Embalagens

Sopradoras – Atraída pelos juros baixos, a transformação vai às compras e lota as carteiras de pedidos

Rose de Moraes
22 de novembro de 2012
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    “Já investimos mais de R$ 1 milhão nos novos desenvolvimentos, que incluem dois modelos de sopradoras elétricas com 20 toneladas e 25 toneladas de força de fechamento, sendo ambas com dupla estação (oito cavidades + oito cavidades) e placa porta-moldes de 700 mm; e estamos apostando na aceitação do mercado por essas máquinas de alta tecnologia e que propiciam um consumo de energia que chega a ser 30% menor em comparação ao consumo de uma sopradora convencional”, destacou Fonseca.

    A tecnologia das sopradoras elétricas, de acordo com Andraus, já é dominada há mais de 15 anos, porém, um dos maiores entraves à sua disseminação pelos vários setores que se utilizam do sopro eram as baixas forças de fechamento que essas máquinas ofereciam no passado, o que foi superado nos últimos anos.

    Em 2012, disse Andraus, a empresa também aumentou sua capacidade para produzir sopradoras com maior número de cavidades e ainda projetou maior número de sopradoras de coextrusão para a fabricação de frascos multicamadas, que igualmente constituem uma grande pedida do mercado atualmente.

    Ele lembra que, além das sopradoras elétricas, as sopradoras com coextrusão representam um mercado promissor e crescente, pois atendem às necessidades de sustentabilidade e propiciam maior economia nos gastos com matérias-primas. Podem ser compostas por camadas internas não pigmentadas, enquanto nas externas são mantidos os pigmentos; ou utilizar composições de materiais virgem + reciclado + virgem, por questões de sustentabilidade e para redução de custos.

    Sopradora ecológica – A continuidade da política de praticar juros mais baixos e a retomada do crescimento da economia são condições ideais para investimentos na aquisição de sopradoras, segundo acredita o empresário Paulo Guaraná, diretor da J. B. Lemanski de Toledo, no Paraná. A empresa, conhecida como JBL, tem foco no mercado de sopradoras de PET totalmente automáticas, com capacidades para produzir desde 1.000 frascos/hora até 3.000 frascos/hora, para atender às necessidades principalmente de pequenos e médios produtores. Com mais de uma década de atuação na produção de máquinas de sopro, a empresa, segundo o diretor, tem a preocupação de projetar os equipamentos com design simples e eficiente, mas que resulte em alta performance operacional.

    Plástico, Sopradoras - Atraída pelos juros baixos, a transformação vai às compras e lota as carteiras de pedidos

    Alta precisão nos movimentos caracteriza essa linha para PET

    “As pré-formas são mantidas sempre na mesma orientação e no mesmo nível, o que garante o funcionamento contínuo da máquina. Nós aplicamos as mais modernas técnicas de projeto, usinagem e montagem, atuando em todas as fases de projeto e desenvolvendo quaisquer modelos de frascos de PET, envolvendo desde o dimensionamento do equipamento, o tipo de molde de sopro até a criação de embalagens exclusivas”, afirmou Guaraná.

    O último e mais avançado modelo lançado pela empresa foi apresentado na Fispal Tecnologia, em 2012. Trata-se da JBL-3000E, sopradora ecológica, totalmente automática, com duas cavidades e sistemas de alimentação e extração também totalmente automáticos, uma máquina considerada de baixo consumo energético e com produtividade para até 3.000 frascos/hora.

    “A nova série de sopradoras PET automáticas JBL 2012 inclui os novos modelos JBL-3000E e JBL-1500E que, por serem totalmente elétricos, aliam um consumo extremamente baixo de energia com uma precisão rigorosa de movimentos, permitindo chegar a uma produção de alta qualidade e de baixo custo”, acrescentou o diretor Guaraná.

    Os modelos JBL na versão 2012 também sopram, segundo o diretor, uma grande variedade de pré-formas com dimensões de gargalo até 63 mm, produzindo frascos até 5.000 ml, privilegiando aspectos como design compacto, alta produtividade, baixo consumo de energia, operação silenciosa e a produção de frascos de PET comportando até 5 litros, destacando, sobretudo, projetos, tecnologia e fabricação nacionais.

    “Em 2012, não podemos reclamar, pois conseguimos implementar a expansão de nossas equipes de vendas e de produção e informatizamos todos os nossos controles internos, o que propiciou um avanço significativo na qualidade de nossos produtos”, considerou o diretor.

    Do ponto de vista comercial, porém, a JBL esperava mais. Apesar de as vendas terem sido bem superiores às de 2011, os resultados de 2012 foram considerados aquém das expectativas iniciais projetadas pelo diretor. “Colhemos melhores resultados nas vendas de sopradoras em 2012 em relação a 2011, mas atribuo isso principalmente ao esforço concentrado que foi feito em nossa área comercial”, afirmou o diretor da JBL.

    O próximo passo para uma empresa que quer ficar atenta às necessidades de mercado é acompanhar a demanda que está havendo por sopradoras de PET elétricas, uma vez que os servomotores permitem velocidades de operação e precisão maiores, aumentando a produtividade e diminuindo perdas. “Já estamos trabalhando para incluir em nossos próximos modelos motores de alta precisão, como motores de passo, o que irá garantir ganhos ainda maiores para os nossos clientes e parceiros”, antecipou o diretor.



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