Sopradoras – Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

 

Plástico, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

Após uma explosão de consumo entre o final de 2009 e todo o ano seguinte, o mercado de sopradoras convencionais recuou um pouco. Esse retrocesso, no entanto, limitou-se ao volume de vendas, e não respingou na tecnologia embutida

Plástico, Ulisses Fonseca, diretor comercial, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado
Fonseca prevê aumento do consumo de equipamento sem unidade hidráulica

nos novos desenvolvimentos.

Seria precoce e até leviano traçar um diagnóstico de 2012 com base neste primeiro trimestre. De momento, pode-se dizer que as vendas deram andamento às negociações do ano anterior, e se mantiveram sem grandes alterações.

O que mudou foi a disposição do setor para absorver máquinas com maior valor agregado. A demanda das sopradoras elétricas começa a se configurar não mais com ares de promessa. O lançamento do primeiro modelo produzido no Brasil e o interesse de empresas estrangeiras em emplacar máquinas desse tipo por aqui corroboram um cenário favorável para o avanço efetivo dessa tecnologia.

Não será mais por falta de produção local que os transformadores nacionais terão dificuldades no acesso às elétricas. Ainda neste semestre deverá sair da fábrica da Multipack Plas, localizada em Osasco-SP, uma sopradora made in Brasil. “Será um salto tecnológico no país”, atesta o diretor técnico Mauro Andraus. Não é exagero. Com esse lançamento, o país deverá se abrir definitivamente para a tecnologia, segundo expectativas da fabricante.

O diretor comercial Ulisses Fonseca prevê que daqui a quatro anos conseguirá instalar ao

Plástico, Mauro Andraus, diretor técnico , Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado
Andraus: máquina elétrica (foto de abertura) revela salto tecnológico no país

menos 15 sopradoras elétricas por ano no parque industrial brasileiro.

A tendência é global. Na última feira K, exposição ícone para a indústria do plástico realizada na Alemanha, de acordo com Andraus, 70% das sopradoras apresentadas em 2010 eram elétricas. Ok, o Brasil segue uma toada própria, é bem verdade, mas a rota rumo a processos mais econômicos, limpos e precisos já está traçada. Por aqui, especialistas do setor apontam que só falta escala para seu custo se tornar mais competitivo. É uma questão de tempo para o sopro nacional se inserir nesse movimento mundial, garante o diretor.

No quesito tecnológico, a ausência de óleo durante o processo é o primeiro apelo. Só por isso já geraria o interesse das indústrias de alimento e de fármacos. No entanto, é a economia energética o ponto primordial. A Multipack Plas não possui dados precisos acerca dos reais ganhos energéticos, mas estima uma redução de cerca de 25% de energia, na comparação de uma sopradora hidráulica com uma elétrica.

O projeto da máquina, no entanto, envolve muitos outros pormenores. O modelo priorizará também layout mais arrojado, estrutura compacta e alto índice de robotização. No lançamento, o preço será em torno de 30% superior ao de uma hidráulica. No entanto, essa diferença tende a se diluir, com o esperado aumento do consumo, projeta o fabricante.

Em suma, trata-se de uma tecnologia ainda considerada cara. A Pavan Zanetti, de Americana-SP, e a catarinense

Plástico, Newton Zanetti, diretor, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado
Zanetti: Finame respondeu por cerca de 70% das vendas de 2011

Pintarelli Industrial demonstram cautela. Nenhuma das duas fabricantes de máquinas se rendeu a essa tecnologia, mas confirmam que estão atentas ao movimento. “Estamos em estudo”, se limita a dizer o diretor da Pintarelli Industrial, Carlos Alberto André Pintarelli. O mesmo caminho é percorrido pela Pavan Zanetti, a líder de mercado. Segundo Newton Zanetti, diretor da empresa, a resposta da indústria a essa nova exigência será introduzida aos poucos.
De qualquer maneira, independentemente do tempo necessário para a maturação das elétricas, a transformação nacional demonstra abertura para adquirir tecnologias de alto valor agregado, como é o caso das máquinas coex. “O discurso da sustentabilidade ganhará mais força e impulsionará o transformador a investir nessa categoria de máquinas”, prevê Andraus. Essa confiança não é à toa. Em 2011, a Multipack Plas comercializou seis sopradoras dotadas desse tipo de tecnologia. Além dessas, outros seis modelos vendidos nesse ano foram projetados para deixarem de ser mono, se o cliente vir a precisar no futuro.

