Tampas – Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado

A forte concorrência e a constante busca pela redução de custos transformaram o segmento de tampas plásticas num mercado de commodities. Com preços marginais, os tradicionais lacres do tipo flip-top, disk-top e outros têm concorrentes mais eficientes, modernos e de maior valor agregado. Basta, no entanto, aumentar a demanda e consolidar as aplicações dos desenvolvimentos, alguns já muito utilizados em outros países.

Na avaliação de Graham Wallis, diretor da Datamark, empresa de consultoria especializada na indústria de bens de consumo e embalagens, o mercado carece de novidades. Segundo ele, nos últimos anos, o foco da indústria consumidora de embalagens tem se voltado para a redução de custos, o que inibe os fabricantes de tampas a investir em novas soluções.

Um exemplo típico é o das tampas child proof (à prova de crianças), que dificultam a abertura e aumentam a segurança dos frascos, e cuja demanda interna é inexpressiva se comparada a países da Europa. Para Wallis, uma conjunção de fatores explica o pífio desempenho desses lacres, tais como o preço elevado e a falta de mobilização do governo e do consumidor final no sentido de exigir a sua adoção em produtos farmacêuticos e de limpeza.

Apesar das dificuldades relativas à baixa demanda de itens especiais e à forte concorrência, tradicionais fabricantes do setor apostam em novidades para aumentar a participação de mercado, melhorar a rentabilidade, comprometida pelo baixo custo das tampas standard, e oferecer alternativas mais eficientes, modernas, práticas e, muitas vezes, mais econômicas. Outra preocupação se refere à inviolabilidade e segurança das embalagens, principalmente de produtos farmacêuticos, químicos, agroquímicos e de limpeza.

Experiências de sucesso foram registradas por empresas do setor. A Plasmotec, de São Paulo, criou um departamento de desenvolvimento de projetos responsável pela patente de duas tampas giratórias, entre outros itens. A Massucato, de Campinas-SP, ingressou no mercado de tampas com o objetivo de suprir uma carência do mercado de produtos alimentícios em conserva. A Unipac, de Pompéia-SP, focou o último lançamento no mercado de produtos químicos e agroquímicos ao registrar a evolução da demanda e a carência do setor por itens de melhor desempenho. Há novidades também no mercado de refrigerantes. A Álter Embalagens, de Embu-SP, divisão de tampas para água mineral e refrigerantes do grupo Védat, desenvolveu a tampa de rosca K.27, com sistema de trava inviolável, destinada às garrafas de PET. O produto pretende eliminar a pequena rotação das tampas convencionais que, mesmo sem romper o lacre, pode liberar o gás da bebida. De acordo com o fabricante, um sistema de lombadas próximo à borda evita a folga na tampa. A K.27 possui 27 milímetros de diâmetro, seguindo a tendência de gargalos menores para as garrafas de PET. Sistema de rosca diferenciado, de duas entradas, facilita a abertura. A tampa é moldada em PP com vedante de EVA. A Álter anunciou ainda a entrada no mercado de pré-formas de PET para garrafas standard de 2 litros e de 600 ml e também para garrafas de 2 l com gargalos de 28 e 27 mm.

Mercado – Dados divulgados pela Datamark mostram que a produção de 2005 se equiparou à do ano anterior, quando foram produzidas no total 21,3 bilhões de unidades. A análise dos números referentes a 2006 ainda não está concluída, e Wallis julga prematuro arriscar qualquer previsão.

Os segmentos que vêm apresentando melhor desempenho são: o de tampas dosadoras para embalagens de óleo comestível, que nos últimos anos cravou avanço de 80%; e o de tampas utilizadas em refrigerantes e água mineral, que registrou alta entre 4% e 5%. “O motivo, no caso das bebidas, foi o crescimento no volume consumido. Já em relação ao óleo comestível, a razão reside na adoção da embalagem PET para acondicionar o produto”, explica Wallis.

