Sopradoras – Atraída pelos juros baixos, a transformação vai às compras e lota as carteiras de pedidos

Uma avalanche de pedidos abarrotou a carteira de encomendas das fábricas de sopradoras no segundo semestre de 2012. Depois do enfraquecimento econômico observado no primeiro semestre, a bonança no período seguinte baixou sobre as vendas das máquinas de sopro, responsáveis pela ampla gama de embalagens que movimentam o gigantesco mercado de consumo de lácteos, águas, refrigerantes, sucos, óleos, agroquímicos, lubrificantes, medicamentos, cosméticos, materiais de higiene e limpeza etc., representando um volume de frascos incomensurável até pelas entidades ligadas ao setor.

Plástico, Sopradoras - Atraída pelos juros baixos, a transformação vai às compras e lota as carteiras de pedidos
Modelo permite mudança de todos os moldes em 16 minutos

O motivo que fez transformadores e envasadores acorrerem aos fabricantes de sopradoras foi muito simples: a prorrogação dos benefícios do PSI 4 (Programa de Sustentação do Investimento), linha de financiamento do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento, anunciado pelo Ministério da Fazenda e estendido até o final de 2012, provocou a grande corrida às novas aquisições. Compensados por taxas de juros reduzidíssimas, de 2,5% ao ano, fora dos padrões a que os brasileiros foram acostumados, empresários de todos os portes decidiram investir e lotaram as fábricas de encomendas até 2013.

“O nosso grau de satisfação com as vendas em 2012 não podia ser melhor; é de 110%”, afirma Ulisses C. Fonseca, diretor comercial da Multipack Plas, de São Paulo.

Estabelecido nesse ramo empresarial há 17 anos, inicialmente como importador de sopradoras, Fonseca e seu sócio Mauro Andraus passaram a fabricá-las em 2005. Nos últimos sete anos, chegaram a colocar em operação mais de uma centena de máquinas que operam por extrusão contínua de grande porte, conhecidas lá fora como máquinas de sopro do tipo shuttle – a grande especialidade da Multipack Plas, dedicada à produção de sopradoras a partir de 15 toneladas de força de fechamento.

Todos os anos contaram com um ritmo de produção praticamente bom, mas em 2011 a empresa registraria o seu maior recorde em vendas, ao comercializar 33 sopradoras. O melhor, no entanto, viria depois, em 2012, em rentabilidade, pois os ganhos deste ano deverão extrapolar os resultados de 2011.

“Os nossos avanços em tecnologia têm nos levado a vencer barreiras, bem como, praticamente, todas as grandes concorrências que acontecem no país, e que envolvem a compra de sopradoras de grande porte”, afirma Fonseca. Entre os principais clientes, destacam-se, de fato, um estrelato de grandes grupos, como Unilever, Logoplaste, Globalpack, Impev-Campo Limpo, Somold, Raízes, Plastirrico, Mauser e Química Amparo, e outros de alta exigência quanto à qualidade e também não menos quanto à inovação nos designs das embalagens sopradas, que têm de ser cada vez mais criativas, vistosas e agregar novas funcionalidades para agradar aos usuários.

Fonseca ainda lembra que o conceito construtivo das sopradoras fabricadas pela Multipack Plas é um dos mais fortes aliados na comercialização das máquinas. “Fabricamos sopradoras que trabalham sob barramento com guias lineares e a grande vantagem disso é garantir total rigidez ao conjunto e, consequentemente, estabilidade ao processo e alta qualidade ao produto final”, afirmou.

