Sopro – Clientes querem produzir peças melhores e economizar energia

Clientes querem produzir peças melhores, mais leves e ainda economizar energia

Plástico Moderno - Clientes querem produzir peças melhores, mais leves e ainda economizar energia - Sopro ©QD Foto: Divulgação
Sopradora Romi CD 15D conta com acionamento totalmente elétrico

 

Não faltam desafios para as empresas ligadas à indústria do sopro. Fornecedores de matérias-primas e de equipamentos se esforçam para atender as demandas dos transformadores. As exigências são muitas e nada simples de serem alcançadas.

Na busca incansável pela redução de custos das linhas de produção, há forte cobrança por melhora da produtividade e economia de energia elétrica, além da constante luta para redução de peso e aumento da qualidade das peças produzidas.

Para atender a demanda, as grandes multinacionais do mundo químico investem milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento e lançam continuamente formulações que permitem a obtenção de produtos mais leves e resistentes.

Os fabricantes de equipamentos se esforçam para lançar máquinas mais ágeis, que trabalhem com menor consumo de energia e produzam grandes volumes de peças com paredes mais finas.

A moldagem por sopro tem o setor de embalagens como grande cliente. Incluem-se entre os compradores os fabricantes de bebidas, produtos de higiene e limpeza, itens de higiene pessoal, produtores de cosméticos e indústria farmacêutica, entre outros.

Para fabricar as embalagens no Brasil se encontram transformadoras globais e empresas nacionais de porte, todas dotadas com elevada tecnologia e capacidade instalada para grandes volumes de produção. Também há vários transformadores de menor porte voltados para outros nichos, como os especialistas em peças técnicas, brinquedos e outros itens.


Plástico Moderno - Clientes querem produzir peças melhores, mais leves e ainda economizar energia - Sopro ©QD Foto: Divulgação
Marçon: PET é o plástico mais reciclado em todo o mundo

PET

No final da década de 80, o PET passou a ganhar mercado entre as embalagens de refrigerantes. De lá para cá a participação da matéria-prima tem sido crescente e hoje ocupa posição de destaque em vários outros nichos de mercado.

De acordo com Auri Marçon, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), nos últimos dez anos a indústria do PET fez investimentos importantes em tecnologia, considerando aí toda a cadeia produtiva, tanto na fabricação de resina virgem, produção de pré-formas e garrafas e também na reciclagem.

“Isso tudo permitiu que o setor de embalagens PET tenha atendido todas as demandas tecnológicas apresentadas, desde a redução de peso e distribuição homogênea de massa, até eliminação de stress, envase a quente, injeção e sopro integrados”.

As fabricantes de resina PET investiram recentemente bilhões de reais no aumento da capacidade produtiva, tanto do ácido tereftálico purificado, o PTA, a matéria-prima essencial para a produção do PET, como na produção de resina virgem.

A produção da resina virgem no país atingiu capacidade produtiva de um milhão de toneladas por ano.

Como parte desse esforço, a Abipet criou um grupo de tecnologia com a participação de empresas reconhecidas mundialmente e líderes em suas áreas, que investem em conhecimento desde a fabricação de resina virgem e sua pós-condensação, até o processo de extrusão e filtração do PET pós-consumo, passando por injeção de pré-formas, sopro e sistemas de secagem com altíssima economia de energia.

O PET responde por 45% do mercado de embalagens de refrigerantes, 26% no de água mineral e 14% entre os óleos comestíveis.

“Em um segundo bloco, podemos citar os produtos de limpeza (detergentes, desinfetantes, água sanitária), sucos e bebidas (sucos concentrados e naturais, chás, isotônicos, leita longa vida, achocolatados, iogurtes etc), cosméticos e produtos de beleza, todos com porcentagem próxima ou inferior a 5%”.

O dirigente diz que hoje os segmentos que aderiram ao PET há menos tempo e apresentam maior potencial de crescimento são os de sucos naturais, produtos matinais, cosméticos e de beleza. A matéria-prima também cresce entre os heavy users, como os fabricantes de produtos de higiene e limpeza.

 

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