Armazenamento e Transporte

Silos: Transformadores se rendem aos benefícios dos sistemas

Renata Pachione
2 de junho de 2014
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    Receber a resina em embalagens conhecidas como big-bags é a alternativa mais utilizada para o transporte, mas, tratando-se de grandes volumes, o fornecimento a granel, do contêiner ao silo e do silo à produção, é mais vantajoso. De qualquer maneira, os sacos e os big-bags ainda são muito requisitados, principalmente, para se vencer as grandes distâncias entre os produtores ou distribuidores de resinas e os transformadores.

    O caminhão silo eleva o custo do frete gerando um impacto maior em distâncias grandes. A solução mais indicada é o transporte da resina a granel através de contêineres padrão com liners, uma bolsa de grandes dimensões, que garante a não contaminação. “A transferência da resina do contêiner até os silos é realizada através do descarregamento por gravidade devidamente inclinado por meio do nosso bulktilter conectado a um sistema de transporte pneumático para o enchimento dos silos”, explica Heinke. Em tempo, a entrega em contêineres, transportados em caminhões convencionais de carga, é uma alternativa bastante viável ao granel. O problema se revela no momento de transferência do material ao silo. É necessário que o contêiner tenha uma báscula capaz de garantir a descarga por gravidade para o silo. Para desatar este nó, a Zeppelin desenvolveu o bulktilter, um equipamento responsável por essa inclinação.

    No mercado, em geral, hoje, os desenvolvimentos são mais do que simples peças para a estocagem da resina. São soluções. O mercado está demonstrando uma forte tendência na automação do manuseio das matérias-primas.

    Case – As vendas estão em alta. A Zeppelin Systems, da Alemanha, divulgou no início do ano que foi contratada para fornecer silos e misturadores para a nova planta de polietileno da Braskem, programada para ser inaugurada em 2015. Localizada no Complexo Petroquímico Coatzacoalcos em Veracruz, no México, a unidade trata-se de uma joint-venture da Braskem com o grupo Idesa. Sete silos já foram exportados da Alemanha no ano passado, e montados em campo por profissionais alemães e brasileiros.

    Na Zeppelin Systems Latin America, a operação é facilitada. Na maioria das vezes, as peças são entregues prontas. A exceção se dá de acordo com algumas variáveis como as dimensões da peça e a distância. Nestes casos, os silos são fornecidos pré-fabricados para complementação da fabricação em campo, ou seja, na planta do cliente.

    A companhia fabrica modelos padronizados. Estão disponíveis em diversos diâmetros (de 2.000 mm até 4.200 mm), e volumes (de 37 m³ até 240 m³). Mas, obviamente, há vendas sob medida para o cliente. Segundo Heinke, são fabricados conforme a necessidade do projeto, em volumes que podem variar de 0,5 m³ até 2.500 m³.

    O portfólio conta, em sua maioria, com silos de alumínio por serem economicamente mais atrativos do que os feitos com o aço inoxidável. “Em caso de necessidade, fornecemos os silos fabricados de aço inox”, completa Heinke. Aliás, o alumínio é o material mais indicado para a aplicação, pois não contamina a matéria-prima. Silos de aço carbono podem gerar contaminação da matéria-prima mesmo se providos de pintura interna.

    Ao contrário do que um dia foi no passado, a linha Transilo não é mais a campeã das vendas da fabricante. Hoje o carro-chefe da empresa são os silos estacionários. Apoiados sobre células de carga, eles permitem com exatidão o monitoramento da quantidade de resina disponível nos silos. São totalmente soldados para assegurar a total estanqueidade entre o meio externo e o interno.

    Mas os produtos Transilo ainda têm destaque no portfólio. A principal característica é o fato de serem transferíveis, pois já são fornecidos com uma placa base de concreto, eliminando dessa forma a necessidade da fundação civil. A placa dá estabilidade aos silos, quando vazios, e distribuem uniformemente a carga sobre o piso, no caso de estarem cheios.

    Fundada sob o nome de Johannes Möller do Brasil (JMB), a empresa foi criada há 38 anos. Em 1998, ela foi adquirida pelo grupo industrial alemão Zeppelin, e mudou a razão social para ZMB Zeppelin. Com o decorrer dos anos, incorporou várias companhias até chegar à configuração atual. Hoje a Zeppelin Systems Latin America é a sua subsidiária brasileira, e está localizada em São Bernardo do Campo-SP. Entre silos pequenos, médios e grandes, a empresa fabrica entre dez e vinte ao mês.



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