Máquinas e Equipamentos

Sopradoras – Fabricantes quebram paradigma para garantir competitividade e criam novo cenário para o setor

Renata Pachione
20 de abril de 2009
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    Porém, enquanto a reação do mercado não vem, a Pavan Zanetti faz a sua parte. Nesta edição da Brasilplast estará em um estande de 300 metros quadrados, o maior entre as participações da fabricante em feiras do setor. Além disso, reservou vários modelos para estarem expostos, na tentativa de contemplar as exigências de uma variada gama de visitantes. Eles poderão ver três sopradoras convencionais, para PEAD, da série Bimatic – a BMT 10.0 D/H, de dupla estação de sopro, com cabeçote quádruplo, totalmente automatizada; a BMT 5.6 S/H, uma estação de sopro, para bombonas de 5 litros e também automatizada; e a BMT 3.6S, essa é básica, com uma estação de sopro, para um menor investimento inicial –, além de uma sopradora de pré-forma, e uma injetora, modelo TRX 188. “Vamos demonstrar nossos equipamentos mais modernos e com automatização plena, mas não esqueceremos os clientes tradicionais, que necessitam de custo baixo”, explicou Zanetti.

    Como se destacar – De alguma forma, os fabricantes acreditam que essa turbulência tornou o mercado mais exigente e, portanto, incitou a competitividade. Sendo assim, a Brasilplast passa a figurar ainda como uma oportunidade dos industriais mostrarem melhorias no desempenho dos processos, com mais controle sobre os resultados, sobretudo com a adoção mais intensa da automação. Uma das propostas da Pintarelli Industrial está relacionada a esse último quesito. Em 2007, lançou uma linha de extrusão contínua totalmente automatizada com periféricos fornecidos pela Blufer Tecnoplast. Todas as máquinas sob a batuta da Pintarelli Industrial são projetadas com saída frontal ou lateral orientada; mesa de sopro montada em guias cilíndricas, em cromo duro ou guias lineares; cabeçotes exclusivos no sistema 3.2.1, e acionamento da rosca por motor de alto rendimento e redutor do tipo pendular com acoplamento direto, com variação de velocidade por inversor de frequência e resistências elétricas isoladas. “O grau de automatização é o que tem sido pouco explorado pelos fabricantes nacionais e este é o ponto forte da Pintarelli Industrial”, explicou seu diretor. De Santa Catarina, a Blufer produz periféricos voltados ao processamento de plásticos por sopro há mais de dez anos. Tem como foco desenvolver, fabricar e instalar sistemas completos automatizando todas as operações pós-sopro, da manipulação até a embalagem das peças sopradas.

    Apesar da importância óbvia da tecnologia embutida nos modelos, o mercado investe em quesitos que vão além da máquina. “No sopro não se vende o equipamento e sim os serviços associados”, explicou Zanetti. Para ele, ao contrário do processo de injeção, no qual se comercializa o produto transformado, no caso das sopradoras, o que conta bastante é o estreitamento da relação do fabricante com o cliente. Nesse sentido, a Brasilplast adota outro benefício adicional, pois os contatos com os visitantes os deixam ainda mais próximos. Seabra, da Romi, aliás, disse gostar de andar com os compradores em potencial pela feira e comparar cada processo, apostando no diferencial de sua marca.

    Os fabricantes de sopradoras falam a mesma língua nesse sentido. De acordo com Seabra, o cliente precisa de um parceiro e não somente de um fornecedor. Talvez esse seja um caminho para se desvencilhar dos percalços da economia. “Temos o foco do cliente e não no cliente”, anunciou. Essa proposta se reflete no portfólio da empresa, que mescla o sopro convencional com o de pré-formas de PET. Além disso, a companhia tem uma política de inovação para produtos aplicada em todas as suas linhas. “Os modelos da Romi JAC são 100% automáticos e com alta produtividade, o que permite ao transformador um custo de fabricação cada vez menor para produzir as embalagens”, afirmou Seabra. Não por acaso, um destaque no evento será uma sopradora capaz de contemplar esses quesitos. Trata-se da Compacta 5td, modelo que opera com alta velocidade nos movimentos, controlados por meio de uma unidade hidráulica superdimensionada, um CLP Moog e um programador de parison de 128 pontos que mantêm o controle geral da operação. Trata-se de uma máquina capaz de produzir até mil galões de 5 litros, por hora.

    Plástico Moderno, Newton Zanetti, diretor da Pavan Zanetti, Sopradoras - Fabricantes quebram paradigma para garantir competitividade e criam novo cenário para o setor

    Zanetti: aumentou a demanda de sopradoras para processar PET

    A Pavan Zanetti segue essa tendência de inovação e confirma sua flexibilidade, indo além do tradicional. Quem está acostumado a ver a empresa somente com sopradoras convencionais, terá a possibilidade de conhecer de perto os novos rumos da fabricante. Há dois anos, associou-se à empresa chinesa Aoli Machinery para vender máquinas de dois estágios com estiramento para PET. A parceria, de alguma maneira, também funciona como uma estratégia para a companhia compensar as perdas do sopro convencional perante o mercado de PET, cada vez maiores. As vendas de máquinas para processar o PET representam cerca de 10% da produção da Pavan Zanetti. “Nossa estratégia é a diversificação, já que o setor apresenta hoje essa opção do PET”, disse o diretor. Para ele, a comercialização das máquinas da Aoli tem sido um sucesso, a ponto de ampliar a linha com a nova máquina de pré-formas, para até dois litros, que estará em funcionamento na feira. O modelo JS 4000 produz até 4 mil frascos, por hora, no volume de 500 ml.

    Muitos investimentos, não por acaso, se voltaram para o sopro de PET. A Romi comprou a linha completa de sopradoras para pré-formas de PET da Digmotor Equipamentos Eletromecânicos Digitais. Como esse segmento não era coberto pela empresa, por uma decisão estratégica, foi feito um acordo de cessão de direitos e de transferência de tecnologia. Por isso, quem visitar o estande verá essa nova faceta da Romi, com a Sopradora 230 PET. Para sopro de pré-formas com alta produção de frascos e garrafas, a máquina permite moldes de até duas cavidades de até 3 litros cada e conta com processo 100% automático. Durante a feira, a máquina estará em operação, produzindo garrafas de 1 litro de óleo comestível. Estima-se a fabricação de 2.500 peças por hora. De acordo com o diretor, esse é um primeiro passo no segmento, no caso, mais focado no pequeno envasador. No futuro, aí sim irá concorrer com as máquinas de injeção-sopro. “Por enquanto, vamos só soprar a pré-forma”, anunciou. Em tempo, algumas das principais companhias do ramo de injeção-sopro, como Krones, Nissei ASB e Sidel, não participarão da 12ª Brasilplast.



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