A procura por máquinas de grande porte também cresceu. No ano passado, o mercado comprou oito modelos Autoblow 1000 da Multipack Plas. A máquina tem 30 toneladas de força de fechamento e 1.100 mm de curso. Pode soprar até 7.800 frascos de 500 ml por hora.

Sem custo fixo, a companhia opera de forma verticalizada e por isso tem flexibilidade para se sustentar perante as oscilações da indústria nacional. A estratégia tem dado certo: sua capacidade produtiva dobra ano a ano. Só em 2011, foram vendidas 32 máquinas de extrusão contínua. Desde 2005, ano no qual fabricou sua primeira Autoblow, o parque industrial nacional absorveu cem sopradoras da marca.

A fabricante aposta na diferenciação. Alguns exemplos ficam por conta dos carros operando sobre guias lineares apoiadas em barramento, estrutura tubular monobloco, e do sistema de fechamento inédito e patenteado que combina alavancas contrapostas com colunas de apoio livres nas extremidades.

Elétrica importada– Apologia às elétricas não falta. Essa tecnologia, aliás, tem sido a principal via de entrada da

Plástico, Valdemar Salles Filho, diretor da Cochav, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado
Salles Filho aposta em sopradoras para setores como o de peças em degradê (abaixo)

fabricante italiana Magic no parque industrial nacional. No ano passado, a Cochav, empresa responsável pela sua representação, vendeu no país seis modelos elétricos da Magic. Nem o famigerado custo Brasil ou a impossibilidade de utilizar os financiamentos propostos pelo governo impediram os negócios. “Sinto que existe uma necessidade do mercado nacional”, diz Valdemar Salles Filho, diretor da Cochav.

Segundo estudo comparativo feito pela Magic, entre um modelo hidráulico e um elétrico da marca, a redução energética chega a 30%, enquanto a diferença de preço entre elas não ultrapassa 10%. “A Magic consegue ser competitiva, porque produz muito”, comenta o diretor. De acordo com ele, ao somar os gastos com a manutenção (praticamente irrisórios), a capacidade de ciclos rápidos e a eficiência da máquina fica fácil justificar a compra.

As elétricas dessa fabricante italiana compõem a série ME. São máquinas de médio e grande porte, disponíveis em versões variadas, incluindo os modelos para cursos longos. O maior equipamento da linha opera com força de fechamento de 50 toneladas, na produção de frascos de até 30 litros em extrusão contínua. “Ela é a única no mundo desse porte”, orgulha-se o diretor.

Alguns destaques do projeto são a movimentação linear do carro sobre guias prismáticas, com regulação micrométrica (sistema coberto por patente internacional) e a possibilidade de agregar a tecnologia coex. Os cabeçotes de extrusão foram projetados para soprar até três camadas.

Plástico Moderno, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado

A Magic, de Monza, Itália, tem a pretensão de se tornar referência no segmento de máquinas elétricas no país. Experiência não falta. A empresa tem 50 anos de existência e comercializa cerca de 80 sopradoras por ano, das quais 30% hidráulicas. No Brasil, essa fabricante tenta absorver a lacuna deixada pela também italiana Techne Technipack do Brasil, que aportou no país em 1999 e chegou a registrar recordes de vendas em 2008. No entanto, a matriz não sobreviveu à crise europeia e parou de fabricar em 2010, para em seguida encerrar suas atividades.

O portfólio da Magic conta com 70 modelos. Por aqui, a maior procura se dá por máquinas para soprar frascos de 500 ml, 2 litros e 20 litros. A tecnologia embutida é o principal diferencial da marca. Um exemplo fica por conta das sopradoras capazes de produzir peças com a impressão in mold label, uma tecnologia de colocação do rótulo direto no molde através de um dispositivo robótico acoplado na máquina. Os ciclos rápidos também sobressaem. Um frasco de 500 ml (18 gramas) fica pronto em oito segundos, e um de dois litros (64 gramas), 11 segundos. Para bombonas de 20 litros, o ciclo leva 42 segundos.

