Embalagens

Sopro – Clientes querem produzir peças melhores e economizar energia

Jose Paulo Sant Anna
15 de dezembro de 2020
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    Polietileno e polipropileno – Outras duas resinas muito utilizadas na produção de peças sopradas, em especial as embalagens, são o polietileno e o polipropileno. Ronaldo Bollineli Gomes, engenheiro do serviço técnico de desenvolvimento da Braskem, explica que ambas são bastante adequadas para determinadas aplicações. “Nos casos em que competem com o PET, chegam a levar vantagem conforme a aplicação. Várias clientes grandes do setor de cosméticos, que migraram para o PET, agora estão voltando ao polietileno”, afirma.

    Gomes avalia que PP e PE, quando comparados com o PET, apresentam menor permeabilidade e maior resistência aos meios alcalinos, além de consumirem menos energia elétrica na hora de serem transformadas. “O polipropileno é bastante indicado para aplicações translúcidas e que necessitem de envase a quente. O polietileno de alta densidade, por sua vez, apresenta bom desempenho em aplicações que necessitem de baixas temperaturas e nas embalagens certificadas de produtos perigosos”.

    A Braskem tem como norma trabalhar em conjunto com os clientes no desenvolvimento de projetos competitivos. Gomes acredita que os transformadores interessados em atingir esse objetivo precisam seguir algumas recomendações. Uma delas é investir na adoção dos conceitos previstos pela indústria 4.0. “Quanto mais informação a empresa possuir, mais ela economiza tempo e ganha em lucratividade”. São recomendáveis, por exemplo, a adoção de linhas automatizadas e autoajustáveis e o uso de robôs manipuladores. “A produção inteligente pede conexão entre as máquinas, rastreabilidade e análises de dados. Também são recomendados serviços online e os sistemas de monitoramento remoto, entre outros cuidados”.

    Para o especialista, quando possível, uma saída para a redução do peso das peças é utilizar a tecnologia da espumação. “Ela permite redução de peso de 10% a 30% dependendo do design da peça”, explica. A técnica é recomendada para diversas aplicações, casos da produção de peças técnicas, como dutos de ar, ou de brinquedos e até garrafas. “Existem diferentes técnicas para essa solução e podem ser aproveitadas resinas recicladas de peças pós consumo na composição da matéria-prima”.

    A Braskem conta com amplo portfólio das duas resinas, voltado para atender as mais distintas aplicações. Um lançamento recente é a linha Sensia, que tem como principal característica a obtenção de peças com toque “aveludado”. “É uma característica interessante para embalagens de shampoos ou detergentes”. Gomes destaca alguns outros produtos. O HD4507UV é um polietileno de alta densidade e alta massa molar indicado para embalagens industriais. “Ele apresenta ótimo balanço entre resistência ao impacto e química, além de estabilidade aos raios UV”.

    Apropriado para a área de lácteos, a Braskem oferece o polietileno de alta densidade HD7000C. “Ele possui ótima rigidez e boas propriedades organolépticas”. Para o segmento de higiene e limpeza, a recomendação vai para o Rigeo 4950HSM, “polietileno de alta densidade com ótima resistência ao impacto e rigidez”. Outra indicação é o polipropileno Prisma 6410. “É um copolímero randômico de baixa fluidez, com excelente balanço de propriedades mecânicas e elevada transparência para espessuras de parede de até 2,0 mm”.

    Equipamentos – Fornecedores brasileiros de sopradoras também se preocupam em investir nos avanços da tecnologia voltados para atender os desejos pelos clientes. A Pavan Zanetti, fabricante ampla linhas de máquinas de sopro para PET e para outros materiais, é um exemplo. A produção de peças cada vez mais leves é uma preocupação. “Os compradores estão produzindo peças com paredes cada vez mais finas, em especial na área do PET”, explica Newton Zanetti, diretor comercial.

    Outra preocupação se encontra na diminuição de tempo de ciclo de produção. “Na redução de ciclo é onde mais atuamos. Nossas máquinas permitem ciclos muito baixos, inferiores a 2,8 segundos, o que demanda um ótimo projeto elétrico, eletrônico e pneumático”. O desafio de desenvolver projetos que permitam redução do consumo de energia é outra preocupação. “Ele passa pela maior eletrificação do equipamento, com a redução de uso dos sistemas hidráulicos e pneumáticos. Há perdas calóricas quando se transforma energia elétrica em hidráulica ou pneumática e por fim em movimento mecânico”. O diretor comercial informa que nas maquinas PET oferecidas pela Pavan Zanetti não há sistemas hidráulicos e existe o interesse contínuo de eletrificar a máquina ao máximo para reduzir a vazão pneumática.

    Plástico Moderno - Clientes querem produzir peças melhores, mais leves e ainda economizar energia - Sopro ©QD Foto: Divulgação

    Machado: acionamento elétrico permite reduzir tempo de ciclo

    Glauco Machado, gerente de vendas de máquinas para plásticos da Romi, explica que para acompanhar a evolução das matérias-primas, moldes, periféricos e processos produtivos a empresa aprimora continuamente seus modelos, mais recentemente com a utilização de cabeçotes, softwares de monitoramento e controles mais precisos, além de desenvolver soluções especiais para atender as demandas apresentadas pelo mercado. A empresa produz unidades convencionais e também para a transformação do PET.

    “As sopradoras hidráulicas possuem sistemas regenerativos de aproveitamento de energia e, portanto, consumo energético reduzido”, explica. Uma novidade foi o lançamento do modelo Romi C 15D. “Ela tem acionamento totalmente elétrico por servomotores, que permite maiores velocidades, precisão e simultaneidade de movimentos”. Machado explica que aliada ao conceito de mesa dupla, a unidade elétrica garante ganhos de redução de ciclos, aumento de produtividade e redução no consumo de energia.



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