Analisando o que aconteceu alguns anos atrás, é possível constatar aquele velho jargão de que brasileiro empreendedor já nasce com garra e não vê dificuldade em fazer de um limão uma limonada. Ou seja, nas palavras de Fonseca: “A crise de 2008 acabou beneficiando o nosso setor, porque os nossos concorrentes europeus se afastaram de nós; e, ao contrário, passamos a trabalhar mais e a investir fortemente em inovação, desenvolvendo projetos únicos e exclusivos”, informou Mauro Andraus, diretor responsável pela engenharia da Multipack Plas. Entre as inovações, ele menciona máquinas com placas porta-moldes com curso de deslocamento de 1.100 mm, sem concorrência local, representadas pela sopradora Autoblow 1000, projetada com moldes com até dez cavidades, e pelas sopradoras para bombonas para comportar até 50 litros, com 700 mm de placa porta-molde e com alturas compatíveis.

Assim, por essa trilha, o crescimento baseado em inovação mostrou ser o melhor caminho para a empresa enfrentar as sazonalidades e os altos e baixos no mercado de consumo, mas, sobretudo, segundo Fonseca, a experiência ensinou que é preciso munir-se de muita flexibilidade, para criar novos projetos e customizar outros, levando-se em conta a existência de uma significativa fatia de mercado brasileiro em busca de maior automação nas máquinas, e de várias opções em diâmetros de rosca, que vão de 80 mm, 90 mm, 100 mm a 120 mm, entre outras, a fim de propiciar à produção total rendimento e versatilidade.

E foi em razão de uma grande fatia de mercado que vem buscando maior automação nas sopradoras que a Multipack Plas resolveu investir na primeira sopradora elétrica a ser produzida no país. Prometida inicialmente para 2012, a nova máquina será, no entanto, lançada na Feiplastic (ex-Brasilplast), em maio do próximo ano.

“Já investimos mais de R$ 1 milhão nos novos desenvolvimentos, que incluem dois modelos de sopradoras elétricas com 20 toneladas e 25 toneladas de força de fechamento, sendo ambas com dupla estação (oito cavidades + oito cavidades) e placa porta-moldes de 700 mm; e estamos apostando na aceitação do mercado por essas máquinas de alta tecnologia e que propiciam um consumo de energia que chega a ser 30% menor em comparação ao consumo de uma sopradora convencional”, destacou Fonseca.

A tecnologia das sopradoras elétricas, de acordo com Andraus, já é dominada há mais de 15 anos, porém, um dos maiores entraves à sua disseminação pelos vários setores que se utilizam do sopro eram as baixas forças de fechamento que essas máquinas ofereciam no passado, o que foi superado nos últimos anos.

Em 2012, disse Andraus, a empresa também aumentou sua capacidade para produzir sopradoras com maior número de cavidades e ainda projetou maior número de sopradoras de coextrusão para a fabricação de frascos multicamadas, que igualmente constituem uma grande pedida do mercado atualmente.

Ele lembra que, além das sopradoras elétricas, as sopradoras com coextrusão representam um mercado promissor e crescente, pois atendem às necessidades de sustentabilidade e propiciam maior economia nos gastos com matérias-primas. Podem ser compostas por camadas internas não pigmentadas, enquanto nas externas são mantidos os pigmentos; ou utilizar composições de materiais virgem + reciclado + virgem, por questões de sustentabilidade e para redução de custos.

Sopradora ecológica – A continuidade da política de praticar juros mais baixos e a retomada do crescimento da economia são condições ideais para investimentos na aquisição de sopradoras, segundo acredita o empresário Paulo Guaraná, diretor da J. B. Lemanski de Toledo, no Paraná. A empresa, conhecida como JBL, tem foco no mercado de sopradoras de PET totalmente automáticas, com capacidades para produzir desde 1.000 frascos/hora até 3.000 frascos/hora, para atender às necessidades principalmente de pequenos e médios produtores. Com mais de uma década de atuação na produção de máquinas de sopro, a empresa, segundo o diretor, tem a preocupação de projetar os equipamentos com design simples e eficiente, mas que resulte em alta performance operacional.

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Alta precisão nos movimentos caracteriza essa linha para PET

“As pré-formas são mantidas sempre na mesma orientação e no mesmo nível, o que garante o funcionamento contínuo da máquina. Nós aplicamos as mais modernas técnicas de projeto, usinagem e montagem, atuando em todas as fases de projeto e desenvolvendo quaisquer modelos de frascos de PET, envolvendo desde o dimensionamento do equipamento, o tipo de molde de sopro até a criação de embalagens exclusivas”, afirmou Guaraná.

O último e mais avançado modelo lançado pela empresa foi apresentado na Fispal Tecnologia, em 2012. Trata-se da JBL-3000E, sopradora ecológica, totalmente automática, com duas cavidades e sistemas de alimentação e extração também totalmente automáticos, uma máquina considerada de baixo consumo energético e com produtividade para até 3.000 frascos/hora.

“A nova série de sopradoras PET automáticas JBL 2012 inclui os novos modelos JBL-3000E e JBL-1500E que, por serem totalmente elétricos, aliam um consumo extremamente baixo de energia com uma precisão rigorosa de movimentos, permitindo chegar a uma produção de alta qualidade e de baixo custo”, acrescentou o diretor Guaraná.

Os modelos JBL na versão 2012 também sopram, segundo o diretor, uma grande variedade de pré-formas com dimensões de gargalo até 63 mm, produzindo frascos até 5.000 ml, privilegiando aspectos como design compacto, alta produtividade, baixo consumo de energia, operação silenciosa e a produção de frascos de PET comportando até 5 litros, destacando, sobretudo, projetos, tecnologia e fabricação nacionais.

“Em 2012, não podemos reclamar, pois conseguimos implementar a expansão de nossas equipes de vendas e de produção e informatizamos todos os nossos controles internos, o que propiciou um avanço significativo na qualidade de nossos produtos”, considerou o diretor.

Do ponto de vista comercial, porém, a JBL esperava mais. Apesar de as vendas terem sido bem superiores às de 2011, os resultados de 2012 foram considerados aquém das expectativas iniciais projetadas pelo diretor. “Colhemos melhores resultados nas vendas de sopradoras em 2012 em relação a 2011, mas atribuo isso principalmente ao esforço concentrado que foi feito em nossa área comercial”, afirmou o diretor da JBL.

O próximo passo para uma empresa que quer ficar atenta às necessidades de mercado é acompanhar a demanda que está havendo por sopradoras de PET elétricas, uma vez que os servomotores permitem velocidades de operação e precisão maiores, aumentando a produtividade e diminuindo perdas. “Já estamos trabalhando para incluir em nossos próximos modelos motores de alta precisão, como motores de passo, o que irá garantir ganhos ainda maiores para os nossos clientes e parceiros”, antecipou o diretor.

Capacidade dobrada – A mudança das instalações para a nova fábrica de 13 mil m2 de área construída em Americana, no interior paulista, traz novos e benfazejos ares e infla os ânimos na Pavan Zanetti, empresa que oferece ao mercado uma das mais amplas linhas de máquinas sopradoras que operam por extrusão contínua, por acumulação e que sopram PET.

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Instalada em nova fábrica, Pavan dobra capacidade

“A nossa nova planta industrial conta com instalações modernas e com capacidade para fabricar o dobro do que produzíamos em nossa antiga planta, e se concretiza num momento em que esperamos crescer tanto tecnológica como comercialmente, para atender um mercado cada vez mais exigente, o do sopro”, afirma Newton Zanetti, diretor de comercialização de sopradoras.

O ano de 2012 também foi marcante sob o ponto de vista de lançamentos, pois a empresa apresentou ao mercado uma sopradora de pré-formas de PET servomotorizada e uma linha de máquinas do tipo injeção-sopro, da série ISI, desenvolvida para soprar frascos para uso farmacêutico, cosmético, químico, entre outros.