O diretor de negócios da Unipac, de Pompéia-SP, Marcos Antonio Ribeiro, analisa a situação de maneira diferente. De acordo com ele, a constante busca pela redução de custos e a forte concorrência do setor de tampas fomenta a pesquisa e o desenvolvimento de produtos de alto desempenho e com melhor custo/benefício. “Priorizamos a excelência no desempenho e na qualidade dos produtos, assim como nos serviços oferecidos.”

Ribeiro ressalta, ainda, que o mercado brasileiro de tampas plásticas possui características peculiares e sempre demanda novidades. “Por esse motivo, apostamos na diversificação que o uso das tampas possibilita, principalmente no que diz respeito a itens com grande valor agregado.”

As expectativas para o segundo semestre e início do próximo ano são positivas, de acordo com Ribeiro. Dentre os mercados com grande potencial, cita o de produtos químicos e agroquímicos. Além de criar produtos próprios com a marca Unipac, a equipe de engenheiros desenvolve projetos para terceiros.
Dentro desse contexto, Ribeiro ressalta a capacidade de desenvolver, transformar e testar as peças, sugerindo opções de processo, material, peso, geometria e a melhor relação entre custo e benefício. “Tais ações geram um conjunto completo de soluções e atendem o cliente em sua totalidade.” A Unipac integra o grupo Jacto, formado por empresas com atuação nos ramos agrícola, de transportes, equipamentos para limpeza (alta pressão), ferramentaria e meio ambiente.

Plástico Moderno, César Giannini, diretor-comercial da Plasmotec, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado
Giannini aposta na diferenciação para ampliar mercado

Inovação – Em busca da diferenciação, a Plasmotec criou um departamento de desenvolvimento de projetos, há cerca de um ano. A iniciativa visou à ampliação dos serviços prestados aos clientes, redução de custos produtivos e consumo de material e preenchimento de uma lacuna do segmento de transformação de plásticos.
Geralmente, as indústrias usuárias de embalagens contratam os serviços de um escritório de design quando necessitam de solução específica para o envase de seus produtos. Depois, o projeto é repassado ao transformador responsável pela produção dos frascos e tampas. “Decidimos encurtar esse caminho para o cliente, sem cobrar nada a mais por isso”, conta o diretor-comercial da Plasmotec, César Giannini.

Ao longo desse período, o novo departamento concebeu quatro projetos, sendo dois de tampas, cujas patentes já foram requeridas. De acordo com Giannini, o custo de cada desenvolvimento equivale a 1% do faturamento da empresa, mas é um investimento que vale a pena.  “Trata-se de um trabalho lento, de semeadura, mas também o melhor caminho para a diferenciação”, defende.

As novidades da Plasmotec são duas tampas giratórias, já patenteadas, que pretendem substituir os modelos flip-top e disk-top (usados em frascos de xampus, sabonetes líquidos, cremes hidratantes, entre outros) e a tampa para embalagem de talco em peça única.

Na opinião de Giannini, as tampas flip-top e disk-top têm vários inconvenientes, a começar pelo alto custo dos moldes. Outra questão relevante se refere ao custo operacional de mão-de-obra ou de automação da linha para o fechamento da tampa ou montagem do modelo disk-top.

O atendimento à essa exigência acarreta um custo operacional maior, que se reflete no preço final do produto. Além disso, essas tampas têm outras limitações, como a quebra na dobra, acúmulo do conteúdo em seu entorno e vazamento do produto.
O modelo desenvolvido como alternativa ao flip-top possui abertura lateral (janela) próxima ao topo. Não exige desrosqueamento completo. “Meia volta é suficiente para liberar o conteúdo do frasco.” Tem forma cilíndrica provida de rosca de múltiplas entradas (duas ou três) e de um anel de retenção que assegura a completa vedação do frasco. Além de vedar, o anel evita o escoamento do conteúdo para a área da rosca e atua como limitador do curso da tampa, impedindo que esta saia ao se abrir a embalagem.

