Máquinas e Equipamentos

Sopradoras – Fabricantes quebram paradigma para garantir competitividade e criam novo cenário para o setor

Renata Pachione
20 de abril de 2009
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    A Romi também aproveitará a visibilidade do maior evento do plástico na região para ratificar que incorporou a tecnologia e toda a estrutura comercial e industrial da J.A.C., desde o ano passado. No entanto, o interesse principal será mesmo fazer negócios, a ponto de o estande ter sido projetado e equipado com vinte salas para esse fim. “A feira terá um papel importante de mostrar a confiança da indústria no mercado e esta precisa investir e provar seu crescimento, tanto para o brasileiro como para o estrangeiro”, atestou o diretor.

    É consenso: ninguém pode prever com precisão quanto a feira irá movimentar. Cada um tem sua própria percepção. Com a experiência de quem participa do evento desde 1997, a Pintarelli Industrial aposta que, até maio, os efeitos da crise mundial estarão amenizados e equacionados. “Na época, a retomada de crescimento estará em andamento e permitirá a realização de bons negócios na feira”, comentou seu diretor. Por conta dessa postura, reservou para o evento o lançamento da máquina Sopratica. Trata-se de uma nova série, complementando as duas linhas já tradicionais: a Stamarq e a Versátile. A escolha se dá por um modelo de pequeno porte, para transformar PP, PEBD e PEAD em embalagens de até 4 litros. “O principal atrativo é sua simplicidade e excelente relação custo/benefício”, ressaltou Pintarelli.

    Plástico Moderno, Hans Lüters, da Kal Internacional, responsável pela representação, no Brasil, Sopradoras - Fabricantes quebram paradigma para garantir competitividade e criam novo cenário para o setor

    Lüters aposta em modelos com mais automatização

    A Jomar, por sua vez, expõe na Brasilplast desde 1993, mas Lüters não está tão confiante como o fabricante nacional. “Não estou esperando grandes novidades no quesito tecnológico”, disse. Apesar de não prever muita inovação na 12ª Brasilplast, para ele, o momento atual exige alguns aprimoramentos dos fabricantes, como a redução de custos e da mão-de-obra aplicada aos processos. “Devemos investir em equipamentos com maior automatização. Tirando somente o ‘s’, podemos mudar a ‘crise no Brasil’ para ‘crie no Brasil’. Devemos preparar o mercado para os negócios nos próximos anos”, afirmou.

    Entre as tendências, ao que tudo indica, a tecnologia coex anunciada no passado ficou no ideário da indústria e não terá força na Brasilplast deste ano. Uma das principais entusiastas do conceito, a fabricante de máquinas de origem alemã Bekum do Brasil, estará de fora desta edição, talvez como prenúncio de que o projeto desse tipo de máquina demande mais tempo para se maturar. A Pintarelli buscou parceiros para desenvolver equipamentos para o mercado de embalagens coextrudadas, no entanto, ainda vê como prematuro sua entrada no segmento. De acordo com Pintarelli, essa tecnologia pode se aproveitar de uma brecha do setor e poderá crescer em participação nos segmentos dos frascos de grandes volumes e peças técnicas, pela facilidade de aproveitamento do material reciclado. Na análise de Seabra, da Romi, apesar de não descartar atuar nesse setor no futuro, a aplicação aparece de uma necessidade e, por enquanto, esta ainda não sustenta investimentos. “A Romi é aberta a todas as possibilidades”, ressaltou.

    Alemã perde o fôlego – A Bekum do Brasil é um caso à parte, neste cenário da indústria nacional do sopro. Ausente desta edição da Brasilplast, a unidade vive um momento muito diferente do das edições anteriores: em 2005, comemorava 30 anos de permanência em território brasileiro e, hoje, amarga a redução da produção local. Em 20 de janeiro deste ano, a empresa dispensou cerca de sessenta funcionários, como resultado de uma reorganização do grupo alemão. Segundo os funcionários da Bekum do Brasil, Rosário Campanela, coordenadora de vendas, e Paulo Viana, engenheiro de vendas, após darem os primeiros passos dentro da nova estrutura, prevê-se comercializar os modelos que mais aceitação tiveram no mercado, como a BA25, além de fomentar as vendas das máquinas alemãs e manter uma área destinada à venda de peças e serviços de assistência técnica. No momento, a unidade encontra-se em recuperação judicial, ou seja, passa por um período de reestruturação. Por outro lado, de acordo com a advogada Anneliese Moritz do escritório Felsberg e Associados, o Sindicado dos Metalúrgicos pleiteia a reintegração dos funcionários e, por enquanto, devido à ação do sindicato, não há previsão de quando voltará a operar normalmente.

    De alguma forma, Zanetti não se surpreenderá com a ausência do estande da Bekum do Brasil, no evento. Ele levantou a hipótese de que novidades quanto à composição das empresas, como fusões e saída de algumas outras do mercado, poderiam acontecer. “Isso ocorrerá em razão da crise e das oportunidades que surgem nessa área”, comentou. Essa nova configuração do setor abre uma lacuna para a Romi, hoje, detentora da terceira posição, entre as maiores do sopro, em vendas de máquinas, atrás da Pavan Zanetti e da própria Bekum do Brasil, subir nesse ranking, mais rápido do que estimava. Desde o começo de 2008, quando essa importante fabricante de injetoras adquiriu a J.A.C., os esforços vieram no sentido de incorporar mais tecnologia às sopradoras e ampliar a participação de mercado. “Vamos chegar a ser os primeiros no sopro”, projetou Seabra, no final de 2008.



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