles já somam mais de 70%; no Brasil, porém, esse índice ainda está em 5%. “Aqui as empresas dão muita atenção ao custo dos ciclos, não calculam os custos do set up das máquinas nem os custos das paradas, que também são relevantes”, observa. “Mas vem crescendo o uso de agentes de purga também no Brasil, onde já temos mais de setecentos usuários ativos do Asaclean”, acrescenta o profissional da Pigatto, empresa sediada em Curitiba-PR, cujo portfólio inclui, além dos agentes de purga, também selantes estruturais e chapas de plásticos de engenharia, entre outros itens.

    No mercado brasileiro, relata Cualhete, muitos transformadores ainda realizam a limpeza com a simples passagem de resina, ou então com material moído, água, e mesmo milho de pipoca, que, inserido na máquina estoura quando aquecido, criando uma pressão de arraste. “Trabalhamos com uma grande empresa, agora usuária do Asaclean, que usava milho de pipoca na limpeza, e isso estava atraindo ratos atrás dos resíduos das cascas desse milho que permaneciam no interior das máquinas”, comenta.

    Também Nonno Filho, da Purgex, percebe o aumento na quantidade usuários brasileiros de agentes de purga. “No começo, as empresas daqui os achavam caros, mas começam a ver que agentes de purga podem ser interessantes: por exemplo, quando começam a aparecer produtos com pintas pretas, ou quando trabalham com máquinas mais antigas, nas quais surgem folgas que acumulam materiais que somente a resina não consegue limpar”, ressalta.



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