Embalagens

17 de julho de 2013

Sopro: A busca por competitividade impõe mudanças profundas à produção de embalagens

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Plástico Moderno, Sopro: A busca por competitividade impõe mudanças profundas à produção de embalagensAs indústrias do sopro se deparam a todo momento com um dilema: evoluir ou evoluir, seja qual for o ritmo da demanda ou do crescimento econômico. Implementar atualizações e inovações tecnológicas, mantendo-se rentável, é preciso reconhecer, não é uma tarefa fácil. Ao contrário, implica estar atento às tendências globais e regionais, manter altos níveis de capital para investimentos em maquinários, processos e tecnologias, incrementar aumentos de produtividade, abrir novas operações mais ajustadas às necessidades dos clientes e tentar rever periodicamente os modelos de gestão adotados para não incorrer em perdas de lucratividade.

    Acompanhar a trajetória de algumas empresas consideradas ícones do sopro no mercado brasileiro pode ajudar outros empresários a refletir sobre o futuro de suas organizações perante novas oportunidades e também sobre possíveis ameaças e riscos. Adentrar nessa direção seria um bom começo para se avaliar os índices de acerto conseguidos em negócios complexos, que envolvem tecnologias e se assentam em alianças entre parceiros, como transformadores e empresas contratantes, cujas relações devem ser sempre preservadas e fortalecidas.

    Para poder praticar custos mais adequados às necessidades de mercado, grandes empresas do setor de bebidas carbonatadas, em sua maior parte do setor de refrigerantes, estão investindo na verticalização do sopro de embalagens PET, em alinhamento com o envase, concentrando e administrando um número maior de operações, em vez de manter contratos com transformadores terceirizados, como era habitual no passado.

    A verticalização na produção das empresas de bebidas não é recente, mas nos últimos quatro anos se acentuou, a ponto de provocar um esvaziamento nas atividades empreendidas pelos transformadores do sopro, ocasionando mudanças no seu perfil de atuação, redirecionamentos de foco e, não raro, colocando todos os transformadores do sopro em estado de alerta.

    “A tendência é forte e não adianta querer ir contra, pois as empresas, especialmente as do setor de refrigerantes, chegaram ao entendimento de que existe maior sinergia entre as operações de sopro e de envase; e, por isso, além de envasar, passaram também a soprar, assumindo integralmente o controle das operações de sopro, motivadas, entre outros fatores, pelas facilidades propiciadas pelas novas tecnologias em máquinas que, praticamente, operam sozinhas”, considerou Fausto Lopes Bernardino Jr., superintendente comercial da Engepack Embalagens.

    Testemunhando a nova conduta deflagrada no mercado do sopro do PET, cuja consequência imediata é abolir as produções in house para implementar a verticalização na produção de embalagens sopradas destinadas a refrigerantes, a Engepack vendeu as linhas de sopro in house para seus clientes, e firmou apenas contratos de fornecimento de pré-formas de PET, sua grande vocação. Agora a empresa se prepara para encarar novos desafios e investimentos na produção.

    Para se ter uma ideia do volume de negócios que foram redirecionados, a Engepack, que chegou a pilotar 18 fábricas de sopro in house espalhadas por vários estados, como São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Ceará, Maranhão, Bahia e Goiás, passou a administrar uma única operação in house, em Maringá-PR, dedicada ao sopro de embalagens para acondicionar óleos comestíveis.

    “Instalamos a primeira operação para a produção de embalagens sopradas in house em 1991, e fabricamos a primeira garrafa PET para a Coca-Cola, ocupando a posição de segundo maior fornecedor de embalagens PET sopradas no mercado brasileiro, atuando em paralelo com a produção de pré-formas desde o ano de nossa fundação, em 1989”, afirmou Bernardino Jr. O superintendente da Engepack, no entanto, fez questão de frisar que não houve nenhum estresse nas negociações, sendo que, para alguns clientes verticalizados, a empresa até hoje é requisitada para prestar serviços de consultoria e suporte técnico.

    “No passado, entendemos que o investimento no sopro tinha de ser nosso, era o início das operações de sopro do PET no país, que partiram do zero, enquanto hoje avaliamos que de 70% a 80% dos volumes de mercado estejam sendo envasados em PET”, lembrou Bernardino Jr.

    Com um gestor atento às novas oportunidades, a Engepack está investindo atualmente no crescimento do mercado do sopro do PET para acondicionar bebidas não carbonatadas, como sucos de frutas, polpas, energéticos, leites etc., ou seja, participando ativamente da oferta de uma soma de produtos diferenciados, que possam ser envasados a quente (envase asséptico), sem o uso de conservantes, mantendo a qualidade, o sabor e um shelf-life prolongado.

    “O envase asséptico de bebidas acondicionadas em embalagens sopradas de PET vem crescendo bastante e nós estamos ampliando nossas instalações em Simões Filho-BA, para fabricar em maior escala pré-formas para envase a quente”, antecipou o superintendente comercial da Engepack.

    Para suportar altas temperaturas (até 90ºC), as pré-formas para envase asséptico, entre outras particularidades, devem contar com o dobro da espessura de parede das pré-formas convencionais, ou seja, enquanto uma pré-forma para o sopro de embalagem de 500 ml de água pesa 12 gramas, uma pré-forma para envase asséptico do mesmo volume de suco pesa 27 gramas.


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