A tampa pode apresentar quaisquer formatos e configurações externas e atende a todos os modelos de frascos, desde que respeitado o desenho do gargalo necessário ao seu funcionamento. A janela também pode ter formatos diferentes, como estrela, coração, círculo, oval e letras. O modelo flip-top não permite esse diferencial, em virtude do fechamento tipo pino/furo. O custo para fazer esse par em outros formatos seria muito alto, além do risco de vazamento aumentar.
Normalmente, o sistema de fechamento para embalagens de talco é composto de um conjunto com duas partes: o crivo e a tampa. O produto desenvolvido pela Plasmotec se resume a peça única. O crivo fica na periferia da tampa que, ao ser desrosqueada, libera a saída do conteúdo. A superfície da tampa tem inclinação que casa com a inclinação do gargalo, vedando completamente a saída. Um dente circular interno impede que a tampa saia do frasco quando aberta.
Ambos os desenvolvimentos têm custo de produção 50% menor em relação aos modelos flip-top ou disk-top, pois são confeccionados com apenas um molde de configuração simplificada. Além disso, são mais leves.

Giannini reconhece o declínio do mercado de talco, porém estima que ainda há um bom fôlego. “Existe uma demanda de 3 milhões de tampas mês”, revela. O diretor-comercial da Plasmotec concorda que o segmento de tampas se transformou num mercado de commodities. “A concorrência é grande e a oferta de novidades, pequena. Todos fazem praticamente os mesmos produtos com pequenas alterações, insuficientes para serem consideradas um diferencial de fato.”

Mais leves – A redução do peso das tampas e embalagens e, conseqüentemente, do consumo de resinas plásticas e de energia elétrica tornou-se meta para muitos transformadores, objetivando tanto a diminuição dos custos como também a evolução sustentável.

Atenta a essa realidade, a Alcoa Closure Systems International (CSI) lançou as tampas Xtra-Lok mini, em fevereiro deste ano. Trata-se das primeiras tampas de altura reduzida aplicáveis a embalagens PET para 2,5 litros.
O uso dessa tampa implica a redução da altura do gargalo dos 21 mm tradicionais para 16 mm. “Conseqüentemente, o peso do gargalo também diminui de 5,04 g para 3,66 g, gerando economia de 27% do material utilizado no gargalo da garrafa”, informa o coordenador de marketing da Alcoa CSI, Rodolfo Haenni.

Externamente, a peça apresenta diferença em relação à tradicional. O número de estrias caiu de 120 para 24. Elas são mais grossas e espaçadas, lembrando vagamente as clássicas tampas metálicas dos refrigerantes. O desenho interno não foi alterado. A rosca tem a mesma inclinação e o mesmo passo, demandando adaptações mínimas por parte dos engarrafadores. “A decisão de manter o mesmo perfil utilizado nas tampas tradicionais tem uma razão muito simples: facilitar a conversão e minimizar os custos para a indústria de refrigerantes”, explica Haenni.
No final do ano passado, a Alcoa lançou a tampa XT, cujo diferencial é a redução dos efeitos que as bruscas mudanças de temperatura causam na embalagem PET.

Testes realizados pela Alcoa mostram que, do envase ao ponto-de-venda, passando pelo estoque e transporte, as garrafas de refrigerante são expostas a variações de 4ºC a 60ºC. “Tais mudanças provocam reações adversas nas garrafas e tampas. As alterações vão desde a dilatação e retração dos materiais até deformações do gargalo, gerando problemas na selagem e, conseqüentemente, perda de carbonatação e até mesmo vazamento do produto.

Plástico Moderno, Rodolfo Haenni, coordenador de marketing da Alcoa CSI, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado
Haenni assegura menor custo com tampa de altura reduzida

A XT apresenta um sistema duplo de anéis localizados no fundo da tampa, junto do vedante que agarra o gargalo por dentro e por fora. “Dessa forma, a tampa acompanha os movimentos de contração e dilatação do gargalo, evitando a perda de carbonatação ou o vazamento do refrigerante”, explica Haenni.

