Sopro – Fabricantes investem em equipamentos diferenciados e potencializam suas máquinas

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Sistema foi criado para corte de cabeça perdida

Além dos benefícios da alimentação e dosagem automatizados, dos sistemas de refrigeração e de outros equipamentos, auxiliares em todos os processos transformadores de plástico, o segmento de sopro (assim como a extrusão) merece um capítulo à parte, por requerer alguns periféricos diferenciados. Uma variedade de equipamentos contribui para agilizar e melhorar a indústria do sopro em etapas de rebarbação, de inspeção e controle, entre outras.

O desenvolvimento de projetos especiais para automação de sopradoras, desenhados de acordo com as necessidades específicas do cliente, caracteriza o trabalho da Precision Blow, que nasceu em 1990 como fabricante de moldes e periféricos. Em 1995, a empresa decidiu redirecionar os negócios para dedicar-se exclusivamente aos equipamentos

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Os irmãos Dener e Douglas buscam oferecer soluções aos seus clientes

auxiliares e assim o faz até hoje. “Quando a Precision Blow nasceu, o setor de sopro era praticamente todo manual. Desenvolvemos um projeto de degolador que conquistou o mercado”, relembra animado o diretor-industrial Dener da Rocha. Também o sistema para corte de cabeça perdida neck to neck constitui exclusividade.

Ele e seu irmão, Douglas da Rocha, diretor-comercial, comandam uma empresa diferente. Praticamente inexistem modelos-padrão na Precision Blow. Como começaram, continuam. A proposta deles é levar soluções para seus clientes. O forte dos dois é criar equipamentos que resolvam os problemas e superem as dificuldades do transformador. Eles próprios visitam o cliente, verificam suas dificuldades e, com base nelas, também são eles mesmos que desenvolvem e projetam os equipamentos.

Todos os seus produtos embutem algum diferencial. O testador de microfuros (ou de estanqueidade) tem um princípio de atuação por comparação de leituras de pressão. Funciona assim: o equipamento injeta o ar na peça, estanca, faz a primeira leitura e após um tempo programado faz uma segunda leitura; quando existe um ponto de fuga, a pressão cai e, de acordo com a variação de pressão especificada, averigua se há ou não furo. O sensor que mede a variação de pressão é desenhado e produzido pela Precision Blow. No processo convencional, explicam os diretores, o testador injeta o ar,

Plástico, Testador de microfuros atua por comparação de leituras de pressão
Testador de microfuros atua por comparação de leituras de pressão

estanca, conta um tempo e avalia se houve queda na pressão. Em caso positivo, constata que o frasco contém furo. “O convencional erra se a pressão de alimentação estiver variando: fará a avaliação errada”, pondera Dener.

Outro exemplo de seu trabalho diferenciado consiste em um degolador especial, projetado para uma das maiores fabricantes nacionais de peças sopradas: a Sinimplast. O equipamento criado para o corte de cabeça perdida foi instalado em uma sopradora de alta produção de potes de polipropileno e comporta 5 mil frascos por hora.

A rebarbação de peças volumosas (bombonas, técnicas etc.) dispõe de estampadores exclusivos, com sistema mecânico de movimento de mesa. Um dos últimos projetos da empresa, um modelo de paletizador com operação toda automática, encontra-se em fase final de desenvolvimento e deve ser concluído em breve. O equipamento executa a alimentação do pallet e das bandejas, envolve o filme stretch e ainda alimenta o pallet de madeira. “Melhora a logística e a fábrica ganha muito espaço”, justifica Douglas.

Produção dedicada – Há quinze anos no mercado, a Blufer Tecnoplast, de Blumenau-SC, também é especializada na fabricação de periféricos e sistemas de automatização para o processo de sopro. Sua linha de produtos inclui desde a manipulação e retirada dos frascos da mesa de sopro, rebarbação total, transporte e posicionamento, testes de estanqueidade, esteiras de coleta e transferência de rebarbas para moinhos até o enfardamento dos frascos.

A Blufer investiu ainda em uma linha diferenciada e patenteada. A empresa projetou uma série de equipamentos

Plástico, Sérgio Pintarelli, diretor da Blufer, Sopro - Fabricantes investem em equipamentos diferenciados e potencializam suas máquinas

destinados a automatizar sopradoras antigas, até mesmo com operação completamente manual. Esse sistema permite a automatização de máquinas com sopro por baixo e por cima sem saída lateral. “Muitos pequenos transformadores não têm poder aquisitivo para investir em máquinas novas ou mais automatizadas e precisam reduzir seus custos produtivos. A automatização de sopradoras antigas permite a esse pequeno fabricante obter melhores resultados econômicos, ainda que com equipamentos de baixa tecnologia e recursos técnicos”, diz Sérgio Pintarelli, diretor da Blufer. No entanto, salienta, os clientes desses pequenos transformadores são menos exigentes em termos de qualidade, quando não são eles mesmos os consumidores dos frascos que produzem.

Para máquinas do tipo sopro por baixo, a empresa projetou e patenteou a linha SP-1100 de manipuladores. Sua função é retirar as peças (de qualquer tipo, até de formato irregular, com cabeça perdida ou agulha lateral) do interior do molde, transportá-las para um magazine, onde passará por estágios de resfriamento e rebarbação. O equipamento reduz riscos de acidentes e custos de fabricação, possibilita operações com menor abertura das placas da mesa de sopro, encurta o ciclo produtivo e possibilita o resfriamento fora do molde, evitando perdas por manuseio das peças ainda quentes.

Para máquinas com sopro superior sem saída lateral, a empresa disponibiliza a linha SP-1300, um conjunto coletor/manipulador rebarbador de projeto modular que permite a automatização de sopradoras com mesa simples ou dupla. Ao optar pela sua instalação, o transformador automatiza o processo de manuseio e rebarbação, elimina perdas de peças na rebarbação com faca e também por aderência de rebarbas na queda dos frascos, entre outras vantagens.

O sistema de automação ainda contempla a linha SIT, ou sistema integrado de transferência de peças gêmeas, desenhado para produção por extrusão contínua em sopradoras de mesa simples e de mesa dupla. O conjunto integra dispositivo de coleta e transferência (retirada das peças do contramolde, posicionando-as horizontalmente na esteira de transferência), esteira de transferência e alimentador de peças gêmeas, instalado na saída da esteira posicionadora, permitindo a alimentação compassada das peças para as operações posteriores como corte de cabeça perdida, rebarbação e outros.

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Enfardadeira é um dos destaques do portfólio da Blufer

Outros equipamentos utilizados nessas automatizações, como testadores de microfuros, esteiras para coleta de rebarbas e peças, e cortadoras de cabeças perdidas, são também destinados a sopradoras novas.

O testador de microfuros permite sua instalação em qualquer linha automatizada ou ser operado por alimentação manual. A empresa disponibiliza duas linhas, a TMF, com esteira transportadora com 1,2 m de comprimento e guias laterais ajustáveis para frascos com até 150 mm de diâmetro; e a TMF x2, com esteira transportadora dupla, com 1,5 m de comprimento, e guias laterais ajustáveis para frascos com até 250 ml. Ambas possuem sensores para detecção da posição dos frascos e expulsor automático de peças rejeitadas. Dependendo do volume do frasco, o periférico testa até 14 mil peças por hora.

As esteiras para coleta de rebarbas e peças podem ser planas, com pés que permitem o nivelamento e a regulagem de altura de trabalho; ou plano-inclinadas, dotadas de pés com rodízios para o seu deslocamento, além de regulagem de altura de descarga pela mudança do ângulo da parte inclinada (45º a 60º). A velocidade padrão atinge 6 metros por minuto, mas podem ser fornecidas com velocidade variável.

As esteiras reunidoras têm seu projeto definido de acordo com a aplicação. Podem ser dotadas de desviadores, inversores de alças, posicionadores laterais e outros dispositivos. Contam com acionamento por motorredutores blindados e velocidade controlada por inversor de frequência.

A Blufer ainda destaca as máquinas cortadoras de cabeças perdidas e as enfardadeiras semiautomáticas ou automáticas. O fabricante requisitou patente para suas enfardadeiras, compreendidas por diversos modelos, com vários níveis de automatização no fechamento e fabricação do saco plástico. As cortadoras de cabeças perdidas atendem também frascos soprados com sopro central.

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