Sustentabilidade: As práticas de consumo e descarte precisam ser adequadas

Coluna Plastivida - Ilegal, Imoral ou Engorda

Já lá atrás, em meados dos anos 70, Roberto e Erasmo Carlos tinham dúvidas muito parecidas com as da sociedade atual:

“…Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer/ Isso ou aquilo não se deve fazer/ Restam meus botões, já não sei mais o que é certo/ E como vou saber o que eu devo fazer?/ Que culpa tenho eu? Me diga amigo meu!/ Será que tudo o que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?…”

Se pudéssemos dar um conselho a essa incrível dupla de compositores, diríamos que o tal “amigo meu” não é a pessoa mais adequada a dar orientações e sim os estudos e pesquisas técnicos e científicos.

Ainda assim, os conhecimentos evoluem, novos dados e comprovações científicos surgem e, com base nisso, mudamos também o nosso comportamento.

Nesse momento de pandemia, isso fica muito evidente. Tudo é novo para o cidadão comum e também para a ciência.

A cada dia, uma nova informação é incorporada ao que sabemos até o momento e, com base nisso, mantemos ou alteramos as nossas ações para permanecermos saudáveis.

Recentemente, mais uma severa crítica aos plásticos foi derrubada.

 

O renomado médico, Dráuzio Varella, escreveu um artigo dizendo que, em julho de 2020, um grupo da Universidade Rutgers, nos Estados Unidos, publicou um estudo com a seguinte conclusão: “as superfícies não estão entre os meios importantes de transmissão”.

O estudo comprovou que, com a progressão da epidemia, surgiram evidências de que a maioria das transmissões ocorria por meio das gotículas expelidas ao falar, tossir ou respirar e que “…embora possível, a transmissão por contato com superfícies não representa um risco significativo”.

Desde o início da pandemia, ficou evidente a utilidade dos plásticos na vida das pessoas e a sua relevância quando o assunto é a saúde, a higiene e a proteção sanitária.

Ainda assim, foi gerada a dúvida sobre a permanência do vírus em sua superfície, que fez com que a sociedade mais uma vez se voltasse para o banimento desse produto.

Justo os plásticos, os materiais mais apropriados para serem higienizados sem se decompor ou perder suas propriedades!

Temos sido enfáticos em mostrar que o problema ambiental não está no plástico, mas nas práticas de consumo e descarte que precisam ser adequadas em prol da sustentabilidade.

A cada possibilidade de diálogo com o poder público, a indústria, o varejo e os consumidores, alertamos que o banimento é maléfico e que não muda comportamentos.

A carência da informação correta, os modismos e a vilanização dos plásticos têm privado a sociedade de se beneficiar totalmente desses produtos no combate à contaminação pelo Covid-19 e outros males.

Mas cabe a nós, que somos parte dessa cadeia produtiva e atuamos baseados na informação técnica, mostrar para o Roberto, o Erasmo e a toda a população que é preciso aprender a identificar o que é achismo e o que é realidade para que se possa ser realmente sustentável.

Miguel Bahiense é graduado em Engª Química (UFRJ), pós-graduado em Comunicação Empresarial (FAAP/SP). Ele é presidente da Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos. - Plastivida ©QD Foto: iStockphoto
Miguel Bahiense da Plastivida
  • Miguel Bahiense é graduado em Engª Química (UFRJ);
  • Pós-graduado em Comunicação Empresarial (FAAP/SP):
  • Presidente da Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos.

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plastivida

PLASTIVIDA – Instituto Socioambiental dos Plásticos

Desde a sua invenção, os plásticos são um avanço para a sociedade.

Mas além das suas funções e vantagens inquestionáveis, estamos aqui para iniciar uma nova fase da relação dos plásticos com a sociedade.

Uma relação mais racional no consumo e mais responsável no descarte; para o nosso bem e o bem do planeta.

Mais informações: http://www.plastivida.org.br/

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