Oportunidade – Toda carência de mercado corresponde a uma oportunidade. Por isso, empresas que nunca atuaram no segmento de tampas estão se lançando no ramo para suprir as necessidades existentes. Esse é o caso da Massucato Indústria e Comércio, que atuava exclusivamente no segmento de injetados para a indústria alimentícia, produzindo copos para requeijão e potes para sorvetes.

A empresa desenvolveu a tampa garra, cuja patente é propriedade do executivo Antonio José Teixeira Rede. Trata-se de uma tampa que conjuga polipropileno (PP) e aço. Além de garantir mais qualidade no envase dos produtos, a tampa, segundo o fabricante, facilita a abertura da embalagem pelo consumidor, na grande maioria das vezes, donas de casa, que nem sempre dispõem de força física suficiente para abrir os vidros de conservas.

O diretor da Massucato, José Carlos Massucato, conta que o desenvolvimento da tampa garra tinha em vista inicialmente o mercado de palmitos. Porém, acredita que as vantagens oferecidas pelo produto vão atrair novas aplicações no envase de diversos tipos de alimentos em conserva.

Tradicionalmente, o processo de envase do palmito ocorre a quente. Os toletes são cozidos em solução salina no próprio pote, fechado com a tampa de aço. O cozimento, a 100ºC, dura uma hora. Embora a tampa metálica atenda a todas as exigências para um bom fechamento, tem suas limitações do ponto de vista industrial. A maior delas é não permitir a formação do vent, ou seja, a saída completa do oxigênio.

Plástico Moderno, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado
As tampas XT embutem sistema duplo de anéis

Outro problema refere-se à oxidação na região da garra. No fechamento, o atrito da tampa com o vidro retira o verniz da rosca que, sem essa proteção, se oxida por conta do cozimento na salmoura.

Conjugados, ambos os fatores contribuem para a redução do prazo de validade do palmito. Além disso, por ser composta por uma peça, a tampa de metal é totalmente travada pelo vácuo, o que torna sua abertura um verdadeiro suplício. Conforme o fabricante, o uso de PP na tampa garra soluciona todos esses problemas.

Além de impedir que a água salgada atinja a rosca metálica, permite maior saída do oxigênio, aumentando o vácuo no interior do pote e, conseqüentemente, prolongando o prazo para consumo do produto.

A tampa mista também facilita a abertura do pote, sem que haja a necessidade de forçá-la, pois conta com um mecanismo interno. O pulo do gato está na presença de um anel instalado num dos passos que formam a rosca.

“Esse anel atua como uma alavanca que força a saída da tampa metálica, liberando o vácuo interno e facilitando a abertura do pote.” Com isso, o componente não deforma, agüentando um vácuo maior, além de não enferrujar, possibilitando a reutilização do vasilhame. Um benefício que, sem dúvida, será muito bem explorado nas campanhas publicitárias.
O desenvolvimento da tampa garra foi fruto da parceria entre a Massucato e a Suzano Petroquímica, responsável pela produção de polipropileno especial com resistência à temperatura de 121oC. A capacidade de produção da Massucato já alcança 3 milhões de tampas plásticas por mês. A intenção das empresas parceiras é atingir a produção de 20 milhões de tampas em seis meses, valor que pode aumentar de acordo com a necessidade de mercado.

Plástico Moderno, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado
Desenvolvimento para o mercado de palmito une polipropileno e aço

O gerente de marketing da Suzano Petroquímica, Sinclair Fittipaldi, afirma tratar-se de um mercado com potencial de cerca de 360 toneladas de polipropileno por ano. “A Suzano tem o objetivo de se aproximar cada vez mais do consumidor final com soluções inovadoras e facilitadoras do dia-a-dia”, diz.

