Plástico

Tampas – Demanda aquecida incentiva renovação do setor

Renata Pachione
11 de fevereiro de 2012
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    A onda das multinacionais que aportaram no país respingou entre os fabricantes de tampas plásticas. A época não poderia ser mais propícia. O mercado está em franco crescimento. A atividade econômica do país está em expansão. Quando há um aquecimento, eleva-se o consumo e, por consequência, a demanda por embalagens e tampas vai na mesma toada.

    A Védat Tampas Herméticas, empresa brasileira líder na fabricação de tampas e acessórios para a indústria farmacêutica, foi adquirida em março do ano passado pela alemã Gerresheimer, mas só agora dá por concluída a

    Plástico, Paulo de Castro Reis, responsável pelo marketing e relações institucionais, Demanda aquecida incentiva renovação do setor

    Reis: empresa alemã mantém linha de indústria nacional

    transição, ou seja, já se sente apta para começar a colher os louros de ter na retaguarda uma das maiores companhias do mercado mundial de embalagens para a indústria farmacêutica.

    Em cifras, o investimento da Gerresheimer reflete a intenção de duplicar as vendas da alemã em países emergentes, passando a registrar faturamento de 200 milhões de euros até o próximo ano. A saber: em 2010, a Védat gerou receita de 106 milhões de reais.

    Aqui no Brasil o portfólio inclui tampas plásticas, frascos PET e outros acessórios plásticos para a indústria farmacêutica, porém também atende o segmento de bebidas não alcoólicas – bagagem trazida da Védat. “A Gerresheimer é 100% farmacêutica, mas considerou interessante manter esse nicho aqui na América do Sul”, alega Paulo de Castro Reis, responsável pelo marketing e relações institucionais da empresa. A linha de produtos engloba tampas de vários tamanhos e modelos, com destaque para as invioláveis e os tipos “child proof” (CRC). Produzidas com PP elas prometem segurança e confiabilidade às embalagens farmacêuticas.

    O mercado farmacêutico atrai por seu volume. A Diamond, empresa de apoio estratégico de negócios, fez um estudo desse setor em âmbito global e diagnosticou que no final de 2010 essa indústria representava entre 950 e 1.300 milhão de unidades.

    Novas frentes– Ao constatar a abertura do mercado para novos investimentos, a Mirvi Brasil, empresa criada em 1999, e detentora da liderança no segmento de óleo comestível, no ano passado, decidiu desbravar o concorrido e gigantesco setor de bebidas. A empreitada começou de forma tímida, em 2009, com um projeto de tampas especiais para sucos, leites e chás, e dois anos depois entrou forte nas bebidas, focando inicialmente o mercado de águas. “Agora o céu é o limite, vamos ampliar cada vez mais o portfólio”, anuncia o gerente de vendas Marcelo Adell. Instalada em Cabreúva-SP, a fábrica tem capacidade produtiva para cerca de 400 milhões de tampas por mês e opera com a tecnologia de sua matriz, a espanhola Betapack. “Dobramos nossa capacidade produtiva, apostando nesse mercado

    Plástico, Demanda aquecida incentiva renovação do setor

    Companhia investe em peças para o mercado farmacêutico

    novo”, declara.

    Segundo Adell estima, o mercado nacional de óleo comestível consome algo em torno de 2,5 bilhões de unidades/ano, enquanto o de bebidas chega a 15 bilhões de unidades/ano. “Esse volume justifica nossa entrada no mercado de água”, comenta.

    Com o foco no mercado de tampas para tubos laminados para a indústria de higiene pessoal (no caso, os cremes dentais), a Quattro Industrial, localizada em Barueri-SP, entrou no mercado de tampas plásticas em 1987 e durante muito tempo se limitou a esse segmento (com modelos tradicionais e cilíndricos, que permitem que o tubo fique de cabeça para baixo em pé).

    Recentemente, ao perceber a abertura do setor para atuar em novas frentes, expandiu seus negócios para as tampas destinadas a tubos extrudados. “O mercado de creme dental está crescendo”, comenta o diretor Vlamir Gorgati. Especula-se que um novo player aportará no país. Com capacidade produtiva para transformar 120 toneladas de resinas ao mês, a empresa fabrica a tampa (PP) e os ombros da embalagem (PE). O mercado nacional de creme dental está estimado em 140 milhões de unidades/mês.

    Os investimentos no mercado de sistemas de fechamento também vêm de empresas que tradicionalmente atuam em outras áreas. A Videolar anunciou em meados do ano passado o início da produção em larga escala de tampas para garrafas plásticas. Essa decisão refletiu a intenção de expandir sua atuação no setor de transformação de plásticos, no qual tem destaque como fabricante de estojos para CD e DVD. A empresa abastece o comércio de atacado e varejo com 10 milhões de peças por mês, o equivalente a 70% do mercado nacional. Com o aporte de R$ 12 milhões, a empresa criou um portfólio de tampas com formatos



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