Máquinas e Equipamentos

Sopradoras – Fabricantes quebram paradigma para garantir competitividade e criam novo cenário para o setor

Renata Pachione
20 de abril de 2009
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    Plástico Moderno, Marcelo Pruaño, gerente-comercial, Sopradoras - Fabricantes quebram paradigma para garantir competitividade e criam novo cenário para o setor

    Pruaño: segmento de embalagens técnicas saiu incólume à crise

    Novo cenário – A concorrência, no entanto, tem um grupo de peso, cada vez mais forte: o dos modelos asiáticos. A Meggaplastico, do grupo Megga, pretende quebrar os paradigmas desse mercado. O seu gerente-comercial, Marcelo Pruaño, quer mostrar que as máquinas devem ser vistas muito além de sua procedência, seja para o bem ou para o mal. Em outras palavras, a intenção é convencer o visitante que o título alemão não implica soberania, necessariamente, nem o contrário seria verdadeiro, no caso dos modelos chineses, por exemplo.

    Pruaño disse que o estigma de que máquinas de origem asiática não são boas caiu por terra há uns dez anos. Em seu portfólio conta com a marca chinesa Invex, nesse caso, por exemplo, ele ressaltou que é tudo produzido com alta qualidade por lá, no entanto, por causa da escala, consegue-se aplicar um preço competitivo no Brasil, apesar dos impostos de importação. Muitos oportunistas, segundo ele, só trazem para o país equipamentos de segunda linha, mais baratos, porém a sobrevivência tem sido de produtos com tecnologia e qualidade. “O cliente busca um preço acessível, mas, sobretudo, tecnologia”, argumentou. Sua aposta é de que há um filtro capaz de selecionar quem está estruturado e apto a atender às exigências da transformação nacional.

    Mas nem só de tecnologia se faz esse tipo de venda. A companhia se propõe também a oferecer financiamento público e assistência técnica profissional. “Não podemos especificar o mercado de acordo com a origem da máquina, mas sim pela necessidade do cliente. Ou seja, não vendo o que a máquina é e sim o que ela faz”, insistiu. A empresa começou no mercado plástico com modelos para a injeção, mas Pruaño está confiante de que a procura maior, na feira, será pelo sopro. Essa previsão tem um porquê: a demanda por sopradoras não sofreu queda, na companhia. Essa área representa 15% das vendas da Meggaplastico e deve continuar assim em 2009.

    A empresa atua em duas frentes: no sopro convencional, com a linha Invex, e no estiramento sopro, com a Chumpower (de Taiwan). “O PET estará forte na Brasilplast, porque é uma grande tendência de mercado”, diagnosticou Pruaño. Por isso, mostrará na feira a série CPSB. Trata-se de uma máquina automática e para altas produções. É capaz de fabricar 6.500 frascos de até 200 ml por hora. A ideia é emplacar o modelo em aplicações nas quais o plástico possa substituir o vidro, como nos setores de higiene pessoal e perfumaria.

    Esses dois segmentos, aliás, não vão muito bem, no momento. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, em 2008, houve retração nos principais mercados consumidores de embalagens em relação ao ano anterior, como o de alimentos, bebidas, produtos de limpeza, cosméticos e perfumaria. Somente a indústria farmacêutica não apresentou redução de faturamento em relação ao ano anterior. No entanto, o cenário inspira confiança. Muitos industriais acreditam na recuperação, sobretudo das áreas de cosméticos e de perfumaria. “Aposto no bom desenvolvimento desses dois setores, já que vivem principalmente de inovações”, comentou Lüters.

    Apesar de a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) não possuir dados específicos sobre a penetração da resina no setor de cosméticos o seu uso é cada vez maior. Outro ponto salutar se refere à reciclabilidade do PET – trata-se do termoplástico mais reciclado no país. No entanto, apesar da importância dessa característica, o fator determinante ainda é o aspecto final da embalagem conferido graças às suas propriedades. Em tempo: a Associação Brasileira de Embalagem (Abre) estima que o mercado de embalagem plástica em 2009 absorverá 461 mil t de PET.

    Na Brasilplast anterior, o avanço do PET em alguns segmentos específicos impulsionou as vendas de injeção-sopro. A Pavan Zanetti trabalha com essa possibilidade, mas ainda acredita no potencial do PEAD, nesses setores. “Sabemos que o PET tem crescido além do previsto, por causa do preço da resina e da utilização crescente do reciclado, e até mesmo por conta da liberação do uso da resina em áreas antes proibidas”, comentou Zanetti.

    A venda de máquinas estrangeiras no país, como já sabido, sofre com os altos custos de importação. No entanto, algumas tecnologias específicas tentam burlar essa dificuldade por causa de sua escassez entre os fabricantes nacionais. Esse é o caso da injeção-sopro clássica, sem estiramento, que ainda ocupa um espaço reduzido no sopro brasileiro. De acordo com Lüters, em países onde há menor concorrência nacional e reduzido custo de importação, existe geralmente uma preferência pela injeção-sopro, até para embalagens que no Brasil são fabricadas utilizando-se sopro convencional.

    Ele creditou essa predileção às características dessa tecnologia, que vêm ao encontro das exigências atuais do transformador, como a fabricação sem rebarbas, a possibilidade do uso de moldes de até 30 cavidades, menores tolerâncias no gargalo, nas paredes e nas dimensões em geral, melhor custo/benefício, sobretudo na produção de frascos menores de 250 ml, e automatização do processo em quase 100%.



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