Plástico Moderno, Sinclair Fittipaldi, gerente de marketing da Suzano Petroquímica, Tampas - Alta concorrência incita a criação de peças com maior valor agregado
Fittipaldi: novas soluções propõem facilitar o dia-a-dia

A Massucato fechou um contrato com uma empresa sediada na capital paraense que irá absorver a produção inicial de 3 milhões de tampas plásticas. A nova tampa oferece opção de cores no painel plástico, além de decoração por litografia na parte metálica, onde pode ser gravada a marca do fabricante de conservas ou outras informações.

A produção inicial será nos diâmetros de 74 mm e 63 mm. Posteriormente, a Massucato aumentará o leque de opções com diâmetros de 38 mm, 58 mm e 85 mm. A Tampa Rosaca Massu 74 rendeu às companhias o prêmio Abre de Design & Embalagem 2007, no dia 29 de agosto.

Agroquímicos – A demanda de embalagens agrícolas e químicas também aumentou nos últimos anos, ampliando o mercado de tampas invioláveis. A Unipac está entre as empresas que apostam nesse mercado. De acordo com Ribeiro, a área de embalagens agrícolas já representa 40% dos negócios da empresa.
Recentemente, a Unipac lançou as tampas com 63 mm e 45 mm de diâmetro. “São autolacráveis e aumentam a proteção contra abertura involuntária, violação ou vazamentos, além de oferecer maior segurança e conforto ao usuá­rio”, afirma Ribeiro.

Injetadas em polipropileno (PP), possuem lacre alinhado ao anel que, unido por pontos de ligação com inclusão do sistema de arraste, proporciona abertura mais fácil e
manual. “Suporta o torque elevado de fechamento, mesmo em rosqueadeiras automáticas.”

Tais características facilitam o manuseio tanto pelo usuário inicial quanto pelo consumidor final e favorecem o uso em outros segmentos industriais, como na indústria veterinária. “Além de agregar valor às embalagens.” De acordo com o fabricante, a adição de reforço no anel de vedação evita a subida do anel do lacre e impede a violação do produto. Já a inclusão de “pinças” para fixação do selo de alumínio de segurança elimina o uso de cola.

Soluções de design e produção resultaram, ainda, na redução de cerca de 20% do peso da tampa em relação às concorrentes, de acordo com informações do fabricante. “Foram projetadas dentro das normas técnicas vigentes no País e atendem aos requisitos da norma UN, que determina as condições para o armazenamento e transporte marítimo e terrestre de produtos perigosos.”
Conforme Ribeiro, as tampas foram aprovadas nos testes de pressão, compressão, estanqueidade e queda em baixa, sendo homologadas para o transporte terrestre de produtos perigosos em embalagens de 5 litros a 20 litros. Para o processo de homologação, a Unipac contou com a parceria de alguns clientes.

A Unipac fabrica tampas injetadas desde 41 mm até 67 mm de diâmetro, para indústrias químicas, fotoquímicas e alimentícias. A linha de produtos inclui modelos com batoque conjugado, selo de alumínio, com discos de vedação em polietileno expandido (Polexan e Polexafil) e válvula.

A visão estratégica da Unipac está focada no crescimento de novos mercados e nos produtos próprios, especialmente para o segmento de embalagens agrícolas. “No ano passado, tivemos um aumento de produtividade da ordem de 9%, índice que deve se repetir em 2007”, afirma, sem revelar cifras.

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A confiança na retomada do crescimento gerou novos investimentos na expansão da capacidade e na melhoria dos sistemas produtivos. No final de agosto, entrou em operação uma nova fábrica da Massucato, destinada à confecção de tampas metálicas para complementar a produção das tampas garra. Serão quatro linhas de produção com capacidade para 7 milhões de unidades/mês.

