Plástico

Sopradoras – Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

Renata Pachione
11 de março de 2012
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    De qualquer maneira, independentemente do tempo necessário para a maturação das elétricas, a transformação nacional demonstra abertura para adquirir tecnologias de alto valor agregado, como é o caso das máquinas coex. “O discurso da sustentabilidade ganhará mais força e impulsionará o transformador a investir nessa categoria de máquinas”, prevê Andraus. Essa confiança não é à toa. Em 2011, a Multipack Plas comercializou seis sopradoras dotadas desse tipo de tecnologia. Além dessas, outros seis modelos vendidos nesse ano foram projetados para deixarem de ser mono, se o cliente vir a precisar no futuro.

    A procura por máquinas de grande porte também cresceu. No ano passado, o mercado comprou oito modelos Autoblow 1000 da Multipack Plas. A máquina tem 30 toneladas de força de fechamento e 1.100 mm de curso. Pode soprar até 7.800 frascos de 500 ml por hora.

    Sem custo fixo, a companhia opera de forma verticalizada e por isso tem flexibilidade para se sustentar perante as oscilações da indústria nacional. A estratégia tem dado certo: sua capacidade produtiva dobra ano a ano. Só em 2011, foram vendidas 32 máquinas de extrusão contínua. Desde 2005, ano no qual fabricou sua primeira Autoblow, o parque industrial nacional absorveu cem sopradoras da marca.

    A fabricante aposta na diferenciação. Alguns exemplos ficam por conta dos carros operando sobre guias lineares apoiadas em barramento, estrutura tubular monobloco, e do sistema de fechamento inédito e patenteado que combina alavancas contrapostas com colunas de apoio livres nas extremidades.

    Elétrica importada– Apologia às elétricas não falta. Essa tecnologia, aliás, tem sido a principal via de entrada da

    Plástico, Valdemar Salles Filho, diretor da Cochav, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

    Salles Filho aposta em sopradoras para setores como o de peças em degradê (abaixo)

    fabricante italiana Magic no parque industrial nacional. No ano passado, a Cochav, empresa responsável pela sua representação, vendeu no país seis modelos elétricos da Magic. Nem o famigerado custo Brasil ou a impossibilidade de utilizar os financiamentos propostos pelo governo impediram os negócios. “Sinto que existe uma necessidade do mercado nacional”, diz Valdemar Salles Filho, diretor da Cochav.

    Segundo estudo comparativo feito pela Magic, entre um modelo hidráulico e um elétrico da marca, a redução energética chega a 30%, enquanto a diferença de preço entre elas não ultrapassa 10%. “A Magic consegue ser competitiva, porque produz muito”, comenta o diretor. De acordo com ele, ao somar os gastos com a manutenção (praticamente irrisórios), a capacidade de ciclos rápidos e a eficiência da máquina fica fácil justificar a compra.

    As elétricas dessa fabricante italiana compõem a série ME. São máquinas de médio e grande porte, disponíveis em versões variadas, incluindo os modelos para cursos longos. O maior equipamento da linha opera com força de fechamento de 50 toneladas, na produção de frascos de até 30 litros em extrusão contínua. “Ela é a única no mundo desse porte”, orgulha-se o diretor.

    Alguns destaques do projeto são a movimentação linear do carro sobre guias prismáticas, com regulação micrométrica (sistema coberto por patente internacional) e a possibilidade de agregar a tecnologia coex. Os cabeçotes de extrusão foram projetados para soprar até três camadas.

    Plástico Moderno, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

    A Magic, de Monza, Itália, tem a pretensão de se tornar referência no segmento de máquinas elétricas no país. Experiência não falta. A empresa tem 50 anos de existência e comercializa cerca de 80 sopradoras por ano, das quais 30% hidráulicas. No Brasil, essa fabricante tenta absorver a lacuna deixada pela também italiana Techne Technipack do Brasil, que aportou no país em 1999 e chegou a registrar recordes de vendas em 2008. No entanto, a matriz não sobreviveu à crise europeia e parou de fabricar em 2010, para em seguida encerrar suas atividades.

    O portfólio da Magic conta com 70 modelos. Por aqui, a maior procura se dá por máquinas para soprar frascos de 500 ml, 2 litros e 20 litros. A tecnologia embutida é o principal diferencial da marca. Um exemplo fica por conta das sopradoras capazes de produzir peças com a impressão in mold label, uma tecnologia de colocação do rótulo direto no molde através de um dispositivo robótico acoplado na máquina. Os ciclos rápidos também sobressaem. Um frasco de 500 ml (18 gramas) fica pronto em oito segundos, e um de dois litros (64 gramas), 11 segundos. Para bombonas de 20 litros, o ciclo leva 42 segundos.

    Os planos da empresa são de expansão. Salles Filho vislumbra penetrar nos segmentos farmacêutico e cosmético com linhas para soprar peças coex de 30 ml a 100 ml. Para atender às exigências de setores diferenciados, conta com anéis de graduação de cor que conferem ao frasco o efeito degradê. A Cochav também representa a alemã W. Miller, líder mundial em cabeçotes de sopro.



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    Um Comentário


    1. Acacio Jose Silva Araujo

      Gostaria de obter informações sobre sopradoras para bombonas de 5L, o preço e formas de pagamento.

      Grato,

      Acacio



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