Os planos da empresa são de expansão. Salles Filho vislumbra penetrar nos segmentos farmacêutico e cosmético com linhas para soprar peças coex de 30 ml a 100 ml. Para atender às exigências de setores diferenciados, conta com anéis de graduação de cor que conferem ao frasco o efeito degradê. A Cochav também representa a alemã W. Miller, líder mundial em cabeçotes de sopro.

Mercado do sopro– Em 2010 a demanda anual de máquinas de sopro convencional chegou perto de 300 modelos, índice projetado pela Pavan Zanetti, detentora de 80% do setor. Apesar de a estimativa representar os registros de um

Plástico Moderno, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado
BMT 5.6 D/H foi o modelo mais vendido no ano passado

ano considerado excelente em vendas, o mercado teve um salto. Há dez anos, o índice oscilava entre 160 e no máximo 180 modelos por ano. Segundo cálculos dos profissionais da área, um volume mais consistente do consumo local giraria em torno de 200 a 250 máquinas/ano.

Além da evolução em volume, o setor se aprimorou em tecnologia, tornando os processos mais estáveis e com repetibilidade assegurada. As fabricantes buscam elevar sua produção e investem em alto nível de automação. Em resposta a essa demanda, as máquinas, em linhas gerais, contam com controladores do tipo CLP, agora com maior número de entradas e saídas analógicas e digitais, a fim de agregar precisão a comandos de temperatura, peso e velocidade.

Novos perfis adotados nas roscas do conjunto de extrusão passaram a permitir maior produção horária com consumo energético menor, e o desenvolvimento de moldes melhorou a capacidade de refrigeração das peças, entre outros avanços.

Não por acaso, uma das apostas da Pavan Zanetti são as máquinas para grandes produções. Nessa categoria, a fabricante conta com a BMT 14.0 D/H, de dupla estação com doze cavidades por mesa, para frascos de 500 ml. O modelo pode soprar até seis mil embalagens de PEAD por hora.

A série Bimatic sempre reinou na preferência do consumidor da Pavan Zanetti. Já há alguns anos, a procura maior recai nos modelos BMT 10.0D/H, BMT 5.6 D/H (campeã de vendas no ano passado), e BMT 3.6D. São máquinas totalmente automatizadas, voltadas às exigências dos mercados de higiene pessoal e limpeza, setores aquecidos no Brasil por conta, sobretudo, do aumento do poder aquisitivo das classes C e D.

A fabricante dispõe também das séries HDL com sopro por baixo ou com agulha e cabeça perdida, para frascos de até cinco litros com extrusão contínua, e a série HDL, com sistema de sopro por acumulação de resina, para produção de peças de dez litros até 200 litros. Dentro dessa linha, um destaque recente ficou por conta da HDL 20L. “Foi desenvolvida para atender a um setor com baixo custo de investimento”, diz o diretor Newton Zanetti. Ele se refere ao mercado de embalagens de 20 litros de água mineral. Em 2009, uma regulamentação determinou que o descarte da embalagem fosse obrigatório após três anos de vida útil. De acordo com Zanetti, o pico das vendas se deu em 2010, mas no ano passado e neste a empresa ainda sente os efeitos positivos da norma.

Na Brasilplast realizada em 2011 a empresa apresentou a nova série HPZ 300, com capacidade para até 50 litros de sopro. O modelo traz sistemas para troca rápida de ferramentas e moldes, saída lateral do produto soprado e cabeçotes de última geração, além de sistemas de segurança da norma NR12. Foram vendidas seis unidades desde o seu lançamento. “Para o porte dessa máquina, o resultado foi excelente”, afirma o diretor.

A tendência de aumento do consumo das sopradoras de maior porte também fomenta os desenvolvimentos da Pintarelli Industrial. Para essa categoria, a companhia produziu os modelos Versatile 6000 e 8000, dotados de mesa dupla e simples com até sete cavidades. O portfólio dessa fabricante de Blumenau-SC conta com duas linhas de sopradoras: a Versatile e a Sopratica. Essa última, aliás, tem sido a campeã de vendas da empresa. Segundo o diretor Carlos Alberto André Pintarelli, a série é customizada e atende o transformador de pequeno e médio porte. “É destinada ao fabricante de embalagem que deseja um equipamento confiável e prático”, afirma.

O clima é de otimismo. O início deste ano, de acordo com o diretor, está favorável para a renovação do parque fabril. “Será um ano de muitas vendas”, prevê Pintarelli. A fabricante deve manter um crescimento de 10% ao ano, como vem fazendo em seu passado recente.

Os índices positivos registrados pela fabricação local de máquinas são efeitos diretos do Finame – Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na Pavan Zanetti, no ano passado, o incentivo respondeu por cerca de 70% dos negócios, e na Pintarelli, o índice alcançou quase a totalidade das vendas. Além dos financiamentos, a favor da indústria nacional estão a proximidade com o cliente, afinal, esse tipo de negócio depende especialmente do serviço agregado à venda. A relação precisa ser de parceria, porque o sopro exige conhecimento técnico e se baseia na confiança estabelecida com o fornecedor da máquina.

Plástico Moderno,Guilherme Sales Rodrigues, engenheiro, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado,
Rodrigues: segundo semestre de 2011 foi prejudicado pelas crises mundiais

Por outro lado, entre os importados, os ventos não são tão favoráveis. A divisão Meggaplastico, do grupo Megga, operava com a expectativa de crescer em 2011 perto de 20%, em relação ao ano anterior, mas aumentou suas vendas a uma taxa próxima a 5%. “O segundo semestre foi bastante afetado pelas crises mundiais”, justifica o engenheiro Guilherme Sales Rodrigues. Mas nem por isso há motivos para lamento. No ano passado, boa parte das vendas se deu em relação a soluções completas (conjuntos de sopradora e molde vindos direto da China).

A empresa atua no sopro desde 2006 e abastece o mercado brasileiro com as sopradoras convencionais da chinesa Invex e as sopradoras para PET da taiwanesa Chumpower. Um dos destaques em vendas é a linha para soprar bombonas da Invex, denominada HC. Com cabeçote por acumulação de sistema Fifo (First in first out), o modelo, segundo Rodrigues, garante ótimo rendimento e qualidade na mistura da massa, além do baixo custo. “O volume de material é controlado pelo próprio CLP”, explica.

Para o sopro de grande porte, a empresa oferece a linha FT, também da Invex. O modelo produz bombonas de 150 litros até caixas-d’água de 1.500 litros, peças automotivas, dutos de ar e contêineres para as indústrias química e agroquímica. Essa série de sopradoras permite a utilização de cabeçotes de múltiplas camadas, e a sua estrutura construtiva de fechamento montada sobre guias lineares proporciona um rígido e ágil deslocamento. A força de fechamento é aplicada por meio de um sistema hidráulico diretamente na placa de fechamento. “O resultado é uma distribuição homogênea e ideal da força na área da placa de fechamento”, comenta o engenheiro.

Da linha Chumpower, o carro-chefe é a CS2000. A máquina sopra frascos de 600 ml até dois litros, com duas cavidades. Aliás, para Rodrigues, o mercado de PET, sim, tem vocação para incorporar os modelos elétricos. “Este é um segmento chave para o crescimento da empresa, por isso, temos trabalhado bastante para aumentar as vendas deste tipo de máquina”, conclui.

PET – Há segmentos em que o sopro convencional domina, como o de grandes volumes (acima de 20 litros), peças técnicas e de formatos diferenciados, isso sem contar aqueles nos quais o PET também tem limitações em relação ao conteúdo a ser embalado, como é o caso dos compostos com halogênios, principalmente cloro, como a água sanitária. Mesmo assim, as vendas de máquinas para o sopro de PET estão aquecidas e impulsionam os fabricantes a investir cada vez mais.

Os mercados de higiene pessoal, cosméticos, limpeza e fármacos se fortaleceram também por conta do aumento do poder aquisitivo do brasileiro. Além desse incremento do consumo, a resina ainda encontra espaço para avançar na indústria alimentícia. “Vemos um potencial muito grande no segmento de lácteos, principalmente no iogurte”, anuncia Ayrton Irokawa, gerente de vendas da Krones do Brasil.

