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Rotomoldagem – Setor aposta em crescimento na área de saneamento básico

Rose de Moraes
8 de março de 2011
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    Depois de triunfar no mercado de caixas-d’água, os polietilenos rotomoldados se preparam para avançar em aplicações no setor de saneamento básico. O alvo da conquista, na realidade, já vem sendo trabalhado pela participação de rotomoldados em projetos de recuperação e expansão de redes de esgoto, em fase experimental em municípios de São Paulo, Santa Catarina e do Espírito Santo.

    Faz algum tempo que os polietilenos rotomoldados atóxicos e de alta resistência mecânica conseguem levar à derrocada outros materiais, como o amianto, condenado no passado pelo uso em caixas-d’água por suas características cancerígenas, e os termofixos, vez por outra substituídos por suas deficiências de reciclabilidade.

    A adequação pontual dos polietilenos rotomoldados às mais diversas aplicações envolvendo peças ocas e o mais baixo custo do investimento em unidades de produção são os grandes responsáveis por sua ascensão ao longo dos últimos anos no mercado brasileiro, principalmente nos setores de peças e componentes para a produção agrícola e para a construção civil.

    Plástico Moderno, Luis Oscar Passos de Barros, Gerente de contas da Braskem, Rotomoldagem - Setor aposta em crescimento na área de saneamento básico

    Barros estima em 90% o mercado da rotomoldagem em caixas-d’água

    A escalada de crescimento dos polietilenos rotomoldados – estimada entre 10% e 12% ao ano – está longe de se dar por cumprida e pode avançar bem mais com uma soma de esforços que já estão sendo implementados, envolvendo petroquímicas, distribuidores, órgãos de normalização e de certificação da qualidade, além, é claro, de ter de contar com o empenho dos rotomoldadores.

    “Em cinco anos, aproximadamente, conseguimos mudar o perfil do setor de caixas-d’água no Brasil, por intermédio da implementação do projeto “Cem por Cento Polietileno”, abrindo um mercado completamente novo para a introdução de polietilenos rotomoldados, que praticamente tomaram conta desse setor, respondendo atualmente por mais de 90% desse mercado e pelo consumo de cerca de 45 mil toneladas/ano”, considerou o engenheiro de materiais Luis Oscar Passos de Barros, gerente de contas da Braskem, responsável pelo mercado de rotomoldagem na companhia.

    A nova meta da petroquímica, contudo, é avançar sobre o setor de saneamento básico, num primeiro momento concentrando-se no desenvolvimento de projeto e de mercado, a fim de convencer potenciais usuários a adotar uma nova concepção de dispositivo rotomoldado para vistoria, inspeção e manutenção de redes de esgoto já instaladas e em expansão, setor no qual o déficit brasileiro é de mais de 50% em relação às necessidades da população.

    Durante os últimos anos, os maiores volumes de rotomoldados foram destinados a cobrir as demandas por caixas-d’água com capacidades para acondicionar de 350 litros até mil litros, e também de tanques em diversos tamanhos e formatos, comportando até mil litros ou 2 mil litros, incluindo peças técnicas para diferentes aplicações, como componentes para máquinas e equipamentos de uso agrícola.

    Atualmente, porém, os novos desenvolvimentos em rotomoldagem têm sob sua mira peças como poços de visita para saneamento e grandes reservatórios para acondicionar água potável, com capacidade superior a 5 mil litros, prevendo novas demandas em condomínios residenciais e industriais.

    Além de comprovar características fundamentais, como estabilidade térmica, resistência ao impacto, estanqueidade e segurança para uso, os poços de visita rotomoldados de polietileno também oferecem, segundo destacou Barros, maior agilidade às obras, vistorias e manutenções das redes, que, não contando com dispositivos plásticos, têm de construir poços de visita e de inspeção de alvenaria ou de concreto nos próprios canteiros, demandando muitas horas e até dias de serviço.

    Desenvolvidos para uso em obras de infraestrutura e de saneamento, os poços de inspeção de polietileno são mais práticos e permitem inspecionar e introduzir equipamentos para a desobstrução e a limpeza de redes muito mais rapidamente, enquanto os poços de visita, formados por estruturas cilíndricas, também permitem às equipes adentrar em seu interior facilmente, agilizando, assim, a manutenção e a construção de novas redes.

    Nos dois casos, os rotomoldados são compostos por estruturas aterradas no subsolo e que devem suportar grandes pressões. Para os poços de visita rotomoldados, estão sendo seguidas especificações do setor de saneamento, exigindo que as peças apresentem diâmetros internos de 1 metro, e alturas variáveis entre 2 metros e 4 metros, estando previstos comprimentos até 4 metros, profundidade limite em geral constante dessas instalações. Outro detalhe importante é que os poços de visita também devem permitir a conexão de tubos e conexões corrugadas de polietileno para as necessárias interligações entre os ramais prediais e as redes coletoras de esgotos, também seguindo recomendações e especificações das companhias de saneamento básico.

    A espessura de parede dos poços de visita rotomoldados é um dado mantido sob sigilo técnico, mas Barros garante tratar-se de uma estrutura muito leve, fácil de instalar e de movimentar, isenta de percolação e ainda contemplada pela alta durabilidade do material, que terá condições de suportar até cinquenta anos enterrado no subsolo.

    Sob todos esses aspectos, e pelas avaliações das cerca de 400 estruturas já instaladas, a Braskem pôde comprovar que os poços de visita rotomoldados de polietileno ganham em produtividade e em competitividade em relação às soluções convencionais.



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