“As sopradoras injection blow obtiveram grande sucesso na última Interplast, em Joinville, onde foram lançadas. Elas são fruto da parceria que estabelecemos com uma empresa internacional. Por ora, estamos trazendo as máquinas para o Brasil, mas, assim que for possível, pretendemos nacionalizá-las e fabricá-las no país”, afirmou Zanetti. Com exceção de sopradoras elétricas, a Pavan Zanetti trabalha com grande variedade de modelos de sopradoras convencionais de extrusão contínua da série Bimatic com estações simples e dupla, e com a BMT 10.0D/H, uma das mais vendidas atualmente. Seu portfólio inclui a sopradora de pré-formas de PET, modelo Petmatic 3C/2L, nas versões servomotorizada e pneumática, e sopradoras do tipo acumulação da série HDL e da série HPZ, que atendem o mercado de 10 litros até 220 litros, sendo a máquina mais vendida a HDL 20 L.

Segundo Zanetti, a grande vantagem das sopradoras elétricas, que deverão ser ofertadas pela empresa no futuro, está na ausência do sistema hidráulico, o que elimina a contaminação por óleo em caso de vazamento, além da grande economia no uso de energia, e o baixo nível de ruído. “Porém, são máquinas ainda caras e que precisam contar com um ambiente no qual o fornecimento de energia elétrica seja totalmente estável, sem variações significativas de voltagem na rede e outras oscilações de energia, enquanto uma sopradora convencional tem custo acessível, é rápida, e conta com tecnologias que também avançaram no sentido de economizar energia e reduzir os níveis de ruído”, comparou.

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Modelos da série ISI processam por injeção/sopro

No momento, segundo Zanetti, os setores mais indicados para adquirir sopradoras elétricas são os transformadores de grande porte e atuantes nos setores farmacêutico e alimentício, pelo fato de os sistemas elétricos propiciarem a ausência de contaminantes. “Mas as grandes empresas apostam nas máquinas elétricas desde que possam baratear seus produtos e consigam amortizar o investimento feito na sua aquisição”, observou.

Em vez de investir em elétricas, a Pavan Zanetti priorizou recursos para aprimorar as máquinas já constantes de seu portfólio. Na linha de PET, a tecnologia de servomotor no sopro e no estiramento da pré-forma trouxe ganhos, possibilitou regularidade e repetição de ciclos e melhorou sensivelmente a qualidade e o tempo de ciclo do equipamento, elevando, com isso, a produtividade da máquina, em alguns casos, em mais de 30%, segundo Zanetti. A campeã de vendas em 2012 foi a sopradora BMT 5.6D/H com dupla estação para até 5 litros, muito requisitada para embalagens sopradas de 1.000 ml, 2.000 ml e 5 litros. Totalmente automatizada, com comandos de nova geração, cabeçotes de extrusão contínua em mono e dupla camada, essa máquina é considerada muito versátil e apresenta excelente custo/benefício.

“Para as sopradoras convencionais estamos desenvolvendo um novo CLP de última geração para melhorar a comunicação homem-máquina e o gerenciamento de dados da máquina, o que permite melhorar também o ciclo. Também estamos trabalhando no sopro por acumulação, com o desenvolvimento da nova linha HPZ, com saída lateral do produto soprado, o que vai possibilitar a rebarbação em equipamento acessório agregado para rebarbação no ciclo da peça soprada. E também incorporamos cabeçotes do sistema Fifo – First In First Out –, para melhorar a troca de cores e a limpeza do cabeçote”, acrescentou o diretor.

As maiores preocupações da Pavan Zanetti quando se trata de sopradoras estão ligadas à funcionalidade do equipamento, facilidade operacional, produtividade e economia de energia. “Nenhuma máquina sai de nossa fábrica sem refletir essas preocupações, que se iniciam na fase de projeto e continuam quando prestamos atenção nos detalhes de produção, pois o setor de transformação hoje se preocupa com décimos de centavos no custo da produção”, informou o diretor. Ele também tem dado atenção ao uso de matérias-primas recicladas com cabeçote de duas ou três camadas – utiliza resinas recicladas no interior das embalagens, quando possível, para propiciar economia no uso de pigmentos caros.

Um dos diferenciais da Pavan Zanetti é projetar e fabricar seus próprios cabeçotes de sopro por extrusão contínua e acumulação, que sempre contam com atualizações e novos desenvolvimentos, sendo que o mais recente contempla a colocação de drenos para a troca de cores nas máquinas. Segundo o diretor, esse novo sistema possibilita rapidez na troca de cores em extrusão contínua e acumulação, sendo de fácil manuseio e, com isso, os set-ups de troca de moldes e produtos sofrem uma significativa redução de tempo, o que acaba sendo um recurso extraordinário para os transformadores.

A empresa também destaca entre os seus mais recentes desenvolvimentos os cabeçotes de coextrusão com até três camadas no mesmo material (por exemplo, PEAD), o que permite o processamento com reciclado na camada do meio ou com resina com pigmento escuro anti-UV, para produtos que não podem ter contato com a luz, como o leite, melhorando seu tempo de exposição em prateleira.

O crescimento em 2013, na opinião de Newton Zanetti, pode ser sustentado por um grande pilar que se assentaria na modernização das fábricas existentes no parque industrial brasileiro. “Temos muitas máquinas em operação, há muito mais tempo do que deveríamos, e um plano governamental de estímulo à renovação dos equipamentos antigos por novos e mais modernos traria ganhos de economia de energia não só para as empresas, como também ajudaria a impulsionar maior desenvolvimento ao país”, acredita o diretor.

Oferta nacional aumenta – Os compradores também encontram várias opções em equipamentos nacionais fabricados pela Romi. Considerada a líder brasileira no setor de máquinas-ferramenta e de máquinas para processamento de plásticos, a empresa oferece ao mercado do sopro quatro grandes séries de máquinas com sua tecnologia, além de sopradoras de pré-formas. Uma delas é a Romi PET 230, máquina automática, lançada em 2009, que pode produzir garrafas e frascos com capacidades volumétricas até 3 litros. Direcionada às indústrias de bebidas, como refrigerantes e águas minerais, e também às indústrias de óleos comestíveis, molhos, condimentos, incluindo cosméticos e produtos de higiene e limpeza, essa máquina pode ser programada para soprar vários tipos de pré-formas, como para garrafas de 500 ml para água mineral, podendo alcançar produção de 2,5 mil garrafas/hora. Além de ter capacidade para produzir as embalagens comportando até três litros em moldes de duas cavidades, o diferencial dessa sopradora, de acordo com técnicos da empresa, é a alta produtividade, alcançada pelo fato de a máquina ser totalmente automática, tanto no sistema de alimentação quanto na extração.

Também fruto da safra de sopradoras lançadas pela empresa em 2009, a Romi Premium Full foi direcionada para o mercado de frascos em geral por oferecer alta eficiência e produtividade para a fabricação de embalagens comportando até 5 litros. O equipamento, afirmam os técnicos da Romi, apresenta excelente qualidade de sopro e produtividade, além de baixo consumo energético. Possui programador de parison com válvula Moog que permite até 512 pontos de programação e controle individual de temperatura para torpedo e trefila, sendo equipado com comando CM 10 (B&R), display touchscreen e software de última geração, agregando ainda todos os sistemas de segurança de acordo com a NR-12.

Ainda em 2009, a Romi trouxe ao mercado a Romi PET 160, para altas produções, direcionadas às indústrias de alimentos, bebidas e de produtos de higiene e limpeza, principalmente para atender às necessidades desses setores. Compacta e com capacidade para até 6 litros, essa sopradora possui painel de (CM 8 Plus – B&R), tela colorida de 5,7”, programação e navegação por teclado touchscreen e software de última geração, além de silo alimentador de pré-formas feito de aço inoxidável, e sistema totalmente automático de alimentação e de extração.

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Compacta, sopra altas produções até 6 litros

O último lançamento da Romi na área de sopradoras data de 2011. Trata-se da Romi PET 425, totalmente automática, concebida para altas produções de garrafas PET (até quatro frascos de 2,5 litros) e que conta com silo alimentador e carregador automático de pré-formas. Ainda é equipada com comando controlmaster 10 (B&R) colorido, sistema de troca de moldes simples e rápido, apresentando baixo nível de ruído e também baixo consumo energético.

Economia e produtividade – As novas soluções para sopro da Sidel também oferecem tecnologias de baixo consumo de energia, voltadas à produção de garrafas plásticas de alta qualidade e com níveis superiores de produtividade por permitir trocas rápidas por meio da utilização do sistema Bottle Switch, conhecido por melhorar a flexibilidade das sopradoras e reduzir o tempo de troca de moldes.

Outra inovação apresentada pela empresa está no sistema de descontaminação seca, denominado Combi Predis. Disponível para leites UHT e outros produtos sensíveis, esse sistema permite esterilizar as garrafas na fase da pré-forma, sem a utilização de água.

Os desenvolvimentos mais recentes da Sidel também contemplam soluções como o Modulomold, que permite a produção de embalagens com diferentes designs em um único molde, pelo uso de insertos no molde, removíveis por meio de trocas rápidas.

Avanços no módulo de sopro – Lançadas exatamente um ano atrás, a nova geração de sopradoras da Krones Contiform 3 alcançou, em agosto último, a prestigiosa marca de 100 máquinas vendidas no mercado global. O histórico bem-sucedido de comercialização em tempo recorde é, de acordo com a empresa, atribuído a importantes avanços tecnológicos que foram introduzidos nas novas máquinas Contiform, cuja primeira geração, lançada 14 anos atrás, conta com mais de 1.500 máquinas já comercializadas no mundo todo.

O módulo de sopro, por exemplo, representa um desenvolvimento completamente novo, e traz um forno de aquecimento linear aperfeiçoado, sobretudo, em relação ao consumo de energia. O aumento do rendimento por estação de sopro de 2.000 para 2.250 garrafas por hora, combinado com o novo sistema de estiramento de controle eletromagnético, é também percebido pelo mercado como um dos grandes avanços da série de sopradoras Contiform 3.

Especial importância também foi dada à eficiência, à economia de recursos e à ergonomia. Em comparação com modelos anteriores da sopradora, os tempos de troca de produto e o consumo de energia e de ar comprimido foram reduzidos significativamente, o que aumentou a flexibilidade da máquina.

A terceira geração da Contiform está disponível em modelos que comportam desde oito até 36 estações de sopro, o que permite alcançar um rendimento máximo recorde de produção de 81.000 garrafas por hora, reduzindo gastos com energia.

Entre as inovações, os técnicos da empresa destacam a reengenharia do módulo de sopro, a otimização da estação de aquecimento linear, o aumento do rendimento por estação de sopro, a redução do consumo total de ar, a redução do consumo total de energia, o novo desenho, que permite melhor padrão higiênico, a diminuição dos tempos de troca de produto, a maior flexibilidade, a modernização do sistema de controle, além da máxima disponibilidade e confiabilidade da máquina.

Um dos avanços mais relevantes alcançados no novo projeto da Contiform 3 está na estação de sopro completamente nova, que permite alcançar rendimento produtivo de 2.250 embalagens plásticas por hora por cavidade de sopro. Mais compacta, a máquina ocupa menor espaço, podendo soprar 36.000 embalagens por hora com apenas 16 cavidades.

Segundo a fabricante, a estação de sopro emprega um sistema eletromagnético altamente flexível, que permite combinar a velocidade da máquina com a velocidade do sopro. O sistema de acionamento Monotec com servomotores opera de maneira sincronizada e assegura, dessa forma, precisão nas transferências. Com a eliminação das correias de transferência, já não há perda de eficiência mecânica, e o desgaste é menor.

