Embalagens

22 de novembro de 2012

Sopradoras – Atraída pelos juros baixos, a transformação vai às compras e lota as carteiras de pedidos

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Publicado por: Rose de Moraes
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    Uma avalanche de pedidos abarrotou a carteira de encomendas das fábricas de sopradoras no segundo semestre de 2012. Depois do enfraquecimento econômico observado no primeiro semestre, a bonança no período seguinte baixou sobre as vendas das máquinas de sopro, responsáveis pela ampla gama de embalagens que movimentam o gigantesco mercado de consumo de lácteos, águas, refrigerantes, sucos, óleos, agroquímicos, lubrificantes, medicamentos, cosméticos, materiais de higiene e limpeza etc., representando um volume de frascos incomensurável até pelas entidades ligadas ao setor.

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    O motivo que fez transformadores e envasadores acorrerem aos fabricantes de sopradoras foi muito simples: a prorrogação dos benefícios do PSI 4 (Programa de Sustentação do Investimento), linha de financiamento do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento, anunciado pelo Ministério da Fazenda e estendido até o final de 2012, provocou a grande corrida às novas aquisições. Compensados por taxas de juros reduzidíssimas, de 2,5% ao ano, fora dos padrões a que os brasileiros foram acostumados, empresários de todos os portes decidiram investir e lotaram as fábricas de encomendas até 2013.

    “O nosso grau de satisfação com as vendas em 2012 não podia ser melhor; é de 110%”, afirma Ulisses C. Fonseca, diretor comercial da Multipack Plas, de São Paulo.

    Estabelecido nesse ramo empresarial há 17 anos, inicialmente como importador de sopradoras, Fonseca e seu sócio Mauro Andraus passaram a fabricá-las em 2005. Nos últimos sete anos, chegaram a colocar em operação mais de uma centena de máquinas que operam por extrusão contínua de grande porte, conhecidas lá fora como máquinas de sopro do tipo shuttle – a grande especialidade da Multipack Plas, dedicada à produção de sopradoras a partir de 15 toneladas de força de fechamento.

    Todos os anos contaram com um ritmo de produção praticamente bom, mas em 2011 a empresa registraria o seu maior recorde em vendas, ao comercializar 33 sopradoras. O melhor, no entanto, viria depois, em 2012, em rentabilidade, pois os ganhos deste ano deverão extrapolar os resultados de 2011.

    “Os nossos avanços em tecnologia têm nos levado a vencer barreiras, bem como, praticamente, todas as grandes concorrências que acontecem no país, e que envolvem a compra de sopradoras de grande porte”, afirma Fonseca. Entre os principais clientes, destacam-se, de fato, um estrelato de grandes grupos, como Unilever, Logoplaste, Globalpack, Impev-Campo Limpo, Somold, Raízes, Plastirrico, Mauser e Química Amparo, e outros de alta exigência quanto à qualidade e também não menos quanto à inovação nos designs das embalagens sopradas, que têm de ser cada vez mais criativas, vistosas e agregar novas funcionalidades para agradar aos usuários.

    Fonseca ainda lembra que o conceito construtivo das sopradoras fabricadas pela Multipack Plas é um dos mais fortes aliados na comercialização das máquinas. “Fabricamos sopradoras que trabalham sob barramento com guias lineares e a grande vantagem disso é garantir total rigidez ao conjunto e, consequentemente, estabilidade ao processo e alta qualidade ao produto final”, afirmou.

    Analisando o que aconteceu alguns anos atrás, é possível constatar aquele velho jargão de que brasileiro empreendedor já nasce com garra e não vê dificuldade em fazer de um limão uma limonada. Ou seja, nas palavras de Fonseca: “A crise de 2008 acabou beneficiando o nosso setor, porque os nossos concorrentes europeus se afastaram de nós; e, ao contrário, passamos a trabalhar mais e a investir fortemente em inovação, desenvolvendo projetos únicos e exclusivos”, informou Mauro Andraus, diretor responsável pela engenharia da Multipack Plas. Entre as inovações, ele menciona máquinas com placas porta-moldes com curso de deslocamento de 1.100 mm, sem concorrência local, representadas pela sopradora Autoblow 1000, projetada com moldes com até dez cavidades, e pelas sopradoras para bombonas para comportar até 50 litros, com 700 mm de placa porta-molde e com alturas compatíveis.

    Assim, por essa trilha, o crescimento baseado em inovação mostrou ser o melhor caminho para a empresa enfrentar as sazonalidades e os altos e baixos no mercado de consumo, mas, sobretudo, segundo Fonseca, a experiência ensinou que é preciso munir-se de muita flexibilidade, para criar novos projetos e customizar outros, levando-se em conta a existência de uma significativa fatia de mercado brasileiro em busca de maior automação nas máquinas, e de várias opções em diâmetros de rosca, que vão de 80 mm, 90 mm, 100 mm a 120 mm, entre outras, a fim de propiciar à produção total rendimento e versatilidade.

    E foi em razão de uma grande fatia de mercado que vem buscando maior automação nas sopradoras que a Multipack Plas resolveu investir na primeira sopradora elétrica a ser produzida no país. Prometida inicialmente para 2012, a nova máquina será, no entanto, lançada na Feiplastic (ex-Brasilplast), em maio do próximo ano.


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