Embalagens

Sopro: A busca por competitividade impõe mudanças profundas à produção de embalagens

Rose de Moraes
17 de julho de 2013
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    Plástico Moderno, Plastirrico deve soprar 250 milhões de frascos

    Plastirrico deve soprar 250 milhões de frascos

    Terceirizar está em alta – A conduta em prol da verticalização, porém – para alívio dos transformadores –, não é generalizada. Em alguns segmentos, o protocolo é outro. A terceirização das operações do sopro pelo modelo clássico, sem produções in house no cliente, prevalece em vários setores e só ganha vulto com o passar do tempo. Isso denota que grandes corporações dos setores de alimentos, fármacos, cosméticos, higiene, automotivo etc. consideram que ainda vale a pena continuar optando pela terceirização em detrimento de assumir o sopro, entre outras operações, e implementar a verticalização nos negócios.

    Nesse caso, são encontrados muitos exemplos. Um deles é o da Vigor Alimentos, subsidiária do grupo JBS, listado entre as três maiores corporações do setor de alimentos do mundo, que, por algum momento, cogitou internalizar as operações de sopro, mas desistiu da ideia, após uma reavaliação de custo/benefício.

    “O projeto inicial da Vigor estava direcionado para o sopro in house, mas, após uma reavaliação de ganhos, decidiu delegar a operação para a nossa empresa porque enxergou novas oportunidades de expansão na produção de produtos lácteos, entre outros alimentos”, informou Lair Pasetti de Souza, diretor da Plastirrico.

    Plástico Moderno, Souza estima para este ano dobrar o volume de produção

    Souza estima para este ano dobrar o volume de produção

    Outro exemplo lembrado por Souza vem da CNA – Companhia Nacional de Álcool, detentora das marcas Zulu e Coperalcool, que, depois de passar por uma experiência de verticalização total na produção de embalagens sopradas, reconheceu vantagens de custo na terceirização, abriu mão de realizá-las e as delegou a uma empresa especializada em sopro, elegendo também a Plastirrico como sua grande parceira.

    “Conseguimos demonstrar que somos muito mais competitivos e que podíamos oferecer diversas vantagens à empresa, que pode se ater mais à produção, não despendendo esforços e tempo para fabricar embalagens, que é o nosso negócio”, comentou o diretor.

    As prerrogativas do transformador têm alcançado efeitos auspiciosos. No caso da Vigor Alimentos, a Plastirrico conseguiu fechar um contrato de mais cinco anos de operações, atendendo com exclusividade todas as necessidades de sopro e de injeção do cliente. Na CNA, o transformador assumiu as operações de sopro antes verticalizadas. Pertencente ao grupo Grupasso, atuante em várias áreas de negócios (como produção de leite e de sucos), a Plastirrico iniciou sua jornada no setor de fabricação de embalagens sopradas com a verticalização do sopro, fabricando frascos para embalar o leite Xandô, ainda na década de 80, produzido por outra empresa também do grupo. A consolidação da atividade como transformador ocorreria em 2008, quando a empresa destinou investimentos de maior vulto para incrementar a produção na fábrica instalada em São Paulo. Em apenas três anos, a empresa conseguiu aumentar seu faturamento em mais de 130%, alcançando, em 2012, produção de 120 milhões de frascos soprados.

    “Em 2013, esperamos dobrar esse volume, alcançando produção de 250 milhões de frascos e deveremos continuar investindo na otimização dos processos e em aumentos na produção, instalando máquinas ainda mais modernas, e buscando sempre promover novas atualizações”, ensinou Souza.

    Crescer via aquisições – Com fábricas espalhadas por boa parte do país, a Globalpack pratica o lema de ir ao encontro dos clientes, ao instalar empreendimentos próprios e próximos a eles, geograficamente considerando, mas não in house. Dessa forma, a empresa se poupa de sofrer algum tipo de revés que possa prejudicar seu planejamento estratégico de mais longo prazo e suas finanças.

    Atuando no sopro de frascos e artefatos até 20 litros, desde 1984, quando foi fundada com a razão social de Sinimplast, e em processos de sopro convencional (frascos para vários tipos de resinas), injeção-sopro (frascos para desodorantes do tipo roll-on) e injeção-estiramento-sopro (frascos para PET), a empresa no decorrer dos anos não cogitou instalar operações in house por considerar a dependência dos volumes requeridos apenas por um único cliente como um aspecto vulnerável desse sistema.

    “As operações in house propiciam aos clientes reduções de custo de frete, mas depender do volume de um único cliente cria dificuldades ao transformador no sentido de não poder ratear custos”, comentou Cristiano Leal Passos, diretor da Globalpack.



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