Também foram aumentadas a robustez e a resistência da construção da plataforma, até mesmo para casos de rendimentos altos por estação de sopro. De acordo com informações da empresa, pinças de transferência de comando ativo exercem uma pressão mínima sobre as pré-formas de PET e permitem entrega rápida e muito precisa até para velocidades circunferenciais extremamente elevadas.

Menos cavidades com o mesmo rendimento total reduzem o tempo de troca de peças. Com a integração opcional de um sistema MouldXpress, o tempo de troca de moldes de sopro cai a menos de um minuto por estação. Como detalha a Krones, em uma Contiform 316 são necessários, agora, apenas 16 minutos para a mudança de todos os moldes. Se há troca do diâmetro de boca das pré-formas a serem processadas, as peças de formato de troca rápida para o forno da Contiform 3 diminuem os tempos de parada da máquina.

No novo projeto, a Krones também deu especial importância à redução no consumo total de ar comprimido. A opção por um sopro eletromagnético da embalagem com acionamento linear em vez de um sistema pneumático oferece essa vantagem. Com a Intermediate Pressure, uma fase de pressão intermediária nova, a quantidade de ar comprimido reciclado em cada máquina aumenta drasticamente. O Air Wizard Plus, sistema de recuperação de ar comprimido instalado em cada máquina, ajusta-se automaticamente à respectiva quantidade parcial de ar reciclado e contribui para a economia de ar comprimido. Assim, de acordo com o fabricante, é possível reduzir o consumo total de ar da máquina em um terço, o que influi diretamente no consumo de energia do compressor e nos custos de energia e de operação.

A nova configuração das caixas de aquecimento no forno infravermelho também permite economizar custos de energia diretos na sopradora. Por causa da menor distância entre os radiadores e os refletores de cerâmica foi possível diminuir o consumo de energia em 15%, em média, na comparação com o forno do ano de 2010, e em até 32% em relação ao forno de 2008, com a mesma estabilidade do processo.

Para esta melhor eficiência energética está aplicada também a tecnologia de acionamento Monotec para a roda de sopro, as estrelas de transferência e o forno. A roda de sopro, cada uma das estrelas de transferência e o forno são acionados, cada um, por um servomotor altamente eficiente e de baixo consumo energético.

O novo revestimento da máquina com painéis multicapa do tipo sandwich de alumínio contribui para a sua higienização. Graças ao sistema de sopro eletromagnético e ao fato de a máquina ser livre de lubrificantes, todos os pontos de lubrificação na roda de sopro localizados na parte superior da boca da pré-forma ou da embalagem foram eliminados.

Nas estrelas de transferência e para os sistemas de bloqueio dos porta-moldes são empregadas ainda rodas plásticas de alta resistência. Com isso, o sistema de lubrificação central automático consome menos graxa. Além de se evitar custos com lubrificantes, também se evita a lubrificação excessiva na máquina, o que eleva o grau de higiene de todo o sistema. Esta inovação diminui pela metade os tempos de parada para limpeza e lubrificação.

O uso de pinças de transferência de comando ativo também garante uma redução das partículas de PET geradas por contatos durante a transferência das pré-formas de PET ou das embalagens, diminuindo também a produção de sujidades na máquina por fragmentos de PET.

O novo sistema de sopro eletromagnético possibilita maior comodidade de controle, ao ajustar o trajeto do processo de sopro simultaneamente para todas as estações na tela táctil. O MouldStar, um sistema opcional para a troca de moldes de sopro, facilita a mudança das peças, uma vez que favorece uma manipulação ergonômica dos moldes durante a troca rápida. Uma excelente acessibilidade, distâncias curtas e possibilidades de intervenção rápidas facilitam o comando e reduzem os tempos de parada.

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