Somos flexíveis e estamos prontos! ABIEF

Recentemente, tive acesso aos resultados de uma pesquisa encabeçada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil que mostra que 2022 foi um ano com aumento no número de lançamentos de produtos.

Segundo o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, as indústrias solicitaram 9,9% mais códigos de barras para lançar produtos no ano passado, em comparação ao ano anterior.

Os pedidos ocorreram principalmente no segundo semestre, o que demonstra o resgate de um padrão de comportamento mais próximo do normal.

Mas, infelizmente, dois importantes segmentos para nossa indústria – alimentos e bebidas – embora tenham apresentado crescimento no quarto trimestre, acumularam redução de 11,2% e 15%, respectivamente.

Ou seja, 2022 foi um ano aquém do esperado, mas melhor do que o previsto pelos mais conservadores.

Foi um ano pautado pelo rabicho da pandemia e por questões macro, como inflação, juros altos, demanda tímida e alto custo de produção.

Diante deste cenário, a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis empatou, fechando o ano com volume de produção e faturamento praticamente inalterados em relação ao ano anterior.

Alguns segmentos foram mais afetados, como o de embalagens para produtos frigorificados e filmes industriais (shrink e stretch).

Outros, como o de rótulos, fecharam o ano com desempenho positivo e iniciaram 2023 com relativa estabilidade, caso dos descartáveis.

O fato é que a baixa demanda atinge a todos, inclusive segmentos mais pujantes, como construção civil e bens duráveis (móveis, por exemplo).

Também vemos um bom número de empresas segurando seus investimentos à espera de um cenário mais bem definido.

Por tabela, o consumidor final acaba controlando mais os seus gastos.

O que não significa que não paire no ar uma tendência de melhora gradual. E é baseado nesta tendência otimista que entrou em 2023.

Não acredito num crescimento surpreendente, mas aposto que ficaremos no mesmo patamar de 2022, o que é positivo, levando-se em conta o cenário atual e a crise internacional.

A demanda está fraca em importantes mercados como China e EUA o que já leva a uma previsão do crescimento mundial da ordem de 2,7% em 2023, contra os 3,2% de 2022.

No caso das grandes economias, a perda será maior: de 2,4% para 1,1%.

Outro ponto positivo é que a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis atingiu um grau de maturidade que a torna extremamente competitiva, nacional e internacionalmente.

As próprias características e propriedades dessas embalagens são um diferencial em comparação aos materiais sucedâneos: leveza, flexibilidade de formatos e volumes (porções menores, por exemplo), diversas possibilidades de decoração e inclusão de elementos que garantam conveniência para o consumidor final (tampas, bicos dosadores, zíperes, etc), e agilidade de resposta às demandas dos brand owners.

Entre estas vantagens, algumas com impacto positivo e direto no seu desempenho sustentável.

Outro motivo para o otimismo é que os associados da ABIEF, em Assembleia Extraordinária, concordaram em estender o mandado da Diretoria atual, da qual sou Presidente, por mais dois anos.

Este tempo nos permitirá levar adiante todos os projetos e ações represados no período da pandemia. Há muito o que fazer pela indústria, pelo mercado, pela sociedade e pelo Brasil.

Os mercados local e global seguem ávidos por inovações, especialmente as ligadas à sustentabilidade e economia circular e que se materializam em embalagens monomaterial de alta barreira, embalagens menores e novas tecnologias de reciclagem.

Somos flexíveis e estamos prontos! ABIEF ©QD Foto: iStockPhoto
Rogério Mani é empresário e Presidente da ABIEF

O mundo pós-pandemia está descortinando oportunidades e a indústria de flexíveis está pronta e com a bandeira da inovação fincada para atender a esta demanda e seguir os passos do novo consumidor.

Que em 2023, novamente, as dificuldades sejam transformadas em oportunidades e que a indústria de flexíveis lance mão de toda a sua inventividade e criatividade para driblar as dificuldades e manter-se na vanguarda como o segmento de embalagens que mais cresce em todo o mundo.

Rogério Mani é empresário e Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) [email protected] www.abief.org.br

Plástico Moderno - Precisamos ir além da crise e focar na circularidade das embalagens! Abief ©QD Foto: Divulgação

Abief

Desde sua criação em 1977, a ABIEF mantém firme o propósito de defender os interesses da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis. E os mecanismos para tal evoluíram junto com a entidade nestes 41 anos.

Hoje todo o planejamento estratégico da ABIEF é permeado por conceitos de compliance e pela total transparência junto aos seus associados, ao mercado e à sociedade.

A ABIEF busca ainda a permanente adequação às novas diretrizes dos mercados nacional e internacional, renovando, diariamente, o compromisso assumido com os principais objetivos traçados em sua criação.
Mais informações: http://abief.com.br/home

Leia Mais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios