Armazenamento e Transporte

Silos: Transformadores se rendem aos benefícios dos sistemas

Renata Pachione
2 de junho de 2014
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    Plástico Moderno, Silo é entregue montado na fábrica do cliente

    Silo é entregue montado na fábrica do cliente

    Armazenar a resina em silos é um conceito cada vez mais presente na transformação nacional. Ao migrar dos big-bags ou sacos, o industrial assegura alguns ganhos que passam pelo fim do desperdício e da contaminação da matéria-prima até a redução dos gastos com a logística, o que se obtém com a eliminação do uso de empilhadeiras e mão de obra.

    O mercado opera com margens cada vez mais apertadas em meio a um cenário de total incerteza. A indústria do plástico, como o mundo em geral, está mudando e ninguém sabe ao certo quais serão os novos rumos. Por isso, ter garantias de que haverá uma real diminuição dos custos de produção tornou-se um conceito já disseminado e bem-aceito.

    Não precisa ser uma indústria de grande porte para apostar nos silos. Eles já integram as fábricas pequenas também. Não importa muito o tamanho, mas sim quais são suas necessidades. E por falar em exigências, os fabricantes de silos se esmeram para encantar seus clientes, oferecendo muito mais do que um simples produto. A tendência é fornecer soluções feitas sob medida para atender às solicitações de cada consumidor.

    Plástico Moderno, Heinke: armazenamento externo gera economia significativa

    Heinke: armazenamento externo gera economia significativa

    Vantagens – O armazenamento em silos proporciona importante ganho de área industrial coberta. Isso porque o equipamento permite que o produto seja guardado a granel em área externa. Além disso, o espaço necessário para a estocagem em silos de uma mesma quantidade de matéria-prima é muito pequeno. “Trata-se de uma armazenagem vertical que ocupa muito menos área do que a armazenagem em sacos ou big-bags”, comenta Mark Heinke, diretor comercial da Zeppelin Systems Latin America.

    A otimização do espaço tem grande valor. Segundo o diretor, a armazenagem externa em silos traz uma redução de custo bastante significativa, pois não se trata de área nobre, e demanda um espaço reduzido. “O custo de armazenagem toma como base, entre outros fatores, a metragem quadrada, que é em média, um terço menor, se for em silos”, reforça Heinke.

    Outra importante fabricante de silos do país, a Theodosio Randon, destaca a organização do espaço produtivo como o principal benefício da implantação dos silos. Para Marco Antonio Villwock, engenheiro de silos da companhia, sem o transporte de matérias-primas pela área produtiva, evitam-se perdas e a mistura de resinas. Além disso, ressalta a redução da mão de obra utilizada no transporte e o controle mais efetivo do inventário.

    Mas será que as empresas de pequeno porte podem usufruir desses benefícios? Ou seja, a adoção de silos estaria fadada a médias e grandes indústrias? Na avaliação de Heinke, a decisão depende do grau de automação que a fábrica exigir, da necessidade de rastreabilidade e se o seu objetivo é atingir perda zero, por exemplo. Em outras palavras, se os critérios forem estes, sim, o investimento em silos pode ser aplicado em companhias de qualquer porte, sem prejuízo algum.

    De forma geral, o investimento em silos é vantajoso independentemente do volume em questão, mas segundo Heinke, este tipo de armazenagem se justifica para consumo de 50 toneladas ao mês. De qualquer maneira, ele observa que fatores como a condição logística e o espaço disponível na fábrica também são determinantes na decisão. Na opinião de Villwock, da Theodosio Randon, sob a perspectiva da organização da fábrica, qualquer volume justifica a adoção de silos. “Como a armazenagem a granel é um fator de melhoria de produtividade, existe, sim, a possibilidade de uso de silos em qualquer tamanho de empresa”, confirma Villwock.

    Sem os silos, as opções para a armazenagem das resinas ficam por conta dos sacos de 25 kg ou dos big-bags de até 1.250 kg. Essas são as alternativas mais comuns. Há ainda outras possibilidades, como o octobin (recipiente de grande dimensão) e o contêiner.

    Definitivo – O granel é tendência sem volta, pois a transformação brasileira já admite sua adoção como um investimento e não como um gasto. De acordo com Heinke, o cliente que instala silos pensa apenas em aumentar a quantidade deles e não em diminuí-la. Segundo Villwock, o recebimento de resinas petroquímicas a granel se configura como um caminho definitivo, porque as indústrias de transformação estão em um processo de reconhecimento das vantagens de armazenagem em silos. “O retorno do investimento é muito curto e todas as empresas que fazem esta conta corretamente já estão em processo de análise da solução”, afirma Villwock.

    Quando o insumo chega à fábrica em big-bags ou sacos, primeiramente, o caminhão tem de ser descarregado através de “chapas” – quando se trata de sacos – ou através de empilhadeira, no caso de big-bags. Toda a matéria-prima é armazenada em galpões cobertos para depois, conforme a necessidade, ser levada até os pontos de consumo, ou seja, o pátio de extrusoras e injetoras.


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