Sopradoras – Setor encolhe e fabricantes de máquinas convencionais apostam no mercado de PET

Convencional – No segmento de sopradoras, a empresa apresentou também a linha Romi JAC Compacta. Um dos destaques foi o modelo Romi 5TD com cabeçote duplo de 240 mm e extrusor de 90 mm para produção de galões de 5 litros de capacidade. “Permite a moldagem com até oito cavidades em cada estação de até 520 mm de largura”, explicou o gerente-comercial de sopradoras para plástico da Romi, Cristiano Cava.

De acordo com Cava, o modelo garante alta velocidade nos movimentos, controlados por meio de uma unidade hidráulica superdimensionada e de fácil acesso. “O controle geral da máquina é feito por meio de um CLP Moog e programador de parison de 128 pontos, resultando em um controle detalhado da peça a ser soprada, garantindo alta qualidade do produto final.”

Plástico Moderno, Newton Zanetti, diretor, Sopradoras - Setor encolhe e fabricantes de máquinas convencionais apostam no mercado de PET
Zanetti também destacou uma sopradora para o mercado de PET

A linha Compacta é composta por quatro modelos de estação simples e mais quatro versões de dupla estação, cujas capacidades volumétricas variam de 3 a 10 litros. Um dos destaques do estande da Pavan Zanetti foi a sopradora para pré-formas de PET, série PZX, equipada com CLP Mitsubishi, sistema pneumático da Festo e válvulas de sopro Norgreen. “Possui alimentador automático de pré-formas e sistema de aquecimento por seções verticais”, afirmou o diretor Newton Zanetti.

De acordo com informações do fabricante, o sistema de fechamento da unidade porta-molde é acionado por cilindro pneumático, com braçagens de cinco pontos. “Garante alta velocidade e grande força de fechamento.” A série é composta por modelos com capacidades variando de 500 ml até 10 litros, e produção de até 4 mil frascos por hora (500 ml), a exemplo do modelo JS 4000, em operação no estande.

Na avaliação de Zanetti, o custo do PET impulsionou a migração de diversos nichos de aplicação para a resina. “Isso ocorre há alguns anos, mas tende a se estabilizar”, avaliou. Segundo ele, a empresa possui mais de 30 máquinas em operação nesse segmento, a maior parte produzindo frascos para o envase de água mineral e produtos de higiene e limpeza. Para complementar a linha, a Pavan Zanetti também fornece injetora de pré-forma, por meio de parceria com um fabricante chinês.

Na Brasilplast, apresentou ainda as sopradoras da linha Bimatic. O modelo BMT 5.6 D/H, com mesa dupla e totalmente automatizada, soprou frasco de 500 ml para lubrificante com visor de nível com polietileno de alta densidade (PEAD). “Alcançou 2.400 frascos/hora, com quatro cavidades em cada estação”, ressaltou Zanetti.

A sopradora BMT 5.6 S/H, com mesa simples, operou com molde de uma cavidade e soprou, por hora, 240 bombonas. A peça com capacidade para 5 litros pesava 150 gramas e foi moldada de PEAD. Representando a linha de combate, com máquinas de automação mais simplificada e custo mais acessível, a Pavan expôs o modelo BMT 3.6 S, produzindo frascos de 500 ml. A peça soprada, também de PEAD, pesou 25 gramas.

Mercado – De acordo com Zanetti, as perspectivas apresentadas pela Brasilplast foram boas, embora o mercado ainda esteja abaixo do esperado. “Os três últimos meses de 2008 foram os piores. Embora existam sinais de recuperação, acho difícil alcançar os resultados do ano passado, quando o mercado registrou crescimento em torno de 5%”, avaliou.

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Fabricante assegura operação ágil e grande força de fechamento

A Pavan Zanetti também viu recuar a participação das exportações. A média passou de 30% da produção para 10%. As importações brasileiras de sopradoras ainda não preocupam. A indústria nacional absorve o maior volume da demanda, estimada entre 220 e 250 unidades/ano. Nas contas de Zanetti, em 2008 esse número não superou as 180 máquinas.

Sem arriscar os números de 2009, os especialistas do setor esperam a retomada das vendas e a gradativa recuperação dos investimentos ao longo do ano. “A crise internacional e a falta de crédito no mercado resultaram numa recuada geral desde outubro do ano passado, mas achamos que já há bons sinais para uma retomada ainda em 2009”, afirmou o sócio-gerente da Kal Internacional, Hans Lüters. A empresa, de Bragança Paulista-SP, representa a norte-americana Jomar no Brasil desde 1997.

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