Plástico

Tampas – Mercado incorpora leveza aos novos sistemas de fechamento

Renata Pachione
11 de fevereiro de 2012
    -(reset)+

    Plástico, Tampas - Mercado incorpora leveza aos novos sistemas de fechamento

    SportGuard elimina o uso de selo de indução

    Aliás, a CSI foi a pioneira no país a se enveredar pelo caminho das tampas baixas. Em meados de 2005, a companhia desenvolveu no mercado mexicano o PCO 1873 (este tipo de terminação continua em uso somente nessa região), antes mesmo do PCO 1881. “O finish 1881 pode ser considerado uma evolução do 1873, no sentido de ter uma performance ótima tanto com tampas de uma peça como de duas peças”, explica Sergio Henrique Nascimento, gerente de manufatura para a América do Sul da CSI.

    Claro que a maior fornecedora de tampas para o mercado de bebidas do país explora a tendência dos modelos curtos à exaustão. Mas também direciona a sua tecnologia a um vasto número de opções. Só para o setor de refrigerantes são diversos os sistemas de fechamento. A saber: a tampa Wing Lock, projetada para aplicação de baixo torque e alta velocidade; Double Lok 28 mm, para operações de engarrafamento com aumento constante de velocidade; Double Lok Speed Bump 28 mm, projeto patenteado de rosca que promete estabilidade permanente da aplicação; Double Lok XT, modelo desenvolvido para evitar perdas de carbonatação ou vazamento por conta das variações de temperatura no transporte ou armazenamento, e Double Lok M4, para garrafas de vidro, gargalo tipo MCA 1 e MCA 2, entre outros.

    Até a Gerresheimer (antiga Védat), empresa líder no mercado de tampas para a indústria farmacêutica, endossou esse movimento rumo à leveza de seus produtos. A empresa desenvolveu a tampa Kalipto 28, para frascos de bebidas, com esse novo padrão de terminação. A ideia aqui é reduzir o consumo de PET entre 1,2 g e 1,5 g por pré-forma. A tampa de PP é fabricada por compressão e possui vedante standard ou com o formato bilabial, com perfil especialmente criado para garantir a hermeticidade da tampa em condições extremas, sem reagir ou interferir na composição do líquido. Em tempo, vale lembrar que o mercado farmacêutico no Brasil já adota tampas de 24 mm de rosca, consideradas leves se comparadas às de 28 mm (convencionais no mercado mundial).

    A tendência é notória: as tampas estão cada vez mais leves. Mas bom-senso se faz necessário. De acordo com Claudio Patrick, diretor da Clever Pack, os extremos devem ser evitados. “Vi tampas para água e refrigerantes vendidas nos mercados alemão e italiano que chegam a ser desagradáveis de serem manipuladas, por serem muito finas e baixinhas”, diz. Ele exemplifica com o caso de tampas para água fabricadas na Itália que pesam 0,76 grama e têm altura de 7,8 mm (sem o lacre que fica no frasco). “Nunca vi uma tão pequena aqui no Brasil”, reforça.

    Menos é mais – Competitivo, o mercado de tampas plásticas também revela sua vocação para desenvolver produtos inovadores configurando a premissa “menos é mais”. Essa postura se reflete nos lançamentos dos grandes players do setor, como a America Tampas (antes conhecida entre os fabricantes de sistemas de fechamento como Crown Tampas). A empresa apresentou no ano passado um novo conceito para isotônicos, a tampa SportGuard, em parceria com a marca Powerade. O produto, dotado de um sistema de controle de fluxo de vazão, elimina o uso de lacre termoencolhível ou selo de indução – o que reduz o custo final da embalagem. Outra novidade está no fato de ser um modelo flip-top e não push-pull (o tipo mais convencional para produtos esportivos). No entanto, cabe ressaltar que essas características não se sobrepõem a quesitos como a praticidade e a segurança oferecidas ao consumidor, comenta o presidente da companhia, Gustavo Alvarez.

    Plástico, Tampas - Mercado incorpora leveza aos novos sistemas de fechamento

    Sistema antissabotagem é indicado para embalagens de bebidas

    Um desenvolvimento recente da equipe brasileira da America Tampas se volta ao mercado de inseticidas (com as linhas SBP e Mortein). De acordo com Alvarez, a economia também se faz presente, pois um único sistema de fechamento foi utilizado nos dois produtos da marca – além disso, são 25% mais leves que as tampas antigas.

    Outra inovação da companhia é a tampa Picasso. Produzida na Europa, ela é flip-top, feita de PP transparente e conta com abertura em 180º, com sistema integral que evidencia o rompimento do lacre. “Uma vez aberta, a banda cai e fica retida na base da tampa”, explica Alvarez. A Picasso pode ser produzida com ou sem uma válvula de silicone. A válvula, quando utilizada, permite que a garrafa possa ser virada de cabeça para baixo sem que haja vazamento. Essa tampa, escolhida pela Nestlé para uso em suas marcas de água na Europa, representa um lançamento da Astra Plastique, empresa do grupo GCS, e parceira tecnológica da America.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *