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Sopradoras – Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

Renata Pachione
11 de março de 2012
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    Mercado do sopro– Em 2010 a demanda anual de máquinas de sopro convencional chegou perto de 300 modelos, índice projetado pela Pavan Zanetti, detentora de 80% do setor. Apesar de a estimativa representar os registros de um

    Plástico Moderno, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

    BMT 5.6 D/H foi o modelo mais vendido no ano passado

    ano considerado excelente em vendas, o mercado teve um salto. Há dez anos, o índice oscilava entre 160 e no máximo 180 modelos por ano. Segundo cálculos dos profissionais da área, um volume mais consistente do consumo local giraria em torno de 200 a 250 máquinas/ano.

    Além da evolução em volume, o setor se aprimorou em tecnologia, tornando os processos mais estáveis e com repetibilidade assegurada. As fabricantes buscam elevar sua produção e investem em alto nível de automação. Em resposta a essa demanda, as máquinas, em linhas gerais, contam com controladores do tipo CLP, agora com maior número de entradas e saídas analógicas e digitais, a fim de agregar precisão a comandos de temperatura, peso e velocidade.

    Novos perfis adotados nas roscas do conjunto de extrusão passaram a permitir maior produção horária com consumo energético menor, e o desenvolvimento de moldes melhorou a capacidade de refrigeração das peças, entre outros avanços.

    Não por acaso, uma das apostas da Pavan Zanetti são as máquinas para grandes produções. Nessa categoria, a fabricante conta com a BMT 14.0 D/H, de dupla estação com doze cavidades por mesa, para frascos de 500 ml. O modelo pode soprar até seis mil embalagens de PEAD por hora.

    A série Bimatic sempre reinou na preferência do consumidor da Pavan Zanetti. Já há alguns anos, a procura maior recai nos modelos BMT 10.0D/H, BMT 5.6 D/H (campeã de vendas no ano passado), e BMT 3.6D. São máquinas totalmente automatizadas, voltadas às exigências dos mercados de higiene pessoal e limpeza, setores aquecidos no Brasil por conta, sobretudo, do aumento do poder aquisitivo das classes C e D.

    A fabricante dispõe também das séries HDL com sopro por baixo ou com agulha e cabeça perdida, para frascos de até cinco litros com extrusão contínua, e a série HDL, com sistema de sopro por acumulação de resina, para produção de peças de dez litros até 200 litros. Dentro dessa linha, um destaque recente ficou por conta da HDL 20L. “Foi desenvolvida para atender a um setor com baixo custo de investimento”, diz o diretor Newton Zanetti. Ele se refere ao mercado de embalagens de 20 litros de água mineral. Em 2009, uma regulamentação determinou que o descarte da embalagem fosse obrigatório após três anos de vida útil. De acordo com Zanetti, o pico das vendas se deu em 2010, mas no ano passado e neste a empresa ainda sente os efeitos positivos da norma.

    Na Brasilplast realizada em 2011 a empresa apresentou a nova série HPZ 300, com capacidade para até 50 litros de sopro. O modelo traz sistemas para troca rápida de ferramentas e moldes, saída lateral do produto soprado e cabeçotes de última geração, além de sistemas de segurança da norma NR12. Foram vendidas seis unidades desde o seu lançamento. “Para o porte dessa máquina, o resultado foi excelente”, afirma o diretor.

    A tendência de aumento do consumo das sopradoras de maior porte também fomenta os desenvolvimentos da Pintarelli Industrial. Para essa categoria, a companhia produziu os modelos Versatile 6000 e 8000, dotados de mesa dupla e simples com até sete cavidades. O portfólio dessa fabricante de Blumenau-SC conta com duas linhas de sopradoras: a Versatile e a Sopratica. Essa última, aliás, tem sido a campeã de vendas da empresa. Segundo o diretor Carlos Alberto André Pintarelli, a série é customizada e atende o transformador de pequeno e médio porte. “É destinada ao fabricante de embalagem que deseja um equipamento confiável e prático”, afirma.

    O clima é de otimismo. O início deste ano, de acordo com o diretor, está favorável para a renovação do parque fabril. “Será um ano de muitas vendas”, prevê Pintarelli. A fabricante deve manter um crescimento de 10% ao ano, como vem fazendo em seu passado recente.

    Os índices positivos registrados pela fabricação local de máquinas são efeitos diretos do Finame – Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na Pavan Zanetti, no ano passado, o incentivo respondeu por cerca de 70% dos negócios, e na Pintarelli, o índice alcançou quase a totalidade das vendas. Além dos financiamentos, a favor da indústria nacional estão a proximidade com o cliente, afinal, esse tipo de negócio depende especialmente do serviço agregado à venda. A relação precisa ser de parceria, porque o sopro exige conhecimento técnico e se baseia na confiança estabelecida com o fornecedor da máquina.

    Plástico Moderno,Guilherme Sales Rodrigues, engenheiro,  Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado,

    Rodrigues: segundo semestre de 2011 foi prejudicado pelas crises mundiais

    Por outro lado, entre os importados, os ventos não são tão favoráveis. A divisão Meggaplastico, do grupo Megga, operava com a expectativa de crescer em 2011 perto de 20%, em relação ao ano anterior, mas aumentou suas vendas a uma taxa próxima a 5%. “O segundo semestre foi bastante afetado pelas crises mundiais”, justifica o engenheiro Guilherme Sales Rodrigues. Mas nem por isso há motivos para lamento. No ano passado, boa parte das vendas se deu em relação a soluções completas (conjuntos de sopradora e molde vindos direto da China).

    A empresa atua no sopro desde 2006 e abastece o mercado brasileiro com as sopradoras convencionais da chinesa Invex e as sopradoras para PET da taiwanesa Chumpower. Um dos destaques em vendas é a linha para soprar bombonas da Invex, denominada HC. Com cabeçote por acumulação de sistema Fifo (First in first out), o modelo, segundo Rodrigues, garante ótimo rendimento e qualidade na mistura da massa, além do baixo custo. “O volume de material é controlado pelo próprio CLP”, explica.

    Para o sopro de grande porte, a empresa oferece a linha FT, também da Invex. O modelo produz bombonas de 150 litros até caixas-d’água de 1.500 litros, peças automotivas, dutos de ar e contêineres para as indústrias química e agroquímica. Essa série de sopradoras permite a utilização de cabeçotes de múltiplas camadas, e a sua estrutura construtiva de fechamento montada sobre guias lineares proporciona um rígido e ágil deslocamento. A força de fechamento é aplicada por meio de um sistema hidráulico diretamente na placa de fechamento. “O resultado é uma distribuição homogênea e ideal da força na área da placa de fechamento”, comenta o engenheiro.

    Da linha Chumpower, o carro-chefe é a CS2000. A máquina sopra frascos de 600 ml até dois litros, com duas cavidades. Aliás, para Rodrigues, o mercado de PET, sim, tem vocação para incorporar os modelos elétricos. “Este é um segmento chave para o crescimento da empresa, por isso, temos trabalhado bastante para aumentar as vendas deste tipo de máquina”, conclui.

    PET – Há segmentos em que o sopro convencional domina, como o de grandes volumes (acima de 20 litros), peças técnicas e de formatos diferenciados, isso sem contar aqueles nos quais o PET também tem limitações em relação ao conteúdo a ser embalado, como é o caso dos compostos com halogênios, principalmente cloro, como a água sanitária. Mesmo assim, as vendas de máquinas para o sopro de PET estão aquecidas e impulsionam os fabricantes a investir cada vez mais.

    Os mercados de higiene pessoal, cosméticos, limpeza e fármacos se fortaleceram também por conta do aumento do poder aquisitivo do brasileiro. Além desse incremento do consumo, a resina ainda encontra espaço para avançar na indústria alimentícia. “Vemos um potencial muito grande no segmento de lácteos, principalmente no iogurte”, anuncia Ayrton Irokawa, gerente de vendas da Krones do Brasil.

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    Modelo assegura alta produtividade

    O perfil de compra também mudou nos últimos anos. Os clientes têm buscado linhas completas de produção. Na avaliação da Krones, a maior procura recai na versão blocada (sopro com a enchedora). “O setor de sopro de alta demanda deve ficar cada vez mais verticalizado no cliente final”, comenta Irokawa. Não por acaso, a empresa possui 17 linhas blocadas instaladas no país. O Brasil, aliás, tem confirmado a demanda de máquinas de alta produtividade. A Krones instalou por aqui um de seus maiores modelos, com 36 cavidades para produção de 72 mil garrafas por hora.

    Hoje, as principais exigências da transformação estão aliadas a um bom controle de processo de aquecimento e sopro, e à simplicidade de manutenção da máquina, além da alta produtividade. Para se ter uma ideia, nesse último quesito, há alguns anos o mercado admitia produções de mil garrafas por cavidade/hora. Atualmente, esse índice mais que dobrou. “Alcançamos a velocidade de 2.250 garrafas por hora por cavidade. Este ciclo é o maior que se encontra no mercado”, orgulha-se o gerente.

    A resposta dos fabricantes veio à altura dessas solicitações. Os novos desenvolvimentos têm incorporado melhorias no desempenho dos processos e dos transformados, visando as embalagens leves e resistentes. Vale lembrar que a Krones desenvolveu máquina para produção de garrafa mineral de 500 ml com peso de 12 gramas, uma das peças mais leves do mercado brasileiro.



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    Um Comentário


    1. Acacio Jose Silva Araujo

      Gostaria de obter informações sobre sopradoras para bombonas de 5L, o preço e formas de pagamento.

      Grato,

      Acacio



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