Máquinas e Equipamentos

7 de abril de 2007

Sopradoras – Aumento da procura por modelos de injeção-sopro compromete as vendas das máquinas convencionais no mercado brasileiro

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Publicado por: Simone Ferro
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    Plástico Moderno, Sopradoras - Aumento da procura por modelos de injeção-sopro compromete as vendas das máquinas convencionais no mercado brasileiro

    O avanço do polietileno tereftalato (PET) nos segmentos de cosméticos, farmacêuticos e produtos alimentícios, tradicionais redutos do vidro e de commodities termoplásticas, impulsionou as vendas das máquinas de injeção-sopro (injection-blow) e dificultou a expansão das sopradoras convencionais no mercado interno. Nos últimos anos, a demanda também foi pressionada pela evolução tecnológica. Sopradoras, cada vez mais produtivas e econômicas, substituem duas ou mais obsoletas. “A produção e o consumo não crescem com a mesma velocidade dos ganhos produtivos dos novos equipamentos”, afirma o diretor-comercial da Pavan Zanetti, Newton Zanetti.

    Plástico Moderno, Newton Zanetti, diretor-comercial da Pavan Zanetti, Sopradoras - Aumento da procura por modelos de injeção-sopro compromete as vendas das máquinas convencionais no mercado brasileiro

    Zanetti: exportações estão em baixa desde 2004

    Com isso, a demanda brasileira de sopradoras convencionais permanece entre 150 e 180 unidades/ano, conforme estimativas de especialistas do setor, com base em informações do próprio mercado. “Acompanhamos a escalada do PET principalmente sobre o polipropileno, além do PVC e dos polietilenos.

    Alguns segmentos migraram em virtude do preço, competitivo em relação às demais commodities.” Segundo Zanetti, o quilo do PET chega a custar R$ 1,00 a menos que o do PP. “Embora a diferença em relação ao polietileno de alta densidade seja menor, vemos com preocupação a escalada de alta dos custos das resinas convencionais.”

    Na avaliação de Zanetti, as aplicações mais atingidas foram as embalagens de água mineral, detergentes, vinagres, desinfetantes e sucos. “Os cosméticos têm sofrido assédio, e alguns segmentos devem migrar em breve. É uma situação preocupante. Não vejo outra solução que não passe pelo rebaixamento de custo dessas resinas.”
    Porém, como fabricante de sopradoras, a Pavan Zanetti garante estar atenta à situação. “Temos projetos em andamento para atender a esse crescente mercado, visando produções médias de 3 mil frascos por hora até 2 mil ml. As novidades ainda não serão apresentadas na Brasilplast 2007, mas virão em breve”, garante.

    Ação e reação – Há um ano a Pavan Zanetti importa injetoras da chinesa Tederic Machinery. As máquinas são indicadas para diversas aplicações, incluindo a produção de pré-formas de PET. “Notamos o interesse de pequenos transformadores em fabricar sua própria pré-forma para não depender dos grandes fabricantes.”Na maioria dos casos são empresas com pequena escala, até mesmo de modelos especiais de pré-formas.

    Plástico Moderno, Uwe Margraf, diretor-geral da Bekum do Brasil, Sopradoras - Aumento da procura por modelos de injeção-sopro compromete as vendas das máquinas convencionais no mercado brasileiro

    Margraf: lançamentos privilegiam custo otimizado

    “Por não conseguirem custos competitivos optam por fabricar.” A importação não inclui os moldes. “Indicamos fabricantes nacionais.” As injetoras têm até 500 toneladas de força de fechamento. A Pavan é responsável pela assistência técnica e mantém estoque de peças de reposição.

    O diretor-geral da Bekum do Brasil, Uwe Margraf, também observa a expansão do PET. “Está substituindo o sopro tradicional”, diz. Por isso, acredita que na Brasilplast o foco dos fabricantes de sopradoras será mostrar as aplicações onde cada processo agrega vantagens, seja em relação à extrusão contínua, injeção-sopro ou em tecnologias especiais. “O Brasil ainda tem mercados embrionários que no exterior são consolidados.”

    Na avaliação de Margraf, a exposição deverá destacar o empenho dos fabricantes em reduzir o preço dos equipamentos e o custo do produto transformado. Para alcançar esses objetivos, buscam a economia de energia elétrica e o aumento da capacidade das máquinas. “É preciso garantir maior produtividade com custo otimizado. Nosso objetivo não é vender com base no preço do equipamento e sim no da embalagem final, ou seja, temos de oferecer a melhor relação custo/benefício”, diz. De acordo com ele, os clientes que fazem esse tipo de conta se surpreendem com o resultado. Dentre os mercados potenciais, Margraf cita o sopro asséptico e a co-extrusão de múltiplas camadas. Embora a Bekum fabrique equipamentos para injeção-sopro na Alemanha, o foco da empresa no Brasil são os processos contínuos, incluindo o asséptico e a co-extrusão.

    Na co-extrusão, dois ou mais tipos de plásticos formam um conjunto de até sete camadas, agregando as propriedades específicas de cada uma das resinas utilizadas e ampliando o uso das embalagens. “O processo oferece soluções técnicas e econômicas para os mais altos requisitos de diversos segmentos como alimentício, cosméticos, agroquímicos, automobilístico, farmacêutico e medicinal.”Na indústria alimentícia, uma das aplicações mais difundidas são os frascos de leite longa-vida e sucos, com três e seis camadas, respectivamente, cuja vida útil alcança até doze meses. “Essas embalagens, em combinação com o PP, permitem o envase de alimentos a quente.”
    Para as indústrias voltadas a altas produções, Margraf destaca o uso de sopradoras com múltiplas cavidades, elevada força de fechamento, gargalo calibrado e automação integrada com pós-resfriamento, estampagem hidráulica e saída orientada.
    A combinação do sopro asséptico com a tecnologia de co-extrusão minimiza a contaminação por bactérias e ao mesmo tempo aumenta a vida útil dos produtos. “São tecnologias extremamente eficientes e pouco empregadas no Brasil.”
    Até o momento, a co-extrusão está mais difundida no mercado de bombonas para o acondicionamento de agroquímicos. “Tem muito espaço para crescer em alimentos e cosméticos, entre outros”, afirma o gerente-comercial da Uniloy Milacron, Hercules Piazzo.

    Carona no PET – Fora do mercado convencional, a Uniloy Milacron comemora o avanço da injeção-sopro e das exportações. Ressalta ainda ocrescimento do mercado de tanques de combustíveis. “A capacidade de produção das máquinas varia de frascos de 2 ml a tanques de mil litros.”


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      Um Comentário


      1. boa tarde vc vende maquina sopradora de galaõ de agua de 10 e 20l ?



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