Embalagens

Tampas – Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

Alberto Z. Lopes e Simone Ferro
28 de setembro de 2007
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    Testes realizados pela Alcoa mostram que, do envase ao ponto-de-venda, passando pelo estoque e transporte, as garrafas de refrigerante são expostas a variações de 4ºC a 60ºC. “Tais mudanças provocam reações adversas nas garrafas e tampas. As alterações vão desde a dilatação e retração dos materiais até deformações do gargalo, gerando problemas na selagem e, conseqüentemente, perda de carbonatação e até mesmo vazamento do produto.

    Plástico Moderno, Rodolfo Haenni, coordenador de marketing da Alcoa CSI, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

    Haenni assegura menor custo com tampa de altura reduzida

    A XT apresenta um sistema duplo de anéis localizados no fundo da tampa, junto do vedante que agarra o gargalo por dentro e por fora. “Dessa forma, a tampa acompanha os movimentos de contração e dilatação do gargalo, evitando a perda de carbonatação ou o vazamento do refrigerante”, explica Haenni.

    Oportunidade – Toda carência de mercado corresponde a uma oportunidade. Por isso, empresas que nunca atuaram no segmento de tampas estão se lançando no ramo para suprir as necessidades existentes. Esse é o caso da Massucato Indústria e Comércio, que atuava exclusivamente no segmento de injetados para a indústria alimentícia, produzindo copos para requeijão e potes para sorvetes.

    A empresa desenvolveu a tampa garra, cuja patente é propriedade do executivo Antonio José Teixeira Rede. Trata-se de uma tampa que conjuga polipropileno (PP) e aço. Além de garantir mais qualidade no envase dos produtos, a tampa, segundo o fabricante, facilita a abertura da embalagem pelo consumidor, na grande maioria das vezes, donas de casa, que nem sempre dispõem de força física suficiente para abrir os vidros de conservas.

    O diretor da Massucato, José Carlos Massucato, conta que o desenvolvimento da tampa garra tinha em vista inicialmente o mercado de palmitos. Porém, acredita que as vantagens oferecidas pelo produto vão atrair novas aplicações no envase de diversos tipos de alimentos em conserva.

    Tradicionalmente, o processo de envase do palmito ocorre a quente. Os toletes são cozidos em solução salina no próprio pote, fechado com a tampa de aço. O cozimento, a 100ºC, dura uma hora. Embora a tampa metálica atenda a todas as exigências para um bom fechamento, tem suas limitações do ponto de vista industrial. A maior delas é não permitir a formação do vent, ou seja, a saída completa do oxigênio.

    Plástico Moderno, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

    As tampas XT embutem sistema duplo de anéis

    Outro problema refere-se à oxidação na região da garra. No fechamento, o atrito da tampa com o vidro retira o verniz da rosca que, sem essa proteção, se oxida por conta do cozimento na salmoura.

    Conjugados, ambos os fatores contribuem para a redução do prazo de validade do palmito. Além disso, por ser composta por uma peça, a tampa de metal é totalmente travada pelo vácuo, o que torna sua abertura um verdadeiro suplício. Conforme o fabricante, o uso de PP na tampa garra soluciona todos esses problemas.

    Além de impedir que a água salgada atinja a rosca metálica, permite maior saída do oxigênio, aumentando o vácuo no interior do pote e, conseqüentemente, prolongando o prazo para consumo do produto.

    A tampa mista também facilita a abertura do pote, sem que haja a necessidade de forçá-la, pois conta com um mecanismo interno. O pulo do gato está na presença de um anel instalado num dos passos que formam a rosca.

    “Esse anel atua como uma alavanca que força a saída da tampa metálica, liberando o vácuo interno e facilitando a abertura do pote.” Com isso, o componente não deforma, agüentando um vácuo maior, além de não enferrujar, possibilitando a reutilização do vasilhame. Um benefício que, sem dúvida, será muito bem explorado nas campanhas publicitárias.
    O desenvolvimento da tampa garra foi fruto da parceria entre a Massucato e a Suzano Petroquímica, responsável pela produção de polipropileno especial com resistência à temperatura de 121oC. A capacidade de produção da Massucato já alcança 3 milhões de tampas plásticas por mês. A intenção das empresas parceiras é atingir a produção de 20 milhões de tampas em seis meses, valor que pode aumentar de acordo com a necessidade de mercado.

    Plástico Moderno, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

    Desenvolvimento para o mercado de palmito une polipropileno e aço

    O gerente de marketing da Suzano Petroquímica, Sinclair Fittipaldi, afirma tratar-se de um mercado com potencial de cerca de 360 toneladas de polipropileno por ano. “A Suzano tem o objetivo de se aproximar cada vez mais do consumidor final com soluções inovadoras e facilitadoras do dia-a-dia”, diz.

    Plástico Moderno, Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Suzano Petroquímica, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

    Fittipaldi: novas soluções propõem facilitar o dia-a-dia

    A Massucato fechou um contrato com uma empresa sediada na capital paraense que irá absorver a produção inicial de 3 milhões de tampas plásticas. A nova tampa oferece opção de cores no painel plástico, além de decoração por litografia na parte metálica, onde pode ser gravada a marca do fabricante de conservas ou outras informações.

    A produção inicial será nos diâmetros de 74 mm e 63 mm. Posteriormente, a Massucato aumentará o leque de opções com diâmetros de 38 mm, 58 mm e 85 mm. A Tampa Rosaca Massu 74 rendeu às companhias o prêmio Abre de Design & Embalagem 2007, no dia 29 de agosto.

    Agroquímicos – A demanda de embalagens agrícolas e químicas também aumentou nos últimos anos, ampliando o mercado de tampas invioláveis. A Unipac está entre as empresas que apostam nesse mercado. De acordo com Ribeiro, a área de embalagens agrícolas já representa 40% dos negócios da empresa.
    Recentemente, a Unipac lançou as tampas com 63 mm e 45 mm de diâmetro. “São autolacráveis e aumentam a proteção contra abertura involuntária, violação ou vazamentos, além de oferecer maior segurança e conforto ao usuá­rio”, afirma Ribeiro.

    Injetadas em polipropileno (PP), possuem lacre alinhado ao anel que, unido por pontos de ligação com inclusão do sistema de arraste, proporciona abertura mais fácil e
    manual. “Suporta o torque elevado de fechamento, mesmo em rosqueadeiras automáticas.”



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    2 Comentários


    1. Bruno Lucena

      Gostaria de receber a revista de plásticos.


    2. marivaldo m nascimento

      Os artigos são ótimos e esclarecedores , informação fácil e de qualidade. Estou estudando entrar no mercado e considero super importante acompanhar toda a movimentação do mercado.



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