Ferramentaria Moderna

Sistema in mold closing avança na produção de tampas flip top

Jose Paulo Sant Anna
1 de fevereiro de 2013
    -(reset)+

    Em moldes com muitas cavidades, mais de 72, ele também vê restrições. “Nesses casos, o IMC apresenta certas limitações, usamos robôs para efetuar a operação.” O problema se repete quando são usados os stack molds, ferramentas dotadas com mais de uma placa com cavidades. “Neste caso, não é possível usar o IMC, precisamos de um sistema de automação ao lado da máquina”, explica.

    O grupo Aptar, multinacional do ramo de embalagens, conta com unidade no Brasil, em Maringá-PR. Lá estão instaladas 25 injetoras, e a produção das tampas flip top se constitui num importante filão de trabalho. A empresa atua com destaque nas áreas de cosméticos e higiene pessoal. “Dos moldes que adquirimos nos últimos tempos, 90% contam com o sistema IMC”, informa Dirceu Dias, gerente de desenvolvimento.

    O profissional também aponta a redução do tempo dos ciclos como fator de limitação do uso da tecnologia nos casos em que é necessário grande volume de produção. “Isso não atrapalha muito a adoção da técnica pela indústria brasileira. Nos Estados Unidos, onde os volumes são enormes, é mais comum usar os dispositivos de automação fora da máquina”, diz. A Aptar utiliza muito a importação para adquirir esses moldes. “Por aqui temos pouquíssimos fornecedores”, lamenta.

    A Igaratiba, localizada em Elias Fausto-SP, atua no ramo de produção de embalagens há mais de trinta anos. “A indústria de cosméticos responde por 70% de nossas encomendas”, revela Valter Quintino de Oliveira Junior, gerente comercial. A empresa atende, entre outros clientes, nomes como Avon, O Boticário, P&G e L’Oréal.

    A Igaratiba conta com uma particularidade. Ela pertence ao mesmo grupo empresarial proprietário da Moltec. A ferramentaria é responsável pelo fornecimento de 100% dos moldes nacionais utilizados pela transformadora – vez por outra são adquiridas matrizes importadas. Isso explica o crescente interesse da empresa por moldes dotados com sistemas IMC para a produção de tampas flip top. “Hoje todos os nossos moldes novos já vêm com a tecnologia”, informa. Ao todo, entre 30% e 34% das ferramentas do gênero contam com IMC. “A tendência é esse número ir crescendo à medida que efetuamos a substituição de moldes antigos.”

    As vantagens são exaltadas pelo gerente comercial. “O molde é mais caro, mas o fato de não necessitarmos de dispositivos de automação independentes reduz em torno de 50% o investimento necessário para uma linha de produção”, calcula. A redução do espaço necessário nas plantas é exaltada. “A qualidade das peças obtidas também é maior. A dobradiça se ajusta melhor se for dobrada com temperatura maior, cria ‘memória’ da posição fechada”, acrescenta.

    Nem tudo é um mar de rosas. Para Oliveira Junior, o uso da tecnologia requer maiores cuidados do que os exigidos pelas matrizes comuns. “Temos que nos preocupar mais com o ajuste do molde ao funcionamento da máquina, se a operação não for executada dentro dos parâmetros precisos pode haver prejuízo”, adverte. Por isso, para ele, muitas empresas brasileiras ainda não optaram pelo recurso. “As empresas de ponta, com certeza, já usam a técnica.”

     



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *