Embalagens

Sopradoras – Atraída pelos juros baixos, a transformação vai às compras e lota as carteiras de pedidos

Rose de Moraes
22 de novembro de 2012
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    Capacidade dobrada – A mudança das instalações para a nova fábrica de 13 mil m2 de área construída em Americana, no interior paulista, traz novos e benfazejos ares e infla os ânimos na Pavan Zanetti, empresa que oferece ao mercado uma das mais amplas linhas de máquinas sopradoras que operam por extrusão contínua, por acumulação e que sopram PET.

    Plástico, Sopradoras - Atraída pelos juros baixos, a transformação vai às compras e lota as carteiras de pedidos

    Instalada em nova fábrica, Pavan dobra capacidade

    “A nossa nova planta industrial conta com instalações modernas e com capacidade para fabricar o dobro do que produzíamos em nossa antiga planta, e se concretiza num momento em que esperamos crescer tanto tecnológica como comercialmente, para atender um mercado cada vez mais exigente, o do sopro”, afirma Newton Zanetti, diretor de comercialização de sopradoras.

    O ano de 2012 também foi marcante sob o ponto de vista de lançamentos, pois a empresa apresentou ao mercado uma sopradora de pré-formas de PET servomotorizada e uma linha de máquinas do tipo injeção-sopro, da série ISI, desenvolvida para soprar frascos para uso farmacêutico, cosmético, químico, entre outros.

    “As sopradoras injection blow obtiveram grande sucesso na última Interplast, em Joinville, onde foram lançadas. Elas são fruto da parceria que estabelecemos com uma empresa internacional. Por ora, estamos trazendo as máquinas para o Brasil, mas, assim que for possível, pretendemos nacionalizá-las e fabricá-las no país”, afirmou Zanetti. Com exceção de sopradoras elétricas, a Pavan Zanetti trabalha com grande variedade de modelos de sopradoras convencionais de extrusão contínua da série Bimatic com estações simples e dupla, e com a BMT 10.0D/H, uma das mais vendidas atualmente. Seu portfólio inclui a sopradora de pré-formas de PET, modelo Petmatic 3C/2L, nas versões servomotorizada e pneumática, e sopradoras do tipo acumulação da série HDL e da série HPZ, que atendem o mercado de 10 litros até 220 litros, sendo a máquina mais vendida a HDL 20 L.

    Segundo Zanetti, a grande vantagem das sopradoras elétricas, que deverão ser ofertadas pela empresa no futuro, está na ausência do sistema hidráulico, o que elimina a contaminação por óleo em caso de vazamento, além da grande economia no uso de energia, e o baixo nível de ruído. “Porém, são máquinas ainda caras e que precisam contar com um ambiente no qual o fornecimento de energia elétrica seja totalmente estável, sem variações significativas de voltagem na rede e outras oscilações de energia, enquanto uma sopradora convencional tem custo acessível, é rápida, e conta com tecnologias que também avançaram no sentido de economizar energia e reduzir os níveis de ruído”, comparou.

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    Modelos da série ISI processam por injeção/sopro

    No momento, segundo Zanetti, os setores mais indicados para adquirir sopradoras elétricas são os transformadores de grande porte e atuantes nos setores farmacêutico e alimentício, pelo fato de os sistemas elétricos propiciarem a ausência de contaminantes. “Mas as grandes empresas apostam nas máquinas elétricas desde que possam baratear seus produtos e consigam amortizar o investimento feito na sua aquisição”, observou.

    Em vez de investir em elétricas, a Pavan Zanetti priorizou recursos para aprimorar as máquinas já constantes de seu portfólio. Na linha de PET, a tecnologia de servomotor no sopro e no estiramento da pré-forma trouxe ganhos, possibilitou regularidade e repetição de ciclos e melhorou sensivelmente a qualidade e o tempo de ciclo do equipamento, elevando, com isso, a produtividade da máquina, em alguns casos, em mais de 30%, segundo Zanetti. A campeã de vendas em 2012 foi a sopradora BMT 5.6D/H com dupla estação para até 5 litros, muito requisitada para embalagens sopradas de 1.000 ml, 2.000 ml e 5 litros. Totalmente automatizada, com comandos de nova geração, cabeçotes de extrusão contínua em mono e dupla camada, essa máquina é considerada muito versátil e apresenta excelente custo/benefício.

    “Para as sopradoras convencionais estamos desenvolvendo um novo CLP de última geração para melhorar a comunicação homem-máquina e o gerenciamento de dados da máquina, o que permite melhorar também o ciclo. Também estamos trabalhando no sopro por acumulação, com o desenvolvimento da nova linha HPZ, com saída lateral do produto soprado, o que vai possibilitar a rebarbação em equipamento acessório agregado para rebarbação no ciclo da peça soprada. E também incorporamos cabeçotes do sistema Fifo – First In First Out –, para melhorar a troca de cores e a limpeza do cabeçote”, acrescentou o diretor.



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