Embalagens

Sopro: A busca por competitividade impõe mudanças profundas à produção de embalagens

Rose de Moraes
17 de julho de 2013
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    Operar com proximidade, mas de forma independente, durante todos esses anos, ajudou a minimizar os custos, um aspecto muito importante, principalmente se forem consideradas as reduções de margens enfrentadas por esses empresários, que, segundo Passos, caíram pela metade, no período da última década.

    Diversificada na oferta de soprados, com fornecimentos para os setores de cosméticos, higiene pessoal, limpeza, alimentos, farmacêuticos e automotivos, a empresa foi crescendo ao longo dos anos, promovendo expansões na oferta com novas aquisições industriais, que se iniciaram com a sua própria fundação, ao comprar a unidade de sopro da antiga fábrica da Orniex, em Diadema-SP, seguida pela compra de concorrentes em três diferentes oportunidades. Em 1991, adquiriu a Eletroflex; em 1998, comprou a divisão de sopro da Medabil; e, em 2007, incorporou a Globalpack, com a qual houve identificação com o nome, e passou a assumi-lo para todo o pool de empresas.

    “Hoje, ultrapassando a marca de produção de um bilhão de frascos ao ano, contamos com cerca de cem sopradoras e acabamos de comprar mais oito novos equipamentos de grande porte e dois outros menores para instalar em nossas fábricas”, informou Passos. Ao todo, somam sete empreendimentos dedicados ao sopro, três deles em São Paulo, um em Pernambuco, outro no Ceará, e duas novas fábricas inauguradas recentemente em Minas Gerais e na Bahia.

    Em 2012, a empresa registrou crescimento de 12% em relação a 2011; e a expectativa para este ano é alcançar níveis de crescimento de 15%. Para chegar a tal projeção, o diretor da Globalpack considera que a demanda nos setores de alimentos e cosméticos deverá continuar aquecida, tal qual ocorreu em 2012, devendo somar-se ainda à forte demanda do setor de óleos lubrificantes, que também consome grandes volumes de soprados.

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    Diversificar, a grande receita – Os investimentos da australiana Amcor no Brasil somaram cerca de US$ 35 milhões só nos últimos três anos, entre ampliações de capacidade e introdução de novas tecnologias. O montante tem privilegiado especialmente o mercado de bebidas, mas também os mercados de alimentos e outros diversificados, como higiene pessoal, cosmético, farmacêutico e higiene doméstica, que representam volumes menores, mas que requerem grande variedade de designs, tamanhos e resinas.

    “Nossos clientes buscam diferenciação, embalagens que se destacam nas prateleiras e valorizam seus produtos, e a nossa expertise é justamente oferecer diferenciação, seja em design ou tecnologia”, afirmou Ruben Melara, gerente geral da Amcor Rigid Plastics South America.

    Para atender os vários mercados com ampla diversidade de soprados, a empresa conta com a forte retaguarda de seu centro de pesquisa e desenvolvimento localizado nos Estados Unidos. Berço de todas as tecnologias que serão empregadas na fabricação de embalagens plásticas rígidas, esse centro realiza estudos de design industrial, análises de elementos finitos, testes de shelf-life, impressão de mock-ups em 3D, e ainda fabrica unidades de moldes piloto para a realização de testes rápidos. O centro implementa também estudos e indicações de barreiras de acordo com as características e requisitos dos produtos, e promove testes laboratoriais e em câmaras de ambientes corrosivos, para aceleração de resultados, envolvendo tecnologias patenteadas, além de estudos de barreira para a proteção dos produtos envasados e para tornar os frascos e garrafas mais leves (light weighting), e também visando à produção de soprados com resinas pós-consumo.

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    Com capacidade atual instalada para fabricar 1,5 bilhão de soprados, a Amcor pode atender a todo tipo de demanda dos clientes, seja por produtos standard em grandes quantidades ou produtos específicos em menores volumes. “Entre as nossas instalações próprias, temos plantas em Manaus-AM e em Suape-PE, que produzem pré-formas de PET e, juntas, possuem capacidade instalada para produzir 4 bilhões de pré-formas ao ano”, destacou Melara.

    Em Louveira-SP, a Amcor também possui fábrica de produtos diversificados e em diversos materiais, atendendo, principalmente, os setores de cosméticos, farmacêutico, alimentos e de higiene e limpeza. Na unidade de Jundiaí-SP, a fábrica está voltada para a produção de garrafas PET para bebidas carbonatadas, não carbonatadas, isotônicos, chás, sucos e óleos comestíveis.

    “Nossa unidade de Jundiaí conta com equipamentos especiais e tecnologia Amcor para a produção de embalagens para envase a quente, denominadas Heat Set, que apresentam estabilidade térmica e capacidade para suportar envases à temperatura de aproximadamente 85°C”, explicou Melara.

    A Amcor também opera no Brasil com o sistema in-house, possui duas unidades instaladas em clientes, uma delas em Jundiaí-SP e outra em Goiânia-GO, destinadas à produção de embalagens para bebidas carbonatadas e para alimentos.



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