Embalagens

Tampas plásticas – Demanda cresce, mas exige tecnologia avançada

Jose Paulo Sant Anna
11 de outubro de 2020
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    Plástico Moderno - Tampas plásticas - Demanda cresce, mas exige tecnologia avançada ©QD Foto: Divulgação

    O nicho de tampas plásticas injetadas para embalagens é de grande importância para a indústria da transformação do plástico. Trata-se de segmento bastante pulverizado, presente nas indústrias de bebidas e alimentos, higiene e limpeza, cuidados pessoais, óleos automotivos e produtos de uso industrial, entre outras. De acordo com dados da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), em 2019, a indústria de embalagens plásticas movimentou em torno de R$ 32,7 bilhões no país, cerca de 41% do volume total de negócios do setor. A entidade não informa o quanto as tampas representam desse total.

    Para Gustavo Alvarez, CEO da América Tampas e Coordenador da Câmara Setorial dos Fabricantes de Tampas Plásticas (Cofatamplas) da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), as empresas do setor foram afetadas pela pandemia de maneira desigual. As que abastecem os mercados de alimentos, higiene pessoal, limpeza e saúde tiveram suas vendas movimentadas de maneira positiva durante as primeiras semanas da quarentena.

    “Entre os produtos que tiveram aumento de demanda, podemos citar o álcool em gel. Não houve falta de produto por falta de tampas, as empresas fornecedoras se ajustaram e atenderam o mercado”. Outros tipos de tampas, no entanto, tiveram as vendas afetadas de forma negativa. Ainda com a economia sob o impacto da Covid 19, fica difícil fazer previsões sobre como os negócios dos transformadores especializados decorrerão nos próximos meses.

    Qualquer que seja o formato e para quais produtos serão destinadas, as tampas todas têm em comum o fato de, para serem fabricadas, utilizarem tecnologia de ponta. No caso de tampas de garrafa de bebidas carbonatadas, por exemplo, a precisão dimensional do molde é fundamental para garantir o fechamento ideal das garrafas de modo a aguentar a pressão proporcionada pelos gases das bebidas.

    Cases complexos não faltam. As tampas de xampus muitas vezes possuem fechos fliptop, designs arrojados e não raro são injetadas em duas cores. As tampas de óleo comestível contam com lacres de difícil fabricação. As de potes de sorvetes apresentam paredes muito finas. Quase sempre, as tampas são produzidas em tiragens muito elevadas, na casa dos milhões de peças. Para isso, são usados moldes com o máximo possível de cavidades (no caso de refrigerantes e água são comuns os moldes de 48 e 96 cavidades). As máquinas precisam ser projetadas para trabalhar em ciclos de poucos segundos.

    A exigência tecnológica restringe a participação das empresas em todos os elos da cadeia de produção. Os transformadores quase sempre são empresas de grande porte. Grandes fabricantes de matérias primas investem em pesquisa e desenvolvimento para enriquecer seu portfólio de produtos. O mesmo vale para os fabricantes de injetoras e demais periféricos. Especial atenção vai para os construtores dos moldes, altamente especializados.

    “A tampa carrega em si toda a responsabilidade da melhor experiência entre consumidor e produto final”, resume Alvarez. O dirigente garante que o Brasil conta com parque industrial de porte, formado por empresas com tecnologia própria ou que trabalham com tecnologia de terceiros. “Produzimos no Brasil tampas com a mesma qualidade de qualquer outra região de primeiro mundo, porém adequadas à realidade brasileira”.

    Especialistas – Em sua grande maioria, os transformadores que trabalham nesse segmento são especializados na fabricação de tampas ou de embalagens plásticas completas. Por trabalharem em projetos que exigem altas tiragens, em geral são empresas de porte, muitas delas multinacionais com plantas industriais instaladas em vários países, entre os quais o Brasil. Em alguns casos, os próprios fabricantes dos produtos finais verticalizam suas plantas industriais.

    O mercado nacional também conta com empresas totalmente brasileiras. É o caso da Igaratiba, inaugurada há mais de trinta anos e com fábrica no município de Elias Fausto-SP. A empresa é fabricante de embalagens plásticas pelos processos de injeção e sopro de PET e outros materiais. A produção de tampas possui grande importância para a operacionalidade da empresa.



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