Embalagens

Tampas – Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

Alberto Z. Lopes e Simone Ferro
28 de setembro de 2007
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    Plástico Moderno, César Giannini, diretor-comercial da Plasmotec, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

    Giannini aposta na diferenciação para ampliar mercado

    Inovação – Em busca da diferenciação, a Plasmotec criou um departamento de desenvolvimento de projetos, há cerca de um ano. A iniciativa visou à ampliação dos serviços prestados aos clientes, redução de custos produtivos e consumo de material e preenchimento de uma lacuna do segmento de transformação de plásticos.
    Geralmente, as indústrias usuárias de embalagens contratam os serviços de um escritório de design quando necessitam de solução específica para o envase de seus produtos. Depois, o projeto é repassado ao transformador responsável pela produção dos frascos e tampas. “Decidimos encurtar esse caminho para o cliente, sem cobrar nada a mais por isso”, conta o diretor-comercial da Plasmotec, César Giannini.

    Ao longo desse período, o novo departamento concebeu quatro projetos, sendo dois de tampas, cujas patentes já foram requeridas. De acordo com Giannini, o custo de cada desenvolvimento equivale a 1% do faturamento da empresa, mas é um investimento que vale a pena.  “Trata-se de um trabalho lento, de semeadura, mas também o melhor caminho para a diferenciação”, defende.

    As novidades da Plasmotec são duas tampas giratórias, já patenteadas, que pretendem substituir os modelos flip-top e disk-top (usados em frascos de xampus, sabonetes líquidos, cremes hidratantes, entre outros) e a tampa para embalagem de talco em peça única.

    Na opinião de Giannini, as tampas flip-top e disk-top têm vários inconvenientes, a começar pelo alto custo dos moldes. Outra questão relevante se refere ao custo operacional de mão-de-obra ou de automação da linha para o fechamento da tampa ou montagem do modelo disk-top.

    O atendimento à essa exigência acarreta um custo operacional maior, que se reflete no preço final do produto. Além disso, essas tampas têm outras limitações, como a quebra na dobra, acúmulo do conteúdo em seu entorno e vazamento do produto.
    O modelo desenvolvido como alternativa ao flip-top possui abertura lateral (janela) próxima ao topo. Não exige desrosqueamento completo. “Meia volta é suficiente para liberar o conteúdo do frasco.” Tem forma cilíndrica provida de rosca de múltiplas entradas (duas ou três) e de um anel de retenção que assegura a completa vedação do frasco. Além de vedar, o anel evita o escoamento do conteúdo para a área da rosca e atua como limitador do curso da tampa, impedindo que esta saia ao se abrir a embalagem.

    A tampa pode apresentar quaisquer formatos e configurações externas e atende a todos os modelos de frascos, desde que respeitado o desenho do gargalo necessário ao seu funcionamento. A janela também pode ter formatos diferentes, como estrela, coração, círculo, oval e letras. O modelo flip-top não permite esse diferencial, em virtude do fechamento tipo pino/furo. O custo para fazer esse par em outros formatos seria muito alto, além do risco de vazamento aumentar.
    Normalmente, o sistema de fechamento para embalagens de talco é composto de um conjunto com duas partes: o crivo e a tampa. O produto desenvolvido pela Plasmotec se resume a peça única. O crivo fica na periferia da tampa que, ao ser desrosqueada, libera a saída do conteúdo. A superfície da tampa tem inclinação que casa com a inclinação do gargalo, vedando completamente a saída. Um dente circular interno impede que a tampa saia do frasco quando aberta.
    Ambos os desenvolvimentos têm custo de produção 50% menor em relação aos modelos flip-top ou disk-top, pois são confeccionados com apenas um molde de configuração simplificada. Além disso, são mais leves.

    Giannini reconhece o declínio do mercado de talco, porém estima que ainda há um bom fôlego. “Existe uma demanda de 3 milhões de tampas mês”, revela. O diretor-comercial da Plasmotec concorda que o segmento de tampas se transformou num mercado de commodities. “A concorrência é grande e a oferta de novidades, pequena. Todos fazem praticamente os mesmos produtos com pequenas alterações, insuficientes para serem consideradas um diferencial de fato.”

    Mais leves – A redução do peso das tampas e embalagens e, conseqüentemente, do consumo de resinas plásticas e de energia elétrica tornou-se meta para muitos transformadores, objetivando tanto a diminuição dos custos como também a evolução sustentável.

    Atenta a essa realidade, a Alcoa Closure Systems International (CSI) lançou as tampas Xtra-Lok mini, em fevereiro deste ano. Trata-se das primeiras tampas de altura reduzida aplicáveis a embalagens PET para 2,5 litros.
    O uso dessa tampa implica a redução da altura do gargalo dos 21 mm tradicionais para 16 mm. “Conseqüentemente, o peso do gargalo também diminui de 5,04 g para 3,66 g, gerando economia de 27% do material utilizado no gargalo da garrafa”, informa o coordenador de marketing da Alcoa CSI, Rodolfo Haenni.

    Externamente, a peça apresenta diferença em relação à tradicional. O número de estrias caiu de 120 para 24. Elas são mais grossas e espaçadas, lembrando vagamente as clássicas tampas metálicas dos refrigerantes. O desenho interno não foi alterado. A rosca tem a mesma inclinação e o mesmo passo, demandando adaptações mínimas por parte dos engarrafadores. “A decisão de manter o mesmo perfil utilizado nas tampas tradicionais tem uma razão muito simples: facilitar a conversão e minimizar os custos para a indústria de refrigerantes”, explica Haenni.
    No final do ano passado, a Alcoa lançou a tampa XT, cujo diferencial é a redução dos efeitos que as bruscas mudanças de temperatura causam na embalagem PET.



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    2 Comentários


    1. Bruno Lucena

      Gostaria de receber a revista de plásticos.


    2. marivaldo m nascimento

      Os artigos são ótimos e esclarecedores , informação fácil e de qualidade. Estou estudando entrar no mercado e considero super importante acompanhar toda a movimentação do mercado.



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