Máquinas e Equipamentos

Rotomoldagem – Vendas em alta impulsionam as máquinas do tipo shuttle

Rose de Moraes
17 de fevereiro de 2008
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    “Trata-se de um novo conceito em máquina que pretendemos concretizar com a participação da Charles Modelação. O custo será bem mais acessível em comparação com a tecnologia shuttle, e os equipamentos sairão prontos de fábrica para rotomoldagens específicas, de mais baixa produtividade, porém, perfeitamente ajustadas à fabricação de peças de grande porte”, antecipou o empresário.

    Segundo calculou Andrade, a produtividade nem é tão baixa assim: com apenas um equipamento rock and roll, de acordo com o projeto da Rotomec, é possível rotomoldar entre seis e oito tanques de 15 mil litros em uma única jornada de oito horas de operação.

    Além de desenvolver novos modelos, a empresa também busca novos investidores que percebam a importância da rotomoldagem para solucionar problemas crônicos do país, como a seca. “A rotomoldagem de cisternas seria particularmente interessante e, podendo ser financiada por setores públicos, solucionaria em boa parte os problemas de captação e reutilização das águas de chuva”, considerou o empresário.

    PE cross-link – Os polietilenos cross-link são reticuláveis antes do seu processamento, esclarece Marco Antonio de L. Nunes, gerente da Ico Polymers do Brasil. “Após a ocorrência de reações, o material é denominado polietileno reticulado. Em inglês, a denominação correta é crosslinkable polyethylene, também reconhecido pela sigla XLPE ou PEX”, afirmou. Mas o que diferencia um polietileno reticulado dos não-reticulados, como os lineares, são as propriedades superiores desse material. Entre elas, Nunes destacou as resistências química, ao impacto e à abrasão.

    A soma dessas propriedades oferece características muito importantes para a fabricação de tanques de estocagem de produtos químicos perigosos. Se ocorrer uma falha, essa não se dará de maneira catastrófica, incorrendo até na perda de vidas. “Ou seja, um tanque rotomoldado com polietileno cross-link não apresenta propagação rápida de trincas ou fissuras, permitindo tomadas de decisão para evitar problemas de maior gravidade, como danos ambientais ocasionados pelo vazamento de líquidos perigosos”, explicou Nunes. Por isso, a tendência aponta para o uso cada vez mais crescente dos polietilenos cross-link no mercado brasileiro, tal como já ocorre na Europa e nos Estados Unidos, onde esse tipo de material é amplamente utilizado, até pela existência de leis mais rígidas disciplinando esse tipo de produto.

    Já os polietilenos cross-link plus, fabricados pela Ico Polymers, comparativamente aos PE cross-link, apresentam níveis de resistência à abrasão ainda maiores. “Tal propriedade é particularmente interessante aos direcionadores usados na saída de colheitadeiras de cana-de-açúcar, peças submetidas a esforços constantes de forte abrasão e, por isso, sujeitas a desgastes prematuros.”

    Outro material cada vez mais incorporado à rotomoldagem de componentes para aplicações técnicas de alta exigência é o náilon. “Os polietilenos predominam na indústria da rotomoldagem. Entretanto, aplicações de maior exigência relacionadas com o limite da temperatura de trabalho dos materiais podem tornar necessário o uso de resinas com propriedades ainda mais elevadas, como é o caso do náilon, que tem se apresentado como a melhor opção para a fabricação de peças antes dominadas pelos materiais metálicos. A rotomoldagem do náilon já ocorre no Brasil, mas a tendência é de que alguns rotomoldadores passem a se especializar cada vez mais na utilização desse material. “A alta resistência química a combustíveis e a possibilidade de pintura fazem do náilon uma ótima solução para tanques de combustíveis para motocicletas, o que já vem ocorrendo especialmente na Europa”, exemplifica Nunes.

     

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