Plástico, Plástico Moderno, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado
Modelo assegura alta produtividade

O perfil de compra também mudou nos últimos anos. Os clientes têm buscado linhas completas de produção. Na avaliação da Krones, a maior procura recai na versão blocada (sopro com a enchedora). “O setor de sopro de alta demanda deve ficar cada vez mais verticalizado no cliente final”, comenta Irokawa. Não por acaso, a empresa possui 17 linhas blocadas instaladas no país. O Brasil, aliás, tem confirmado a demanda de máquinas de alta produtividade. A Krones instalou por aqui um de seus maiores modelos, com 36 cavidades para produção de 72 mil garrafas por hora.

Hoje, as principais exigências da transformação estão aliadas a um bom controle de processo de aquecimento e sopro, e à simplicidade de manutenção da máquina, além da alta produtividade. Para se ter uma ideia, nesse último quesito, há alguns anos o mercado admitia produções de mil garrafas por cavidade/hora. Atualmente, esse índice mais que dobrou. “Alcançamos a velocidade de 2.250 garrafas por hora por cavidade. Este ciclo é o maior que se encontra no mercado”, orgulha-se o gerente.

A resposta dos fabricantes veio à altura dessas solicitações. Os novos desenvolvimentos têm incorporado melhorias no desempenho dos processos e dos transformados, visando as embalagens leves e resistentes. Vale lembrar que a Krones desenvolveu máquina para produção de garrafa mineral de 500 ml com peso de 12 gramas, uma das peças mais leves do mercado brasileiro.
Economia, aliás, é palavra de ordem. Recentemente, a indústria brasileira de bebidas se viu às voltas com um novo padrão do finish para as garrafas (PCO 1881) em substituição ao PCO 1810, cuja tendência é desaparecer. Na prática, as terminações ficaram mais curtas – houve uma redução de altura de 21 mm para 17 mm.

A Krones se prepara desde meados de 2007 para essa migração. Na época, desenvolveu a tecnologia short height, que pode ser aplicada a todas as sopradoras da fabricante com a aquisição de kits de adequação. Os itens principais são as trocas de mandril, estrela de entrada e pinças de agarre e bocal de sopro.

Plástico Moderno, Sopradoras - Fabricantes ampliam oferta de modelos de alto valor agregado
Linha prioriza múltiplas cavidades

Estar em sintonia com as tendências do setor só poderia trazer resultados positivos. No ano passado, a Krones vendeu 13 linhas completas de produção (da sopradora até a paletização) – exclusivamente, em relação às sopradoras foram cerca de dez modelos (contabilizando as que foram negociadas com as linhas). “A tecnologia de sopro é uma das que mais cresceu dentro da nossa companhia”, comenta Irokawa. A empresa fabrica sopradoras de oito a 36 cavidades, e também conta com modelos de duas a seis cavidades, por meio da empresa Kosme, do mesmo grupo.

A Pavan Zanetti entrou no mercado de PET em 2009. Apesar de as vendas atualmente estarem aquém do esperado – houve uma queda no volume de pedidos no ano passado –, a fabricante acredita no potencial desse segmento. “Continuamos confiantes em vender um bom número de máquinas, com o lançamento da linha nacional Petmatic”, comenta o diretor Newton Zanetti.

Em 2011, a fabricante desenvolveu o modelo Petmatic 3C/2L para sopro de até dois litros de PET, e já o modificou com a introdução de estiramento no sopro por servomotor, a fim de elevar a produção de 3 mil frascos de 500 ml para 4 mil. “Esse não é o nosso maior mercado, mas a tendência é de crescimento”, prevê Zanetti.

A fabricante se preparou para a expansão do mercado de sopro. Até o final de maio, a empresa estará em novo endereço (com 13.200 m² de área construída) também em Americana-SP. A inauguração é esperada já há algum tempo, mas só agora está na sua fase final. “É um processo complexo, são muitas máquinas de usinagem, pontes rolantes e almoxarifado, além dos sistemas de informática, que devem atender as duas unidades simultaneamente”, justifica Zanetti.

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