Plástico

Tampas – Mercado incorpora leveza aos novos sistemas de fechamento

Renata Pachione
11 de fevereiro de 2012
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    Em 2010, a America Tampas passou a ser controlada pela Petropar. A companhia conta com parques industriais em Venâncio Aires (RS) e Manaus (AM), onde produz por injeção e compressão. “Somos uma empresa 100% brasileira e uma das maiores dos mercados nacional e sul-americano”, afirma Alvarez. A companhia produz cerca de 4 bilhões de tampas no Brasil e é responsável pelo desenvolvimento do mercado na América do Sul da Global Closure Systems (GCS), antiga divisão de tampas plásticas da Crown. “Temos acesso ao maior portfólio de patentes do mundo por meio da nossa parceira tecnológica GCS”, reforça Alvarez. A America Tampas atua em várias frentes: bebidas, alimentos, higiene e limpeza, beleza e farmacêutico, mas o seu principal negócio é o de bebidas.

    Uma peça só– Reduzir o impacto ambiental das tampas plásticas se tornou tema tão recorrente que as companhias apostam em maneiras diversas de oferecer ao mercado produções mais eficientes do ponto de vista da sustentabilidade. Uma das propostas se traduz na fabricação de tampas de uma peça só, ou seja, compostas por um único material, a fim de facilitar a reciclagem e reduzir os custos da produção. A economia se dá com a eliminação de etapas da fabricação e o

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    Adell aposta na apresentação de um novo lacre 100% seguro

    menor consumo de energia elétrica e de matéria-prima.

    Novata no segmento de bebidas, a Mirvi Brasil, empresa líder na fabricação de tampas para a indústria nacional de óleo comestível, quer introduzir no mercado o que seu gerente de vendas, Marcelo Adell, chama de “quebra de paradigma”. Trata-se de uma solução que adota o conceito de uma peça só (sem o vedante) e inova com um exclusivo sistema batizado como antissabotagem. “Estamos lançando um lacre 100% seguro”, enfatiza Adell. O modelo se baseia na diferenciação; a tampa de PEAD é injetada e contempla o novo finish PCO 1881 das garrafas PET.

    O sistema está sendo direcionado, sobretudo, ao mercado de água sem gás, mas está disponível para outras aplicações. A empresa também o oferece nas tampas para água com gás – neste caso, a liberação do gás é feita de forma controlada; e para óleo, o lacre em questão é embutido na tampa.

    A Mirvi Brasil, obviamente, não está sozinha na propagação dessa ideia de uma única peça. A Dow Chemical Company apresentou no ano passado como novidade as tampas plásticas feitas somente de PEAD, em substituição àquelas compostas de PP, na parte exterior, e de um disco de vedação de EVA. “Essa é uma tendência que gera a necessidade de resinas com alta tecnologia e novos desenhos de sistemas de selagem”, explica Miguel Molano Niampira, da equipe de embalagens rígidas e duráveis da Dow. Para essa aplicação, a companhia desenhou grades de PE com características especiais, que compõem a linha de resinas bimodais Continuum. Foto: Cuca Jorge

    A Continuum DMDA 1250 NT7 apresenta uma arquitetura molecular capaz de permitir o balanço entre rigidez e ESCR (environmental stress cracking resistance – resistência à quebra sob tensão ambiental), sem a necessidade de um disco de vedação. A ideia é garantir que o material suporte severos requerimentos de bebidas de alta carbonatação, como a resistência à pressão constante que o gás faz sobre a tampa quando a garrafa está fechada.

    “Sua distribuição de peso molecular bimodal também permite excelentes propriedades organolépticas graças a um controle específico de compostos orgânicos voláteis”, comenta Niampira.

    Além do apelo sustentável, a iniciativa tem o respaldo de um grande mercado em potencial. Segundo levantamento divulgado pela Dow, na América Latina, a indústria de tampas para garrafas plásticas de PET cresce cerca de 5% ao ano – para o próximo ano, estima-se o consumo de 51 bilhões de unidades na região.

    Casos específicos– Quando o assunto são as tampas de uma peça só, há de se considerar a velha máxima: cada caso é um caso. Os materiais utilizados dependem da aplicação e da formulação, exatamente o que acontece no segmento

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    Bonfim oferta soluções capazes de aliar funcionalidade à leveza

    agroquímico, cujas peculiaridades exigem um cuidado especial. De acordo com o gerente comercial da Unipac, Vailton Carlos Bonfim, existem situações em que o sistema agrega materiais complementares, como diante da necessidade de utilização de um lacre de metal para aumentar a segurança do produto envasado. Mas nem por isso a peça deixa de ser reconhecidamente amiga do ambiente. “Como são complementares e não integrados, os componentes permitem a reciclagem”, ressalta Bonfim.



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