No ano passado, a Plasmotec adquiriu seis máquinas injetoras, duas das quais automatizadas por robôs. Recentemente, a Indeplast, de Diadema, adquiriu duas novas máquinas injetoras de alta capacidade. Além disso, a empresa está investindo em logística com a construção de uma unidade para armazenamento de produtos acabados. “Nossa intenção é trabalhar com estoques estratégicos”, revela o diretor de negócios, Rodrigo Gomes da Costa.

Criada há 28 anos, a empresa fabrica embalagens plásticas injetadas e sopradas, rótulos plásticos, lacres termoencolhíveis e diversos tipos de tampas, ocupando a liderança no mercado de corta-gotas para bebidas destiladas. De acordo com Costa, os produtos se destinam às indústrias alimentícias, de cosméticos, bebidas, higiene e limpeza e
farmacêuticas.

Além das tecnologias de sopro, injeção e extrusão, a empresa emprega os processos de serigrafia, dry off-set, flexografia, rotogravura e hot-stamping para a decoração. Entre os produtos, destacam-se as tampas plásticas para as embalagens de achocolatados e para a família de leites em pó e cafés.

A Indeplast é fabricante exclusiva da embalagem do novo Nescafé Ice, café líquido adoçado, pronto para ser adicionado ao leite gelado. Criado pela FutureBrand, o frasco foi idealizado para garantir conveniência para o consumidor e uso total do produto. “Por isso, produzimos um frasco de cabeça para baixo que facilita o escoamento da mistura e evita desperdícios. Seu formato curvilíneo também garante ótima pega, sem o risco de a embalagem escorregar ou ser difícil de segurar durante o uso”, analisa Costa.

Os frascos são confeccionados em polietileno de alta densidade (PEAD)“Vale salientar, ainda, que este projeto marca a entrada da Indeplast no segmento de embalagens plásticas sopradas para o mercado de alimentos, pontuando a disposição da empresa de assumir sempre novos desafios”, finaliza o empresário. Até então as embalagens sopradas da Indeplast atendiam o segmento de higiene e limpeza.
A Sonoco For-Plas também investiu na produção ao adquirir novos equipamentos para a área de injeção nos Estados Unidos, Europa e China. No início deste ano, a planta localizada em Araras-SP foi ampliada em mais 5 mil m2, atingindo o total de 23 mil m2. “Nosso objetivo é ser cada vez mais produtivo e eficiente, e não se pode alcançar essa meta com equipamentos defasados”, afirma a diretora de novos negócios para a América do Sul, Daisy Zakzuki Spaco.

A empresa é fruto da joint venture entre a Sonoco, fundada em 1899, nos Estados Unidos, e a For-Plas que, há trinta anos, atua no segmento de transformação de plásticos. “A União reafirmou o comprometimento do grupo com o mercado brasileiro.” A Sonoco tem 300 bases operacionais em 85 países.

A linha de produtos engloba tampas de vários modelos e dimensões, potes e frascos, latas multifolhadas, sistemas de fechamento e vedação, tubos plásticos com tampa lacre e com dessecante. “Desenvolvemos também projetos especiais.” Exemplo típico é o frasco com tampas interna e externa para envase de café torrado, moído ou em grão. De acordo com o fabricante, o sistema preserva o sabor e aroma do café, pois a geometria interna da tampa é capaz de absorver a pressão dos gases liberados pelo café. Em conjunto com a tampa externa, controla a liberação dos gases quando a embalagem é aberta pelo consumidor.

A Unipac, de Pompéia-SP, investiu cerca de R$ 700 mil na aquisição de novos equipamentos e ampliação do laboratório de testes e ensaios, que passou de 120 m² para 330 m². “Toda a área possui temperatura e umidade do ar controladas”, explica o diretor de negócios, Marcos Antonio Ribeiro.

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2 Comentários

  1. Os artigos são ótimos e esclarecedores , informação fácil e de qualidade. Estou estudando entrar no mercado e considero super importante acompanhar toda a movimentação do mercado.

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