Embalagens

Tampas plásticas – Demanda cresce, mas exige tecnologia avançada

Jose Paulo Sant Anna
11 de outubro de 2020
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    Injetoras – Os fabricantes de injetoras já viveram dias melhores. As vendas despencaram a partir de março, muitos clientes desistiram ou postergaram os investimentos previstos para a ampliação ou renovação de suas linhas industriais. Nesse cenário difícil, o setor de embalagens é apontado como um dos, senão o que mais tem realizado consultas e fechado negócios. E a fabricação de tampas é responsável por boa parcela das aquisições ocorridas desde o início da crise.

    A concorrência é dura e os fornecedores precisam oferecer injetoras com tecnologia adequada às exigências dessa aplicação. A brasileira Romi é uma das fabricantes de equipamentos que possuem grande interesse nesse mercado. Tem bons motivos para isso. Além do mercado de injeção, ela produz sopradoras. Dessa forma, tem a oportunidade de oferecer conjuntos completos para a produção de frascos, garrafas e tampas, o que pode ser considerado uma vantagem competitiva junto aos clientes interessados em fechar pacotes para implementar novas linhas de produção.

    Plástico Moderno - Tampas plásticas - Demanda cresce, mas exige tecnologia avançada ©QD Foto: Divulgação

    Machado: locação de injetoras é saída para preservar o caixa

    Glauco Machado, gerente de vendas de máquinas para plásticos, reconhece a importância do segmento e recomenda, conforme o tipo de tampa a ser produzida, os modelos das três linhas de injetoras comercializadas pela empresa, as máquinas EN (com acionamento de servo bombas), EL (com servo motores e totalmente elétricas) e ES (servo motores e injeção hidráulica por acumuladores de pressão híbrida). “As máquinas injetoras modernas, equipadas com alta tecnologia, geram muito mais competitividade para a indústria de transformação por meio da alta produtividade, excelente precisão, baixo consumo de energia e conectividade”.

    Machado explica que o ano de 2020 dava indícios de recuperação econômica. “A partir de meados de março o volume de negócios sofreu redução temporária”. Ele se mostra otimista em relação ao futuro. “Recentemente houve uma recuperação importante na entrada de pedidos”.

    A Romi tem buscado novas alternativas de negócios, como, por exemplo, a locação de máquinas. “Pensamos em maneiras de atender os nossos clientes em um momento de fluxo de caixa incerto, em que eles querem produzir, mas estão com medo de ficarem descapitalizados, ou precisam atuar em projetos pontuais ou por períodos pré-determinados”.

    O mercado de tampas é um dos principais clientes da fabricante de injetoras Sumitomo Demag, multinacional com estrutura de comercialização de máquinas e assistência técnica no Brasil. “Nossos equipamentos estão presentes em várias fábricas desse segmento no Brasil”, informa Christoph Rieker, gerente geral.

    As vendas atuais para esse nicho de mercado não chegam a entusiasmar. “Com a pandemia, houve uma retração nas vendas como um todo”. Alguns nichos do segmento sofreram menos, caso das empresas fornecedoras de tampas para embalagens de álcool gel e sabonetes líquidos, por exemplo. “Com ou sem crise há sempre alguma movimentação entre os fabricantes de alimentos e bebidas”.

    As máquinas recomendadas pela multinacional variam de acordo com os tipos de tampas a serem produzidas. “Os clientes são de grande porte e cada um possui um expertise”. Para essa e outras aplicações que exijam produção de milhões de peças, Rieker recomenda as máquinas híbridas El-Exis. “A linha foi projetada para ciclos muito agressivos, abaixo de dois segundos”. De acordo com a empresa, esse desempenho é possível graças a uma combinação única de acionamentos elétricos e hidráulicos que realizam movimentos rápidos, harmônicos e constantes.

    Quando a produção de tampas ocorre em ciclos superiores a cinco segundos, Riecker revela que os clientes também têm a opção de investirem na linha de injetoras elétricas IntElect. “Elas não têm a mesma velocidade das híbridas, mas nos casos de ciclos maiores oferecem vantagens, entre elas a economia de energia elétrica”. O gerente ressalta que as máquinas elétricas têm sido cada vez mais procuradas no mercado brasileiro por transformadores de peças as mais distintas.



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