Embalagens

Tampas plásticas – Demanda cresce, mas exige tecnologia avançada

Jose Paulo Sant Anna
11 de outubro de 2020
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    Moldes – Existe um componente que é chave para o sucesso das linhas de produção das tampas injetadas. Trata-se do molde. Ele precisa ser projetado com tecnologia avançada, qualquer que seja a aplicação à qual a peça será destinada. Muitas empresas optam por importar moldes europeus, fabricados por ferramentarias avançadas. Também existem ferramentarias nacionais com esse know-how, ainda que em número limitado. Alguns transformadores, muitas vezes empresas multinacionais, contam com ferramentarias próprias.

    Plástico Moderno - Tampas plásticas - Demanda cresce, mas exige tecnologia avançada ©QD Foto: Divulgação

    Tiergarten: parceiros globais colaboram nos moldes complexos

    A ferramentaria nacional Btomec, de Joinville-SC, se apresenta como a líder na América Latina nesse nicho de mercado. De acordo como diretor Wiland Tiergarten, para projetar suas ferramentas a empresa mantém parceria tecnológica com empresas da França, Suécia, Alemanha e Estados Unidos, o que a permite desenvolver projetos os mais complexos.

    “Com a pandemia, esfriou o número de encomendas de novos moldes. Mas tivemos um upgrade importante na manutenção e calibragem de moldes antigos”, revela o dirigente. Ele destaca a importância de alguns detalhes na hora da confecção desses moldes. “Tudo começa com um bom projeto, a escolha de materiais de qualidade e os tratamentos superficiais necessários para adequar esses materiais”.

    Tiergarten também ressalta a necessidade de desenvolver projetos que atendam uma demanda hoje muito forte por parte dos clientes, a de fabricar tampas cada vez mais leves. “Se reduzirmos o peso de uma tampa de garrafa de 2 g para 1,5 g ajudamos muito a aumentar a rentabilidade do cliente”.

    Outra ferramentaria nacional com destaque na área de embalagens, fabricante de moldes para sopro e injeção, é a paulistana Moltec, empresa do mesmo grupo da fabricante de embalagens Igaratiba. “A demanda continua existindo, as embalagens não pararam de ser consumidas com a pandemia. Nossas vendas se encontram estáveis”, informa Bruno Chagas, head de tecnologia em equipamentos para moldagem.

    Chagas explica ser esse mercado destinado a ferramentarias especializadas. Para participar, as empresas precisam contar com estrutura adequada, tanto em mão de obra quanto em equipamentos de usinagem. “Nós atuamos nesse mercado há pelo menos 15 anos e fomos buscar know how nos Estados Unidos e na Europa para nos mantermos competitivos”. Tudo para atender encomendas de alto valor agregado. “Os clientes são de grande porte e muitas vezes fazem encomendas grandes, o que dificulta a participação de ferramentarias de pequeno porte”.



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